sábado, 31 de outubro de 2015

O que é o evangelho?

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A palavra “evangelho” vem do idioma grego e significa “boa notícia”. Essa boa notícia é que o Senhor Jesus Cristo, que é Deus e homem em uma única pessoa (João 1.1,14), viveu, morreu e ressuscitou para salvar o homem pecador dos seus pecados e dar a ele a vida eterna (João 3.16; 1 Coríntios 15.3,4). Essa salvação é dada de graça a todos que colocam a sua fé em Jesus, arrependendo-se dos seus pecados (Efésios 2.8,9; Marcos 1.15).

Aqueles que creem nessa boa notícia, que é o evangelho, são chamados de evangélicos. Esse nome tem sido usado pelos cristãos desde o século 16. No dia 31 de outubro de 1517, um monge agostiniano chamado Martinho Lutero protestou com noventa e cinco teses contra o abandono do evangelho na Igreja Católica Romana. Assim começou o movimento conhecido como Reforma Protestante, que recuperou o evangelho bíblico. Os seguidores desse evangelho foram chamados de evangélicos ou protestantes.

Para esclarecer o que é o verdadeiro evangelho e para diferenciá-lo do falso evangelho, os evangélicos têm afirmado cinco verdades sobre o evangelho, todas contendo a palavra “somente”, que no latim é a palavra “sola”. Essas cinco verdades são conhecidas como “Cinco Solas” e são as seguintes:

1. Somente a Escritura. A Escritura ou Bíblia Sagrada, com trinta e nove livros no Antigo Testamento e vinte e sete no Novo, é a própria Palavra de Deus e é suficiente como regra de fé e prática para o cristão (2 Timóteo 3.16,17). Para conhecermos e vivermos o evangelho não precisamos de nada além da Bíblia (Isaías 8.20). Em outras palavras, não precisamos nem de tradições humanas (Marcos 7.1-13), nem de novas revelações (Gálatas 1.8,9).

2. Somente Cristo. A salvação prometida no evangelho só é possível graças a uma pessoa: o Senhor Jesus Cristo. Todos os seres humanos pecaram, não há um justo sequer e ninguém que faça o bem (Romanos 3.10-12,23). Por causa do pecado, todos os seres humanos merecem a morte (Romanos 6.23). Porém, Deus Pai enviou o Seu Filho Jesus Cristo ao mundo para resolver o problema do pecado e dar vida eterna a todos os que creem nEle (João 3.16). O Senhor Jesus Cristo é Deus (João 1.1), mas se fez homem e habitou entre nós (João 1.14), sendo, desde então, Deus e homem em uma única pessoa para sempre. Ele viveu uma vida perfeita e não pecou jamais (Hebreus 7.26). Ele foi crucificado e morto no lugar de pecadores, levando sobre Si os pecados deles e a punição que esses pecados mereciam (Isaías 53.4,5). Ele foi sepultado, mas ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, mostrando que Sua obra foi aceita por Deus Pai (1 Coríntios 15.3,4). Ele subiu ao céu e agora está assentado à direita de Deus Pai, de onde intercede pelos crentes (Romanos 8.34). Portanto, Jesus é o único caminho que conduz ao Pai (João 14.6), Ele é o único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5) e não existe outro nome, senão o nome de Jesus, pelo qual podemos ser salvos (Atos 4.12). Os santos que já morreram e Maria não são mediadores entre Deus e os homens. Só Jesus Cristo o é.

3. Somente a graça. A salvação conquistada por Jesus em Sua vida, morte e ressurreição custou muito caro para Jesus (1 Pedro 1.18,19), mas é oferecida aos seres humanos totalmente de graça (Efésios 2.8,9). Ninguém pode ser salvo pelas suas obras (Gálatas 2.16), mas somente pelas obras de Jesus (Romanos 5.19). A salvação é somente pela graça, é um presente de Deus a nós, que não pode ser comprado e nem alcançado com esforço humano.

4. Somente a fé. Essa salvação que é dada de graça é recebida por meio da fé somente (Romanos 3.28). A fé é uma confiança viva em Jesus Cristo como Salvador e Senhor, pela qual confiamos nEle e só nEle para a nossa salvação (Filipenses 3.8,9). A fé não é uma obra da nossa parte, porque até a fé é um dom de Deus (Efésios 2.8,9; Filipenses 1.29). A fé é como uma mão que se estende para receber o presente da salvação dado por Deus gratuitamente. Apesar de a fé salvar sozinha, a fé que salva não está sozinha. Ela é sempre acompanhada pelo arrependimento (Marcos 1.15) e seguida por boas obras, que não são a causa da salvação, mas a sua consequência natural (Efésios 2.10).

5. Glória somente a Deus. O objetivo da salvação trazida por Cristo é nos levar a adorar a Deus e somente a Deus (Efésios 1.4-6). O propósito principal do homem é glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31). Isso é assim porque somente o Deus Triuno, Pai, Filho e Espírito Santo, é digno de adoração e culto (Deuteronômio 6.13; Romanos 11.36). Nenhuma criatura pode ser adorada (Ex 20.2,3). Portanto, a adoração de Maria, dos santos, dos anjos e de imagens de escultura é totalmente contrária ao evangelho (Êxodo 20.4-6; Salmo 115.1-8; Isaías 44.9-20; Atos 10.25,26; Apocalipse 22.8,9).

