segunda-feira, 16 de março de 2015

Cristãos, vocês são peregrinos!

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Nós, cristãos, somos peregrinos no mundo. O salmista afirma: “Sou peregrino na terra” (Sl 119.19), refletindo o ensino de Lv 25.23. Segundo Hb 11.13, os patriarcas confessavam que eram “estrangeiros e peregrinos sobre a terra”, porque a pátria deles era celestial (Hb 11.16). O mesmo é dito de todos os cristãos em Hb 13.14: “Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir”.

Essa mentalidade de peregrino está presente nos cristãos no decorrer da história da Igreja. Na Carta a Diogneto, do século II, assim são descritos os cristãos: “Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é pátria deles, e cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põem a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas tem sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, desse modo, lhes é dada a vida; são pobres, e enriquecem a muitos; carecem de tudo, e têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida. Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, e aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio”. No livro Imitação de Cristo, do século XV, Tomás de Kempis afirma: “Se queres permanecer firme e fazer progressos, considera-te como desterrado e peregrino sobre a terra”. Nas suas Institutas, do século XVI, João Calvino declara: “Certamente, enquanto não deixamos o mundo, ‘somos peregrinos, longe do Senhor’. Por conseguinte, se comparada com a celestial, a vida terrena, sem dúvida, será facilmente desprezada e calcada aos pés”. E John Bunyan, no século XVII, escreve todo um livro tratando o cristão como “O Peregrino”.

Que possamos também nos considerar como peregrinos, o que nos ajudará na santificação (1Pe 2.11), na evangelização (Jo 17.14-18), na perseguição (Jo 16.18-20), na vida de fé (Hb 11.8-13) e no relacionamento com o mundo (Fp 3.20).

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