sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Minha posição sobre o Natal

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Não sou contra:

1) A encarnação e o nascimento de Jesus. Ambos são estágios importantíssimos no estado de humilhação de Cristo.

2) A celebração da encarnação e do nascimento de Jesus. Toda a obra redentora de Cristo deve ser celebrada no culto, inclusive a encarnação e o nascimento, sem os quais a morte e a ressurreição não seriam possíveis.

3) Músicas e hinos que falam da encarnação e do nascimento de Jesus. Se podemos cantar no culto, além dos salmos, outros cânticos inspirados do Novo Testamento e outros cânticos não inspirados com fundamento bíblico, é claro que podemos cantar sobre a encarnação e o nascimento do Salvador.

4) Pregações sobre a encarnação e o nascimento de Jesus. Se a Bíblia fala da encarnação e do nascimento de Jesus, e se é dever do pregador anunciar todo o conselho de Deus, é óbvio que se deve pregar sobre essas fases da vida de Cristo.

Sou contra:

1) Uma festa específica (o Natal) para celebrar a encarnação e o nascimento de Jesus. Há apenas uma festa religiosa instituída sob o Novo Testamento: a Ceia do Senhor, que celebra a morte de Cristo. Ainda que toda a vida e a obra de Cristo tenham uma importância fundamental, certamente a cruz de Cristo é o cerne do evangelho.

2) Um dia específico (o dia de Natal) para celebrar a encarnação e o nascimento de Jesus. Há apenas um dia religioso instituído sob o Novo Testamento: o Dia do Senhor ou Domingo, dia da ressurreição de Jesus, onde celebramos toda a obra redentora de Cristo, inclusive Sua encarnação, nascimento, vida, morte, ressurreição, ascensão, sessão, derramamento do Espírito e segunda vinda.

3) Um calendário litúrgico com Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes, Tempo Comum, etc., que não tem amparo no Novo Testamento. Se o calendário litúrgico do Antigo Testamento foi estabelecido pelo próprio Deus, incluindo todas as festas religiosas e dias santos, que autoridade teria eu, no Novo Testamento, de inventar meu próprio calendário litúrgico? O calendário litúrgico do Novo Testamento são os 52 domingos do ano.

Portanto:

1) Eu não separo um dia específico no ano para celebrar uma parte da obra redentora de Jesus (a encarnação e o nascimento), pois já tenho 52 domingos no ano para celebrar toda a obra redentora de Cristo, inclusive a encarnação e o nascimento.

2) Eu não separo um dia específico do ano para cantar sobre a encarnação e o nascimento de Jesus, pois eu posso fazer isso em 52 domingos do ano.

3) Eu não separo um dia específico do ano para pregar sobre a encarnação e o nascimento de Jesus, pois eu posso fazer isso em 52 domingos do ano. Quem prega expositivamente e sequencialmente pregará com alguma frequência sobre esses temas, sem necessidade de separar um dia (Natal) ou um mês (Advento) para isso. Eu pregaria sobre a encarnação e o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro se esses fossem temas que estivessem na sequência das exposições bíblicas. Mas não deixaria a sequência das exposições para pregar sobre a encarnação e o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro.

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