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Nós nos reconheceremos após a morte e a ressurreição?

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Segundo a Bíblia, nós nos reconheceremos após a morte e a ressurreição. Depois da morte, o rico no inferno reconheceu Lázaro no paraíso (Lc 16.23), a quem havia conhecido em vida. E não apenas isso, o rico também reconheceu Abraão e Abraão reconheceu o rico e Lázaro (Lc 16.23,25), apesar de eles nunca terem se conhecido antes. Jesus também falou sobre pessoas que recebem seus amigos nos tabernáculos eternos, obviamente reconhecendo-os (Lc 16.9). Quando Jesus se transfigurou diante dos discípulos, dando-lhes uma prévia do que seria a ressurreição, Moisés e Elias apareceram diante de Jesus e dos discípulos. Apesar dos discípulos nunca terem visto Moisés e Elias antes, eles os reconheceram (Mt 17.1-8). Ao falar sobre o reino dos céus, Jesus disse que muitos tomariam lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó (Mt 8.11), e que os perdidos no inferno também veriam esses patriarcas no reino de Deus (Lc 13.28), o que só teria significado se os patriarcas pudessem ser reconhecidos. Paulo declarou que os tessalonicenses eram a sua esperança, alegria, coroa e glória na vinda de Jesus (1Ts 2.19,20), o que só seria verdade se Paulo pudesse reconhecê-los naquele dia (cf. 2Co 4.14).

Porém, apesar de a Bíblia mostrar com clareza esse reconhecimento mútuo após a morte e a ressurreição, alguns tentam negar essa realidade, porque acham que, se reconhecerem parentes e amigos que foram para o inferno, não poderão se alegrar no céu. Esse erro é fruto de um desconhecimento do ensino bíblico a respeito do assunto. Na mesma história do rico e do Lázaro, fica evidente que Lázaro no paraíso está contemplando os tormentos do rico no inferno, mas isso não o impede de ser consolado (Lc 16.25). De fato, a Bíblia ensina que os perdidos serão atormentados no inferno, com fogo e enxofre, “diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro” (Ap 14.10), e até diante dos salvos, que “sairão e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne” (Is 66.24). Na verdade, os salvos se alegrarão com o juízo de Deus contra o ímpio: “Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio” (Sl 58.10). Eles até louvarão a Deus com alegria por esse juízo (Ap 15.2-4; 19.1-3).

Como isso será possível? O teólogo reformado Turretini explica: “A ausência de amigos e parentes que serão excluídos da felicidade não poderá perturbar a alegria dos bem-aventurados, porque todo afeto carnal será destruído, o qual os crentes nutriam nesta vida em suas relações humanas. E assim como, por sua vez, se amarão em Deus e em virtude de Deus, assim não terão sentimento de compaixão para com aqueles a quem verão excluídos da presença de Deus, os objetos de sua ira e maldição eternas. Aliás, se alegrarão em seus justos juízos e os aprovarão com pleno assentimento” (Compêndio de teologia apologética, 20.11.10). Bede também afirma: “Os justos contemplarão os injustos em tormento para que sua alegria aumente, porquanto contemplam o mal do qual, de forma misericordiosa, escaparam, e assim mais profundas ações de graças renderão ao seu Redentor, na medida em que mais evidentemente veem em outros o que poderiam ter suportado se esses males lhes fossem transferidos” (Apud Turretini, Compêndio de teologia apologética, 20.11.10). Portanto, a contemplação do sofrimento dos perdidos não trará tristeza aos salvos, porque eles terão uma perspectiva renovada quanto a isso.

Ainda assim, mesmo com todo esse testemunho bíblico, alguns tentam negar que nos reconheceremos no futuro apelando para Is 65.17: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”. Segundo eles, essa passagem de Isaías afirma que não nos lembraremos de mais nada do passado quando estivermos na nova terra. Mas essa é uma interpretação incorreta tanto do termo “coisas passadas” quanto do termo “lembrança”. Segundo o contexto dessa passagem, “coisas passadas” significa “angústias passadas”: “porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão escondidas dos meus olhos” (Is 65.16 ). Ou seja, os salvos não se lembrarão das angústias passadas. Mas o que significa “lembrança”? Agostinho explica: “A alma lembrar-se-á dos males passados, mas intelectualmente e sem senti-los. Médico bem instruído, por exemplo, conhece à arte médica, quase todas as enfermidades do corpo; muitas, porém, as que não sofreu, desconhece-as experimentalmente. Assim, os males podem ser conhecidos de dois modos: por ciência intelectual ou por experiência corpórea. De um modo conhece os vícios a sabedoria do homem de bem; de outro, a vida desregrada do libertino. E podem ser esquecidos também de dois modos. De um modo esquecem-nos o sábio e o estudioso; de outro quem os sofreu: esquecem-nos aqueles, descuidando o estudo; este, despojado de sua miséria. Segundo esse último esquecimento, os santos não se lembrarão dos males passados. Estarão isentos de todos os males, sem que deles lhes reste a menor sensação, e, não obstante, a ciência que então possuirão em maior grau não apenas não ocultará deles seus males passados, como nem mesmo a miséria eterna dos condenados. Com efeito, se não recordarem haver sido miseráveis, como, segundo diz o salmo, cantarão eternamente as misericórdias do Senhor? Sabemos que a maior alegria dessa Cidade será cantar cântico de glória à graça de Cristo, que nos libertou com seu sangue” (A Cidade de Deus, 22.30). Ou seja, o salvo conservará a memória das angústias passadas no intelecto, pois dará graças a Deus pelo livramento dessas angústias, mas não mais as experimentará, como explica Ap 21.4: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”. Essa interpretação de Is 65.17 concorda com o restante da Bíblia, que afirma que nos lembraremos intelectualmente dos nossos sofrimentos depois da morte e da ressurreição (Lc 16.19-31; Ap 5.8-10; 6.9-11).

