quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Respostas bíblicas aos argumentos homossexuais

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Da perspectiva de Deus, o homossexualismo é um pecado, o que se percebe claramente na Bíblia. Apesar disso, alguns homossexuais tentam argumentar que a Bíblia não proíbe o homossexualismo e, mais do que isso, que a Bíblia o permite. A seguir estão alguns desses argumentos homossexuais e as respostas bíblicas a cada um deles.

Primeiro, alguns homossexuais argumentam que a Bíblia não proíbe o homossexualismo. Quanto à passagem de Gn 19, eles afirmam que o pecado de Sodoma não foi o homossexualismo, mas a falta de hospitalidade para com estrangeiros, e tentam provar isso com Ez 16.49. Porém, segundo Jd 7, o pecado de Sodoma não foi apenas a falta de hospitalidade, mas também a perversão sexual.

Quanto a Lv 18.22, esses homossexuais dizem que essa passagem proíbe apenas o homossexualismo associado a cultos pagãos, argumentando que a palavra “abominação”, usada para descrever essa prática, sempre se refere à idolatria na lei de Moisés. Mas esse é um argumento falho, uma vez que o capítulo 18 de Levítico não está tratando de idolatria, mas de pecados sexuais diversos, inclusive o incesto e o bestialismo. Além disso, a palavra “abominação” não é só usada para descrever a idolatria, mas também pecados diversos (Dt 22.5; 25.16), inclusive sexuais (Dt 24.4). Assim, apesar de Dt 23.17,18 condenar o homossexualismo cultual, como argumentam os homossexuais, Lv 18.22 condena todo tipo de homossexualismo.

Em relação a Rm 1.26,27, alguns homossexuais argumentam que Paulo se refere apenas ao homossexualismo cultual ou à relação homossexual com vários parceiros, e não ao homossexualismo “monogâmico”, apenas entre dois parceiros, mas essa é uma interpretação forçada sem qualquer sustentação. Na passagem, Paulo está descrevendo as consequências morais de se abandonar o verdadeiro Deus para adorar falsos deuses, e entre essas consequências estão as relações homossexuais entre homens e entre mulheres.

Quanto a 1Co 6.9 e 1Tm 1.10, os homossexuais tentam reinterpretar os termos gregos “malakos” (“efeminado”) como uma referência à prostituição cultual masculina e “arsenokoites” (“sodomita”) como uma referência ao sexo de adultos com crianças. Porém, o termo “malakos”, literalmente “mole”, indica um homem delicado ou efeminado, que submete seu corpo para ser usado sexualmente como o de uma mulher; em outras palavras, o parceiro passivo numa relação homossexual. Já o termo “arsenokoites” é um neologismo de Paulo, composto de duas palavras gregas, “arsen” (“homem”) e “koite” (“cama”), indicando alguém que se deita com um homem (adulto ou criança) como se fosse mulher (como em Lv 18.22); em outras palavras, o parceiro ativo numa relação homossexual. Portanto, ao contrário do que dizem os homossexuais, esses termos descrevem todo o tipo de homossexualismo como pecado.

Além de tentar mostrar que a Bíblia não proíbe o homossexualismo, alguns homossexuais vão além ao argumentar que a Bíblia permite o homossexualismo. Eles apresentam a amizade de Davi e Jônatas (1Sm 18.1-4; 19.1-7; 20.1-43; 23.15-18; 2Sm 1.26) como um amor homossexual, porque Jônatas amava Davi como à sua própria alma (1Sm 18.1,3; 20.17), eles se beijaram (1Sm 20.41) e o amor de Jônatas por Davi ultrapassava o amor de mulheres (2Sm 1.26). Mas, na Bíblia, a palavra “amor” é usada em diversos sentidos além do sexual (Gn 25.28; Dt 6.5; Lv 19.18), inclusive com o sentido de amizade (Pv 17.17). Outro ponto é que o beijo entre homens, no rosto, era e ainda é comum na cultura oriental e não tem qualquer conotação sexual (Gn 33.4; 1Sm 10.1; 1Co 16.20). Além disso, a Bíblia não diz que o amor de Jônatas por Davi era como o amor das mulheres, mas que ultrapassava esse amor, claramente fazendo uma distinção entre esses dois tipos de amor. Davi e Jônatas eram grandes amigos, não parceiros sexuais.

Outra passagem usada algumas vezes pelos homossexuais para defender o homossexualismo é Ec 4.11: “se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”. Eles argumentam que num clima quente como o da Palestina, “aquentar-se” só pode ter conotação erótica, sendo uma referência a dois homens se relacionando sexualmente. Mas essa interpretação desconsidera tanto o contexto geográfico da Palestina quanto o contexto bíblico da passagem citada. Ao contrário do que pensam os homossexuais, na Palestina também faz frio e até neva no inverno. E no contexto de Ec 4.11, Salomão, um heterossexual tão assumido que tinha mil mulheres (1Rs 11.3), não está falando sobre homossexualismo, mas sobre as vantagens do companheirismo em relação à solidão. Ele diz que “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho” (Ec 4.9), porque um companheiro ajuda o outro no caso de uma queda (v.10), ao terem que dormir ao relento (v.11) ou terem que enfrentar inimigos (v.12). Assim, a passagem de Ec 4.11 está falando sobre dois companheiros que dormem juntos numa noite fria para se aquecerem, não sobre uma relação sexual entre homens.

Portanto, a tentativa de alguns homossexuais justificarem seu pecado com a Bíblia não se sustenta, quando confrontada com a própria Bíblia. O homossexualismo é um pecado e não há como fugir dessa realidade.

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