sábado, 28 de fevereiro de 2015

Em que creem e como vivem os cristãos

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Os cristãos têm apenas uma regra de fé e prática: a Bíblia, que é a própria Palavra de Deus (2Tm 3.16,17). Assim, tudo o que eles creem e a forma como vivem podem ser encontrados nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos.

Tudo aquilo em que os cristãos creem está resumidamente compreendido no chamado Credo Apostólico, que reúne as principais doutrinas da Palavra de Deus. Ele é dividido em três partes: na primeira, trata-se de Deus Pai e da criação (Gn 1-3); na segunda, do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus (Jo 20.30,31), e da salvação do pecado que Ele trouxe (Lc 19.10; Rm 1-5) em Seu estado de humilhação, especialmente ao entregar Sua vida na cruz, e em Seu estado de exaltação, especialmente ao ressurgir dos mortos ao terceiro dia (Fp 2.5-11); na terceira parte, trata-se do Espírito Santo e da santificação (Jo 14.-16), o que envolve a Igreja (Ef 1.22,23), a comunhão dos santos (At 2.42-47), a remissão dos pecados (Rm 3.19-26), a ressurreição do corpo (1Co 15) e a vida eterna (Ap 21-22).

A forma como os cristãos vivem baseia-se especialmente em dois ensinos encontrados nas Escrituras: os Dez Mandamentos (Ex 20.1-17) e os meios de graça (At 2.41,42). Os Dez Mandamentos se resumem em amar a Deus de todo coração e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.34-40). Os meios de graça são meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da salvação. Eles são a própria Palavra de Deus (Hb 4.12), lida (Jo 5.39) e especialmente ouvida na pregação (Rm 10.14,15), os Sacramentos do Batismo (Mt 28.19) e da Ceia do Senhor (1Co 11.17-34), e a oração (Fp 4.6), cujo modelo por excelência é a Oração Dominical (Mt 6.9-13).

Você deseja saber em que creem e como vivem os cristãos? Leia a Bíblia! E nessa leitura, utilize o esboço acima, que pode ser encontrado de forma mais detalhada no Catecismo Maior de Westminster, como um auxílio para conhecer a coisa principal que as Escrituras nos ensinam.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A doutrina da Trindade é bíblica

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Algumas seitas argumentam que a doutrina da Trindade não aparece em nenhum lugar das Escrituras. Isso é um grande engano. A doutrina da Trindade está na Bíblia, ainda que o termo “Trindade” não esteja. Essa doutrina pode ser resumida em cinco verdades, todas elas ensinadas nas Escrituras:

Primeiro, há um só Deus: “Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus [...] Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.6,8).

Segundo, o Pai é Deus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Jesus não diz que “somente” o Pai é o Deus verdadeiro, o que faria um contraste entre o Pai e o Filho, mas sim que o Pai é o “único” Deus verdadeiro, o que contrasta o Pai com os deuses falsos.

Terceiro, o Filho é Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Depois da Sua ressurreição, Tomé diz a Jesus: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28). Por isso, em Rm 10.13, Paulo pode aplicar a Jesus a passagem de Jl 2.32, que se refere a Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR [Jeová ou Javé] será salvo”.

Quarto, o Espírito Santo é Deus. Mentir a Ele é o mesmo que mentir a Deus (At 5.3,4), ser habitado por Ele é o mesmo que ser habitado por Deus (1Co 3.16,17; Ef 2.22) e Ele perscruta as profundezas de Deus, de modo que só Ele conhece as coisas de Deus (1Co 2.10,11).

Quinto, Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17). Que o Espírito Santo é uma pessoa fica evidente do fato de que Ele tem características pessoais, pois Ele fala (Mt 10.20), ensina (Jo 14.26), intercede (Rm 8.26,27) e se entristece (Ef 4.30).

Portanto, a doutrina da Trindade é bíblica e precisa ser confessada por todos aqueles que são batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). Há um só Deus que é três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, cada uma das quais é Deus.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Trindade: a comunhão perfeita

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Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2015, estive participando como preletor do retiro da Igreja Presbiteriana de Teresina-PI, no Acampamento Monte Carmelo, cujo tema foi "Trindade: a comunhão perfeita". Seguem abaixo os slides das três palestras proferidas nesse retiro, juntamente com a minha monografia "A Trindade Imanente", que serviu como base da primeira palestra.









sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O que Deus fazia antes da criação?

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Agostinho, em suas Confissões, fala de pessoas do seu tempo que respondiam à pergunta “o que Deus fazia antes da criação?” de maneira jocosa, dizendo que Deus “preparava o inferno para os que perscrutam esses mistérios profundos”. Porém, não precisamos responder dessa maneira. Aqui não estamos lidando com as coisas encobertas, que pertencem somente ao SENHOR, mas com as reveladas, que pertencem a nós e a nossos filhos para sempre (Dt 29.29). Jesus responde a essa pergunta de modo claro em Sua Oração Sacerdotal: “Pai, [...] me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.24).

Antes da criação, Deus Pai amava Deus Filho. O Verbo que já existia no princípio e que era Deus também estava no princípio “com Deus” ou “face a face com Deus” (Jo 1.1). Ele, que é o Filho unigênito, sempre esteve no “seio do Pai” (Jo 1.18), numa relação de extrema intimidade. Tão grande é o amor que aproxima e une o Pai e o Filho que Jesus pode afirmar que “o Pai está em mim, e eu estou no Pai” (Jo 10.38).