Portanto, o ensino bíblico é que nós nos reconheceremos na eternidade, o que de modo algum prejudicará a alegria dos salvos na presença de Deus.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Respostas bíblicas aos argumentos homossexuais

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Da perspectiva de Deus, o homossexualismo é um pecado, o que se percebe claramente na Bíblia. Apesar disso, alguns homossexuais tentam argumentar que a Bíblia não proíbe o homossexualismo e, mais do que isso, que a Bíblia o permite. A seguir estão alguns desses argumentos homossexuais e as respostas bíblicas a cada um deles.

Primeiro, alguns homossexuais argumentam que a Bíblia não proíbe o homossexualismo. Quanto à passagem de Gn 19, eles afirmam que o pecado de Sodoma não foi o homossexualismo, mas a falta de hospitalidade para com estrangeiros, e tentam provar isso com Ez 16.49. Porém, segundo Jd 7, o pecado de Sodoma não foi apenas a falta de hospitalidade, mas também a perversão sexual.

Quanto a Lv 18.22, esses homossexuais dizem que essa passagem proíbe apenas o homossexualismo associado a cultos pagãos, argumentando que a palavra “abominação”, usada para descrever essa prática, sempre se refere à idolatria na lei de Moisés. Mas esse é um argumento falho, uma vez que o capítulo 18 de Levítico não está tratando de idolatria, mas de pecados sexuais diversos, inclusive o incesto e o bestialismo. Além disso, a palavra “abominação” não é só usada para descrever a idolatria, mas também pecados diversos (Dt 22.5; 25.16), inclusive sexuais (Dt 24.4). Assim, apesar de Dt 23.17,18 condenar o homossexualismo cultual, como argumentam os homossexuais, Lv 18.22 condena todo tipo de homossexualismo.

Em relação a Rm 1.26,27, alguns homossexuais argumentam que Paulo se refere apenas ao homossexualismo cultual ou à relação homossexual com vários parceiros, e não ao homossexualismo “monogâmico”, apenas entre dois parceiros, mas essa é uma interpretação forçada sem qualquer sustentação. Na passagem, Paulo está descrevendo as consequências morais de se abandonar o verdadeiro Deus para adorar falsos deuses, e entre essas consequências estão as relações homossexuais entre homens e entre mulheres.

Quanto a 1Co 6.9 e 1Tm 1.10, os homossexuais tentam reinterpretar os termos gregos “malakos” (“efeminado”) como uma referência à prostituição cultual masculina e “arsenokoites” (“sodomita”) como uma referência ao sexo de adultos com crianças. Porém, o termo “malakos”, literalmente “mole”, indica um homem delicado ou efeminado, que submete seu corpo para ser usado sexualmente como o de uma mulher; em outras palavras, o parceiro passivo numa relação homossexual. Já o termo “arsenokoites” é um neologismo de Paulo, composto de duas palavras gregas, “arsen” (“homem”) e “koite” (“cama”), indicando alguém que se deita com um homem (adulto ou criança) como se fosse mulher (como em Lv 18.22); em outras palavras, o parceiro ativo numa relação homossexual. Portanto, ao contrário do que dizem os homossexuais, esses termos descrevem todo o tipo de homossexualismo como pecado.

Além de tentar mostrar que a Bíblia não proíbe o homossexualismo, alguns homossexuais vão além ao argumentar que a Bíblia permite o homossexualismo. Eles apresentam a amizade de Davi e Jônatas (1Sm 18.1-4; 19.1-7; 20.1-43; 23.15-18; 2Sm 1.26) como um amor homossexual, porque Jônatas amava Davi como à sua própria alma (1Sm 18.1,3; 20.17), eles se beijaram (1Sm 20.41) e o amor de Jônatas por Davi ultrapassava o amor de mulheres (2Sm 1.26). Mas, na Bíblia, a palavra “amor” é usada em diversos sentidos além do sexual (Gn 25.28; Dt 6.5; Lv 19.18), inclusive com o sentido de amizade (Pv 17.17). Outro ponto é que o beijo entre homens, no rosto, era e ainda é comum na cultura oriental e não tem qualquer conotação sexual (Gn 33.4; 1Sm 10.1; 1Co 16.20). Além disso, a Bíblia não diz que o amor de Jônatas por Davi era como o amor das mulheres, mas que ultrapassava esse amor, claramente fazendo uma distinção entre esses dois tipos de amor. Davi e Jônatas eram grandes amigos, não parceiros sexuais.

