segunda-feira, 30 de março de 2015

Peregrinos, sejam santos!

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“Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1Pe 2.11). Pedro, ao exortar os seus leitores a serem santos, apela ao fato de eles serem “peregrinos e forasteiros”. De fato, se nós, cristãos, somos peregrinos neste mundo, essa é uma boa razão para não nos envolvermos com as coisas deste mundo: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1Jo 2.16). Em outras palavras, se somos peregrinos, devemos ser santos, separados deste mundo de pecado.

No livro O Peregrino (John Bunyan), em determinado momento de sua peregrinação, Cristão e Fiel passam pela Feira da Vaidade, uma alegoria deste mundo pecaminoso. Nessa feira se encontram “todas as mercadorias: casas, terras, negócios, empregos, honras, títulos, países, reinos, concupiscências, prazeres; e toda a espécie de delícias, tais como prostitutas, esposas, maridos, filhos, amos, criados, vida, sangue, corpos, almas, prata, ouro, pérolas, pedras preciosas [...] enganos, jogos, diversões, arlequins, teatros, divertimentos [...] roubos, mortes, adultérios, perjúrios, falsos testemunhos de toda a classe de gravidade”. Ao passarem por essa feira, Cristão e Fiel criam uma grande confusão, por três motivos: “1º- Os vestidos dos peregrinos eram muito diferentes dos que se vendiam na feira, e aquela gente cercava-os por todos os lados para vê-los. Uns diziam que os peregrinos eram idiotas, outros que eram loucos, e outros que eram estrangeiros (Jó 12.4; 1Co 4.9). 2º- E, se muitos se admiravam dos seus vestidos, não menos se espantavam do seu modo de falar, porque poucos havia que pudessem entendê-los. Eles falavam o idioma de Canaã e a gente da feira falava a linguagem do mundo; de modo que uns aos outros se supunham bárbaros (1Co 2.7,8). 3º- Mas o que mais assombrava os mercadores era que estes peregrinos faziam pouco caso das mercadorias, e nem se davam ao incômodo de olhar para elas. E, se alguém os chamava para comprarem, tapavam os ouvidos, e exclamavam: ‘Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade’ (Sl 119.37). E olhavam para cima, como para darem a entender que os seus negócios estavam no céu (Fp 3.20,21)”.

Peregrinos, sejam santos! Vocês não são deste mundo. Como Cristão e Fiel, façam a diferença e transtornem o mundo (At 17.6)!

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