sexta-feira, 3 de julho de 2015

E se Deus fosse um de nós?

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Na música “One of Us” (“Um de Nós”), grande sucesso dos anos 90, composta por Eric Bazilian e interpretada por Joan Osborne, uma pergunta é frequentemente repetida: “e se Deus fosse um de nós?”. Na música, essa pergunta expressa um duplo desejo: primeiro, o de que Deus não fosse apenas um Deus grande, muito acima de nós, mas também um Deus próximo da humanidade; segundo, o de que pudéssemos ver Deus em nosso próximo, amando os nossos semelhantes. Talvez Bazilian não soubesse, mas esse duplo anseio é satisfeito no Cristianismo. Como disse o teólogo Bavinck: "Das profundezas do coração humano nasce um anseio: que Deus abra os céus e desça. No Cristianismo os céus se abrem e Deus desce à terra".

Em Cristo, o Deus eterno (Jo 1.1-3) se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Ele se tornou um homem semelhante a nós em todas as coisas e foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 2.14,17; 4.15). Como nós, Ele sofreu, e sofreu muito; Ele sabe o que é padecer (Is 53.3). Foi crucificado e morto pelos pecados do Seu povo (Mt 27.33-56). E agora, ressurreto dentre os mortos, à direita de Deus Pai, Jesus é alguém que entende os dilemas humanos e pode nos socorrer (Hb 2.17,18; 4.15,16). De fato, Jesus é “um de nós”, o “Emanuel”, o “Deus conosco” (Mt 1.23).

Mas, além disso, Jesus, esse Deus e Homem, formou um povo para Si, com todos aqueles que buscam socorro nEle, e fez deles o Seu próprio corpo (1Co 12.27). Isso é tão real que fazer o bem ou o mal a um dos membros do corpo de Cristo é fazer o bem ou o mal ao próprio Cristo (Mt 25.31-46; At 9.1-4). Assim, Deus é “um de nós” não apenas porque se fez homem, mas porque em nossos irmãos vemos a Deus, podendo amá-los de verdade (Jo 13.34,35). Isso não é panteísmo, aquela crença de que tudo é Deus. A questão não é que nós tenhamos nos tornado deuses, mas que Deus se tornou homem.

De fato, o Cristianismo satisfaz o duplo anseio expresso na música “One of Us”, que é o anseio de todo ser humano: em Cristo, Deus não é apenas o alto e o sublime, mas também aquele que habita com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15), e em Cristo, vemos a Deus nos cristãos. Satisfaça o seu desejo pelo “Deus conosco” buscando socorro em Jesus e, assim, viva a realidade de ser corpo de Cristo no mundo!

Comentários

1 comentário em "E se Deus fosse um de nós?"

Xand disse...
15 de abril de 2016 12:39

Acho que Eric Bazilian suporia na música a nefasta crença (não como matéria de fé, mas simplesmente como questionamento às religiões) de que o homem é o próprio deus, então jamais entenderia o que significa a presença de Deus no próximo e que em verdade está no meio de nós. Para alguém que tenha formado uma banda chamada "semente do mal", creio que ele jamais buscou essa verdade que supostamente busca na música, compondo-a somente como forma de crítica à religião... mas acabou dando um tiro no pé. A música é linda e não fere a verdade, como bem foi colocado no texto.

 

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