Outra passagem usada algumas vezes pelos homossexuais para defender o homossexualismo é Ec 4.11: “se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”. Eles argumentam que num clima quente como o da Palestina, “aquentar-se” só pode ter conotação erótica, sendo uma referência a dois homens se relacionando sexualmente. Mas essa interpretação desconsidera tanto o contexto geográfico da Palestina quanto o contexto bíblico da passagem citada. Ao contrário do que pensam os homossexuais, na Palestina também faz frio e até neva no inverno. E no contexto de Ec 4.11, Salomão, um heterossexual tão assumido que tinha mil mulheres (1Rs 11.3), não está falando sobre homossexualismo, mas sobre as vantagens do companheirismo em relação à solidão. Ele diz que “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho” (Ec 4.9), porque um companheiro ajuda o outro no caso de uma queda (v.10), ao terem que dormir ao relento (v.11) ou terem que enfrentar inimigos (v.12). Assim, a passagem de Ec 4.11 está falando sobre dois companheiros que dormem juntos numa noite fria para se aquecerem, não sobre uma relação sexual entre homens.

Portanto, a tentativa de alguns homossexuais justificarem seu pecado com a Bíblia não se sustenta, quando confrontada com a própria Bíblia. O homossexualismo é um pecado e não há como fugir dessa realidade.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O homossexualismo da perspectiva de Deus

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O homossexualismo é a relação de amor erótico entre pessoas do mesmo sexo. Uma vez que o mundo ocidental está cada vez mais favorável a esse tipo de prática e muitos países e igrejas têm reconhecido o chamado “casamento” homossexual, é importante que aqueles que se identificam como cristãos saibam a perspectiva de Deus sobre o assunto.

A Bíblia, que é a própria Palavra de Deus (2Tm 3.16,17), relata que Deus instituiu o casamento entre um homem e uma mulher (2.18-25). Por isso, “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24). Além disso, o casamento foi instituído, entre outras coisas, para a procriação (Gn 1.26-28). Desse modo, casamento entre dois homens ou entre duas mulheres é um contrassenso.

A Bíblia também claramente caracteriza o homossexualismo como um pecado. Quando dois anjos foram a Sodoma em forma humana e masculina, os homens da cidade quiseram manter relações sexuais com eles (Gn 19.4,5). Deus demonstrou Sua desaprovação a essa atitude ao cegar esses homens (Gn 19.10,11) e destruir a cidade com fogo e enxofre (Gn 19.24,25). Em Lv 18.22, o homossexualismo é proibido: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”. Os que cometessem essa abominação seriam punidos com a morte (Lv 20.13). Em Rm 1.26,27, Paulo apresenta o homossexualismo, tanto entre homens (pederastia) quanto entre mulheres (lesbianismo), como um juízo de Deus contra a idolatria, chama essas práticas de paixões infames ou vergonhosas e considera-as contrárias à natureza. Em 1Co 6.9,10, Paulo faz uma lista de vários tipos de pecadores que não herdarão o reino de Deus, entre os quais estão os “efeminados” e os “sodomitas”, respectivamente, os parceiros passivo e ativo numa relação homossexual. Em 1Tm 1.9-11, Paulo faz outra lista de pecadores, incluindo novamente os “sodomitas”, e associando-os com “tudo quanto se opõe à sã doutrina, segundo o evangelho da glória do Deus bendito”. Portanto, sem dúvida alguma, Deus vê o homossexualismo como um pecado e, como tal, sujeito à morte eterna, à punição do inferno (Rm 6.23).

Mas a história não acaba aí. Há esperança para os homossexuais. Ao contrário do que dizem por aí, um homossexual pode mudar e deixar o seu pecado. Paulo afirma que alguns dentre os cristãos coríntios haviam sido homossexuais, mas, então, foram lavados, santificados e justificados, graças à obra do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo (1Co 6.9-11). A salvação está disponível e a mudança é possível a todos os que se arrependerem de seus pecados (At 3.19) e crerem em Jesus (At 16.31), inclusive os homossexuais.

Portanto, a Igreja deve odiar o pecado do homossexualismo (Ap 2.6) e lutar contra ele (Mt 18.15-17), mas também amar o pecador homossexual (Lc 10.25-37) e pregar o Evangelho a ele (Rm 10.14,15), chamando-o ao arrependimento e à fé (Mc 1.15).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

E se Deus fosse um de nós?