O Pai demonstra Seu amor eterno pelo Filho dando-Lhe o Espírito Santo. No batismo de Jesus, que é um reflexo da relação eterna entre o Pai, o Filho e o Espírito (Sl 2.7), Deus Pai envia dos céus o Espírito Santo sobre o Filho (Mc 1.10), ungindo-O sem medida com o Espírito (Jo 3.34), e Lhe declara Seu amor: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Mc 1.11). O Filho, por sua vez, responde a esse amor, dizendo “eu amo o Pai” (Jo 14.31) e exultando no Espírito Santo por essa intimidade (Lc 10.21,22). Assim, Pai e Filho amam-se eternamente na comunhão do Espírito Santo (2Co 13.13) e estão tão unidos ao Espírito que, onde o Espírito está, ali estão também os dois (Jo 14.16-18,23).

O que Deus fazia antes da criação? Ele amava! “Deus é amor” (1Jo 4.8)! E a maravilha de tudo isso é que nós podemos participar desse amor da Trindade por meio do Filho. Ele veio revelar o Pai para que o mesmo amor com que o Pai O amou esteja em nós (Jo 17.26; 1Jo 4.9,10,13). Creia no Filho por meio do Espírito Santo e, assim, desfrute do eterno amor do Pai!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A justiça e a paz se beijaram

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O filme Os Miseráveis (2012), baseado no livro de mesmo nome de Victor Hugo (1802-1885), apresenta o maior dilema da humanidade: como a justiça e a misericórdia podem existir juntas. No filme, Javert é um policial que quer que a justiça seja cumprida nos seus mínimos detalhes, sem lugar para a misericórdia. Valjean, por outro lado, é um ex-presidiário que consegue demonstrar misericórdia, mas à custa da justiça. Assim, justiça e misericórdia são apresentadas como contrárias em todo o filme, o qual termina sem uma solução para esse conflito.

Esse é um problema real. Como alguém pode ser justo e, ao mesmo tempo, misericordioso? Ou, em um plano mais elevado, como Deus pode perdoar pecados sem se tornar injusto? Que Deus seja ao mesmo tempo misericordioso e justo é um fato revelado a Moisés, quando Deus lhe mostra Sua glória e afirma que “perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado” (Ex 34.7). Mas como isso é possível? Como um juiz justo pode inocentar um réu culpado sem agir injustamente (Pv 17.15)? Como um Deus justo pode perdoar um pecador sem se tornar injusto?

Jesus é a resposta! Ele veio ao mundo para levar sobre Si o pecado de pecadores e ser condenado, na cruz, no lugar deles. “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele”, pois “o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.5,6). Em Cristo, Deus condenou o pecado de todos aqueles que creriam nEle (2Co 5.21), de tal modo que Deus pode ser, ao mesmo tempo, “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26). Deus pode ser misericordioso com pecadores como você e perdoá-los, sem cometer injustiça, porque Sua justiça foi satisfeita na cruz.

Em Cristo, “a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10). Creia nEle e desfrute da misericórdia do justo Deus!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quem é o Senhor Jesus Cristo?

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Primeiro, Ele é o Senhor (Rm 10.9). Como Senhor, Ele se identifica com o SENHOR do Antigo Testamento (Jl 2.32; Rm 10.13), o grande EU SOU (Ex 3.14; Jo 8.58) e, portanto, Ele é o próprio Deus (Jo 1.1; 20.28). Desse modo, Ele merece toda a nossa adoração (Fp 2.9-11).

Segundo, Ele é Jesus (Mt 1.21), cujo nome significa “salvação do SENHOR”. Jesus é o nome humano dEle e, assim, aponta para a Sua humanidade. Sendo Deus, Ele se fez homem para unir Deus e a humanidade. Essa união foi firmada na própria pessoa única de Jesus, pois, quando Ele se encarnou, a natureza divina se uniu à natureza humana para sempre (Jo 1.14). Por isso, Jesus é o Emanuel, Deus conosco (Mt 1.23). Além disso, essa união também foi realizada na cruz, quando Jesus se ofereceu a Deus Pai como sacrifício pelos pecados de Seu povo. A ira de Deus que nós merecíamos caiu sobre Jesus e nós fomos reconciliados com Deus (Rm 5.6-11; Ef 2.16). O véu do templo se rasgou e o caminho até Deus foi aberto (Mt 27.51; Hb 10.19-22). Que grande salvação!

Terceiro, Ele é o Cristo (1Jo 5.1). A palavra grega “Cristo” é equivalente à palavra hebraica “Messias”, que quer dizer “Ungido”. Jesus foi ungido, em Seu batismo, com o Espírito Santo por Deus Pai, que O declarou Seu Filho amado (Mt 3.16,17). Assim, Ele é o Filho amado do Pai e o Ungido sem medida com o Espírito (Jo 3.34), e pode dar desse Espírito a todo o que nEle crer (Jo 7.37-39). Como Ungido, Ele exerce os ofícios de profeta, pois nos revela a vontade de Deus (Hb 1.1,2), sacerdote, pois se oferece como sacrifício e intercede por nós (Hb 9.28; 7.25), e rei, pois nos governa e protege (Is 9.6,7; At 18.9,10).

Esse é o Senhor Jesus Cristo. “Tal é o meu amado” (Ct 5.16). Confie nEle, ame-O, adore-O!
 

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