segunda-feira, 6 de julho de 2015

O homossexualismo da perspectiva de Deus

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O homossexualismo é a relação de amor erótico entre pessoas do mesmo sexo. Uma vez que o mundo ocidental está cada vez mais favorável a esse tipo de prática e muitos países e igrejas têm reconhecido o chamado “casamento” homossexual, é importante que aqueles que se identificam como cristãos saibam a perspectiva de Deus sobre o assunto.

A Bíblia, que é a própria Palavra de Deus (2Tm 3.16,17), relata que Deus instituiu o casamento entre um homem e uma mulher (2.18-25). Por isso, “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24). Além disso, o casamento foi instituído, entre outras coisas, para a procriação (Gn 1.26-28). Desse modo, casamento entre dois homens ou entre duas mulheres é um contrassenso.

A Bíblia também claramente caracteriza o homossexualismo como um pecado. Quando dois anjos foram a Sodoma em forma humana e masculina, os homens da cidade quiseram manter relações sexuais com eles (Gn 19.4,5). Deus demonstrou Sua desaprovação a essa atitude ao cegar esses homens (Gn 19.10,11) e destruir a cidade com fogo e enxofre (Gn 19.24,25). Em Lv 18.22, o homossexualismo é proibido: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”. Os que cometessem essa abominação seriam punidos com a morte (Lv 20.13). Em Rm 1.26,27, Paulo apresenta o homossexualismo, tanto entre homens (pederastia) quanto entre mulheres (lesbianismo), como um juízo de Deus contra a idolatria, chama essas práticas de paixões infames ou vergonhosas e considera-as contrárias à natureza. Em 1Co 6.9,10, Paulo faz uma lista de vários tipos de pecadores que não herdarão o reino de Deus, entre os quais estão os “efeminados” e os “sodomitas”, respectivamente, os parceiros passivo e ativo numa relação homossexual. Em 1Tm 1.9-11, Paulo faz outra lista de pecadores, incluindo novamente os “sodomitas”, e associando-os com “tudo quanto se opõe à sã doutrina, segundo o evangelho da glória do Deus bendito”. Portanto, sem dúvida alguma, Deus vê o homossexualismo como um pecado e, como tal, sujeito à morte eterna, à punição do inferno (Rm 6.23).

Mas a história não acaba aí. Há esperança para os homossexuais. Ao contrário do que dizem por aí, um homossexual pode mudar e deixar o seu pecado. Paulo afirma que alguns dentre os cristãos coríntios haviam sido homossexuais, mas, então, foram lavados, santificados e justificados, graças à obra do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo (1Co 6.9-11). A salvação está disponível e a mudança é possível a todos os que se arrependerem de seus pecados (At 3.19) e crerem em Jesus (At 16.31), inclusive os homossexuais.

Portanto, a Igreja deve odiar o pecado do homossexualismo (Ap 2.6) e lutar contra ele (Mt 18.15-17), mas também amar o pecador homossexual (Lc 10.25-37) e pregar o Evangelho a ele (Rm 10.14,15), chamando-o ao arrependimento e à fé (Mc 1.15).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

E se Deus fosse um de nós?

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Na música “One of Us” (“Um de Nós”), grande sucesso dos anos 90, composta por Eric Bazilian e interpretada por Joan Osborne, uma pergunta é frequentemente repetida: “e se Deus fosse um de nós?”. Na música, essa pergunta expressa um duplo desejo: primeiro, o de que Deus não fosse apenas um Deus grande, muito acima de nós, mas também um Deus próximo da humanidade; segundo, o de que pudéssemos ver Deus em nosso próximo, amando os nossos semelhantes. Talvez Bazilian não soubesse, mas esse duplo anseio é satisfeito no Cristianismo. Como disse o teólogo Bavinck: "Das profundezas do coração humano nasce um anseio: que Deus abra os céus e desça. No Cristianismo os céus se abrem e Deus desce à terra".

Em Cristo, o Deus eterno (Jo 1.1-3) se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Ele se tornou um homem semelhante a nós em todas as coisas e foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 2.14,17; 4.15). Como nós, Ele sofreu, e sofreu muito; Ele sabe o que é padecer (Is 53.3). Foi crucificado e morto pelos pecados do Seu povo (Mt 27.33-56). E agora, ressurreto dentre os mortos, à direita de Deus Pai, Jesus é alguém que entende os dilemas humanos e pode nos socorrer (Hb 2.17,18; 4.15,16). De fato, Jesus é “um de nós”, o “Emanuel”, o “Deus conosco” (Mt 1.23).

Mas, além disso, Jesus, esse Deus e Homem, formou um povo para Si, com todos aqueles que buscam socorro nEle, e fez deles o Seu próprio corpo (1Co 12.27). Isso é tão real que fazer o bem ou o mal a um dos membros do corpo de Cristo é fazer o bem ou o mal ao próprio Cristo (Mt 25.31-46; At 9.1-4). Assim, Deus é “um de nós” não apenas porque se fez homem, mas porque em nossos irmãos vemos a Deus, podendo amá-los de verdade (Jo 13.34,35). Isso não é panteísmo, aquela crença de que tudo é Deus. A questão não é que nós tenhamos nos tornado deuses, mas que Deus se tornou homem.

De fato, o Cristianismo satisfaz o duplo anseio expresso na música “One of Us”, que é o anseio de todo ser humano: em Cristo, Deus não é apenas o alto e o sublime, mas também aquele que habita com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15), e em Cristo, vemos a Deus nos cristãos. Satisfaça o seu desejo pelo “Deus conosco” buscando socorro em Jesus e, assim, viva a realidade de ser corpo de Cristo no mundo!
 

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