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Na música “One of Us” (“Um de Nós”), grande sucesso dos anos 90, composta por Eric Bazilian e interpretada por Joan Osborne, uma pergunta é frequentemente repetida: “e se Deus fosse um de nós?”. Na música, essa pergunta expressa um duplo desejo: primeiro, o de que Deus não fosse apenas um Deus grande, muito acima de nós, mas também um Deus próximo da humanidade; segundo, o de que pudéssemos ver Deus em nosso próximo, amando os nossos semelhantes. Talvez Bazilian não soubesse, mas esse duplo anseio é satisfeito no Cristianismo. Como disse o teólogo Bavinck: "Das profundezas do coração humano nasce um anseio: que Deus abra os céus e desça. No Cristianismo os céus se abrem e Deus desce à terra".

Em Cristo, o Deus eterno (Jo 1.1-3) se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Ele se tornou um homem semelhante a nós em todas as coisas e foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 2.14,17; 4.15). Como nós, Ele sofreu, e sofreu muito; Ele sabe o que é padecer (Is 53.3). Foi crucificado e morto pelos pecados do Seu povo (Mt 27.33-56). E agora, ressurreto dentre os mortos, à direita de Deus Pai, Jesus é alguém que entende os dilemas humanos e pode nos socorrer (Hb 2.17,18; 4.15,16). De fato, Jesus é “um de nós”, o “Emanuel”, o “Deus conosco” (Mt 1.23).

Mas, além disso, Jesus, esse Deus e Homem, formou um povo para Si, com todos aqueles que buscam socorro nEle, e fez deles o Seu próprio corpo (1Co 12.27). Isso é tão real que fazer o bem ou o mal a um dos membros do corpo de Cristo é fazer o bem ou o mal ao próprio Cristo (Mt 25.31-46; At 9.1-4). Assim, Deus é “um de nós” não apenas porque se fez homem, mas porque em nossos irmãos vemos a Deus, podendo amá-los de verdade (Jo 13.34,35). Isso não é panteísmo, aquela crença de que tudo é Deus. A questão não é que nós tenhamos nos tornado deuses, mas que Deus se tornou homem.

De fato, o Cristianismo satisfaz o duplo anseio expresso na música “One of Us”, que é o anseio de todo ser humano: em Cristo, Deus não é apenas o alto e o sublime, mas também aquele que habita com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15), e em Cristo, vemos a Deus nos cristãos. Satisfaça o seu desejo pelo “Deus conosco” buscando socorro em Jesus e, assim, viva a realidade de ser corpo de Cristo no mundo!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Você se sente sozinho?

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Às vezes parece que não há ninguém com quem possamos contar e que temos de enfrentar os problemas desta vida sem a companhia de ninguém. Porém, isso não é verdade. Há alguém que está sempre conosco: Jesus! Um dos Seus muitos nomes é Emanuel, que quer dizer “Deus conosco” (Mt 1.23).

Em Jesus, Deus se uniu de forma inseparável e eterna com a humanidade, pois Jesus é Deus e homem em uma só pessoa para sempre (Jo 1.1-3,14). Essa união foi efetivada a nosso favor na cruz, quando Jesus levou sobre Si os nossos pecados e a ira de Deus que eles mereciam (Is 53.4-6,10-12). Assim, fomos reconciliados com Deus (Rm 5.6-11; 2Co 5.18-21): Deus se tornou nosso amigo e nós nos tornamos amigos de Deus (Rm 5.1; Jo 15.13-15). Além disso, depois de ter ressuscitado dentre os mortos e ter subido aos céus, Jesus enviou ao mundo o Seu Espírito Santo, o outro Consolador, para estar para sempre conosco e em nós (Jo 14.16; At 2.32,33). E quando somos habitados pelo Espírito Santo, também somos habitados pelo Pai e pelo Filho (Jo 14.23).

Estando tão bem acompanhados, por que nos sentirmos sozinhos? Se Deus é por nós, quem será contra nós (Rm 8.31)? Viva a realidade da presença de Deus por meio da fé no Senhor Jesus Cristo e a solidão não mais será um problema.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O para-raios de Deus

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O para-raios é um aparelho usado para proteger edifícios, lugares e pessoas contra raios. Ao efetuar essa proteção, o para-raios não impede que o raio caia do céu à terra, pois isso é impossível. O raio cairá inevitavelmente. A proteção é realizada quando o para-raios atrai o raio sobre si mesmo, impedindo que ele caia em um local indesejado.

A Bíblia ensina que Deus é justo (Ne 9.33). Ele odeia e pune o pecado (Ex 34.7), de tal modo que a ira de Deus contra o pecado é inevitável (Na 1.2-3,6). Como um raio, a ira de Deus deve cair e fulminar aqueles que praticam o pecado. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23), o inferno (Ap 21.8), a ira de Deus.

A boa notícia, porém, é que Deus mesmo providenciou um para-raios para proteger os pecadores contra a Sua ira. Esse para-raios de Deus é Jesus! O Senhor Jesus Cristo veio a este mundo para aplacar a ira de Deus, o que é chamado na Bíblia de “propiciação” (Rm 3.25,26). Ele não fez isso por impedir que a ira de Deus caísse sobre o pecado. Pelo contrário, ao ser levantado na cruz, como um para-raios, Jesus atraiu o raio da inevitável ira de Deus contra o pecado sobre Si mesmo, ao levar os pecados de muitos pecadores sobre Si: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. [...] Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Is 53.5,10). Na cruz, Jesus sofreu a ira de Deus em toda a intensidade, experimentando o próprio inferno (Mt 27.46).

Graças a Jesus, o para-raios de Deus, você pode ter proteção contra o raio da ira de Deus. Você não precisa pagar nada por esse para-raios: ele é absolutamente de graça (Jo 3.16; Ef 2.8). Apenas confie nele como a única proteção disponível contra o raio da ira de Deus e você estará a salvo (Jo 3.18,36).

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Desespero

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Eu estou desesperado!
‘Inda não tinha sentido
Meu coração machucado.
Acho que estou deprimido.

Não se pode imaginar
Tudo que sinto em meu peito!
Essa angústia de matar
Não deixa eu sair do leito.

Minha face está molhada
De muitas e muitas lágrimas,
Minha vista, embaçada.
Ai! Ai! Que sensações trágicas!

Pra onde me dirigir?
Onde está minha esperança?
O meu desejo é partir,
Não mais tenho confiança.

Mas espere! Pare e veja
No fim do túnel a luz!
Sim, acalme-se e perceba;
Há esperança: Jesus!

Ó minh’alma, não se esqueça
Da cruz do seu Redentor!
Mesmo quando não pareça,
Lá levou pecado e dor.

Abandone o desespero,
Confie no Salvador!
Lance nEle todo medo,
Desfrute do Seu amor!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Como posso ter segurança?

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Na madrugada desta quarta-feira, dia 29/04, nossa cidade de José de Freitas viveu momentos de terror. Um grupo fortemente armado arrombou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal com bombas, levando uma grande soma de dinheiro. Houve tiroteio, foram metralhadas casas, viaturas e a sede da Guarda Municipal, e pessoas foram feitas de reféns. A população freitense está apavorada, pois nada semelhante havia ocorrido na cidade anteriormente. Numa situação como essa, é natural que perguntemos a nós mesmos: como posso ter segurança?

Primeiro, nós não teremos segurança simplesmente quando o número de policiais em José de Freitas aumentar. A Bíblia afirma: “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios” (Sl 146.3). Ainda que precisemos de mais policiais na cidade, o que contribuiria para uma maior segurança, seres humanos são limitados, mortais, e não podemos fazer a nossa segurança depender totalmente deles.

Segundo, nós não teremos segurança simplesmente quando nos mudarmos para um local mais tranquilo. Temos a ilusão de que há algum lugar neste mundo onde poderíamos viver totalmente seguros, como uma comunidade do interior, um condomínio fechado ou até mesmo outro país. A verdade é que todo lugar apresenta os seus perigos, porque em todo lugar há pecadores. A Bíblia declara que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23) e que “não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12). Mesmo que você fugisse de tudo e de todos para viver sozinho em um local distante, ainda assim o mal te acompanharia, porque ele está no seu coração (Mc 7.20-23). Você seria o seu maior inimigo e não teria garantia alguma contra o suicídio.

Então, como ter segurança? Todos os perigos deste mundo são consequência do pecado (Gn 3 e 4) e só estaremos seguros contra eles quando estivermos seguros contra o pecado. Isso só é possível por meio do Senhor Jesus Cristo, que levou sobre si o pecado e todas as suas consequências (Is 53.4-6). Em Jesus podemos ter a verdadeira segurança; são “bem-aventurados todos os que nele se refugiam” (Sl 2.12). E aqueles que se refugiam em Cristo, refugiam-se no próprio Deus: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46.1).

Busque a sua segurança em Deus, por meio de Cristo! Assim você será livre do medo da morte (Hb 2.14,15), que é a causa de todos os outros medos, e terá a promessa de viver, depois da ressurreição, em um mundo totalmente seguro (Ap 21.1-5).

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Exposição de Filipenses

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Sermões pregados por mim na Epístola de Paulo aos Filipenses, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


1. Fp 1.1,2: A verdadeira alegria só pode ser encontrada em Deus (18/01/2015)
2. Fp 1.3-11: Nós podemos orar com alegria (25/01/2015)
3. Fp 1.12-18a: O progresso do Evangelho é motivo para nossa alegria (01/02/2015) - Indisponível
4. Fp 1.18b-26: A honra de Cristo é motivo para nossa alegria (08/02/2015)
5. Fp 1.27-30: Nós devemos exercer nossa cidadania de modo digno do Evangelho (22/02/2015)
6. Fp 2.1-11: Nós devemos viver a vida cristã imitando a humilhação de Cristo e sendo motivados pela Sua exaltação (01/03/2015)
7. Fp 2.12-18: Nós devemos desenvolver a nossa salvação (08/03/2015)
8. Fp 2.19-30: Nós devemos imitar e honrar os verdadeiros servos de Deus (15/03/2015)
9. Fp 3.1-11: Nossa alegria, orgulho e confiança devem estar somente na justiça de Cristo Jesus (22/03/2015)
10. Fp 3.12-16: A nossa santificação é um processo (29/03/2015)
11. Fp 3.17-21: Nós devemos andar em santidade (05/04/2015)
12. Fp 4.1-9: Nossa alegria depende das nossas atitudes nas mais diversas relações (12/04/2015)
13. Fp 4.10-20: A contribuição na Igreja é motivo para nossa alegria (19/04/2015)
14. Fp 4.21-23: Nós participamos da comunhão dos santos (26/04/2015) - Indisponível

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Peregrinos, vivam pela fé!

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“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb 11.13). O autor aos Hebreus apresenta Abraão e sua família como peregrinos porque, apesar da fé que tiveram, não obtiveram as promessas de possuírem a terra de Canaã enquanto em vida (Hb 11.8-16). Mais adiante ele mostra que isso é verdade a respeito de todos os heróis da fé mencionados nesse capítulo (Hb 11.39,40). No capítulo 12, ele vai além ao mostrar que isso é verdade a respeito de todo cristão: somos peregrinos, pois temos uma corrida para correr neste mundo, e nessa corrida precisamos olhar com fé para o Autor e Consumador da fé: Jesus (Hb 12.1,2). Somos peregrinos e precisamos viver pela fé neste mundo para alcançar a promessa no mundo vindouro (Hb 10.36-39).

Essa perspectiva é totalmente contrária ao ensino de muitas falsas igrejas dos dias de hoje. Essas igrejas querem viver o céu na terra, como se a ressurreição já se tivesse realizado (2Tm 2.18). Elas ensinam que devemos comer o melhor desta terra (Is 1.19), como se a terra de Canaã, que manava leite e mel (Ex 3.8), fosse um tipo da vida cristã. Na verdade, Canaã é um tipo do céu (Gl 4.25,26; Hb 12.22; Ap 21.2) e a vida cristã tem o seu tipo na peregrinação do povo de Israel no deserto (1Co 10.1-13). Assim, neste mundo, nós não teremos perfeita saúde (Fp 2.25-27), mas a teremos no céu (Ap 21.3,4; 22.2). Neste mundo, nós não teremos muitas riquezas (Tg 2.5), mas no céu seremos muito ricos, porque teremos o maior tesouro: o próprio Deus (Mt 6.19-21; Sl 73.25,26). Neste mundo, nós não teremos uma santidade perfeita (1Jo 1.8; Tg 3.2), mas no céu seremos completamente livres do pecado (1Co 15.50-58; Ap 7.13-15). Neste mundo, nós somos peregrinos e a posse completa das promessas está reservada para o futuro. Nós ainda andamos pela fé e não pelo que vemos (2Co 5.7). A ressurreição ainda não se realizou (1Co 15.20-28).

Portanto, peregrinos, vivam pela fé! Vocês ainda não receberam muitas das promessas de Deus e nunca as receberão neste mundo. Perseverem com fé aqui para que possam gozar das promessas ali. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

terça-feira, 31 de março de 2015

Peregrinos, vocês serão perseguidos!

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“Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia [...] Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros” (Jo 15.19,20). Jesus avisa os seus discípulos de que eles serão perseguidos, e a razão para essa perseguição é justamente o fato de eles serem peregrinos. Nós, cristãos, não somos deste mundo, por isso o mundo nos odeia e nos persegue.

A perseguição é uma realidade na vida dos cristãos desde o início da história da Igreja. Policarpo, bispo de Esmirna no século II, foi preso e levado ao estádio, onde havia feras. Uma carta da Igreja de Esmirna para outras Igrejas assim narra seu martírio: “O chefe da polícia insistia: ‘Jura, e eu te liberto. Amaldiçoa o Cristo!’. Policarpo respondeu: ‘Eu o sirvo há oitenta e seis anos, e ele não me fez nenhum mal. Como poderia blasfemar o meu rei que me salvou? [...] O procônsul disse: ‘Eu tenho feras, e te entregarei a elas, se não mudares de ideia’. Ele disse: ‘Pode chamá-las. Para nós, é impossível mudar de ideia, a fim de passar do melhor para o pior; mas é bom mudar, para passar do mal à justiça’. O procônsul insistiu: ‘Já que desprezas as feras, eu te farei queimar no fogo, se não mudares de ideia’. Policarpo respondeu-lhe: ‘Tu me ameaças com um fogo que queima por um momento, e pouco depois se apaga, porque ignoras o fogo do julgamento futuro e do suplício eterno, reservado aos ímpios. Mas por que tardar? Vai, e faze o que queres’”. Então, amarraram Policarpo para ser queimado e ele fez uma oração. “Quando ele ergueu o seu Amém e terminou sua oração, os homens da pira acenderam o fogo [...] O fogo fez uma espécie de abóbada, como vela de navio inflada pelo vento, e envolveu como parede o corpo do mártir [...] Por fim, vendo que o fogo não podia consumir o seu corpo, os ímpios ordenaram ao carrasco que fosse dar o golpe de misericórdia com o punhal. Feito isso, jorrou tanto sangue que apagou o fogo. Toda a multidão admirou-se de ver tão grande diferença entre os incrédulos e os eleitos”.

Peregrino, você está sofrendo perseguição na escola, no trabalho, entre parentes e amigos? Não se espante. Você será perseguido! Alegre-se pelo privilégio de ser perseguido como Jesus (At 5.41; 1Pe 4.12-14) e por fazer parte de uma longa linhagem de peregrinos perseguidos, dos quais o mundo não é digno (Hb 11.35-38), entre os quais está o próprio Policarpo.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Peregrinos, sejam santos!

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“Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1Pe 2.11). Pedro, ao exortar os seus leitores a serem santos, apela ao fato de eles serem “peregrinos e forasteiros”. De fato, se nós, cristãos, somos peregrinos neste mundo, essa é uma boa razão para não nos envolvermos com as coisas deste mundo: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1Jo 2.16). Em outras palavras, se somos peregrinos, devemos ser santos, separados deste mundo de pecado.

No livro O Peregrino (John Bunyan), em determinado momento de sua peregrinação, Cristão e Fiel passam pela Feira da Vaidade, uma alegoria deste mundo pecaminoso. Nessa feira se encontram “todas as mercadorias: casas, terras, negócios, empregos, honras, títulos, países, reinos, concupiscências, prazeres; e toda a espécie de delícias, tais como prostitutas, esposas, maridos, filhos, amos, criados, vida, sangue, corpos, almas, prata, ouro, pérolas, pedras preciosas [...] enganos, jogos, diversões, arlequins, teatros, divertimentos [...] roubos, mortes, adultérios, perjúrios, falsos testemunhos de toda a classe de gravidade”. Ao passarem por essa feira, Cristão e Fiel criam uma grande confusão, por três motivos: “1º- Os vestidos dos peregrinos eram muito diferentes dos que se vendiam na feira, e aquela gente cercava-os por todos os lados para vê-los. Uns diziam que os peregrinos eram idiotas, outros que eram loucos, e outros que eram estrangeiros (Jó 12.4; 1Co 4.9). 2º- E, se muitos se admiravam dos seus vestidos, não menos se espantavam do seu modo de falar, porque poucos havia que pudessem entendê-los. Eles falavam o idioma de Canaã e a gente da feira falava a linguagem do mundo; de modo que uns aos outros se supunham bárbaros (1Co 2.7,8). 3º- Mas o que mais assombrava os mercadores era que estes peregrinos faziam pouco caso das mercadorias, e nem se davam ao incômodo de olhar para elas. E, se alguém os chamava para comprarem, tapavam os ouvidos, e exclamavam: ‘Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade’ (Sl 119.37). E olhavam para cima, como para darem a entender que os seus negócios estavam no céu (Fp 3.20,21)”.

Peregrinos, sejam santos! Vocês não são deste mundo. Como Cristão e Fiel, façam a diferença e transtornem o mundo (At 17.6)!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Exposição de João 14: Deus nos faz participantes da comunhão de amor da Trindade

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 15/02/2015.

Para baixar este sermão em áudio, clique aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Cristãos, vocês são peregrinos!

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Nós, cristãos, somos peregrinos no mundo. O salmista afirma: “Sou peregrino na terra” (Sl 119.19), refletindo o ensino de Lv 25.23. Segundo Hb 11.13, os patriarcas confessavam que eram “estrangeiros e peregrinos sobre a terra”, porque a pátria deles era celestial (Hb 11.16). O mesmo é dito de todos os cristãos em Hb 13.14: “Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir”.

Essa mentalidade de peregrino está presente nos cristãos no decorrer da história da Igreja. Na Carta a Diogneto, do século II, assim são descritos os cristãos: “Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é pátria deles, e cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põem a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas tem sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, desse modo, lhes é dada a vida; são pobres, e enriquecem a muitos; carecem de tudo, e têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida. Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, e aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio”. No livro Imitação de Cristo, do século XV, Tomás de Kempis afirma: “Se queres permanecer firme e fazer progressos, considera-te como desterrado e peregrino sobre a terra”. Nas suas Institutas, do século XVI, João Calvino declara: “Certamente, enquanto não deixamos o mundo, ‘somos peregrinos, longe do Senhor’. Por conseguinte, se comparada com a celestial, a vida terrena, sem dúvida, será facilmente desprezada e calcada aos pés”. E John Bunyan, no século XVII, escreve todo um livro tratando o cristão como “O Peregrino”.

Que possamos também nos considerar como peregrinos, o que nos ajudará na santificação (1Pe 2.11), na evangelização (Jo 17.14-18), na perseguição (Jo 16.18-20), na vida de fé (Hb 11.8-13) e no relacionamento com o mundo (Fp 3.20).

segunda-feira, 2 de março de 2015

A graça é contrária às boas obras?

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Alguns argumentam que ensinar a salvação pela graça, por meio da fé somente, desestimula as pessoas de praticarem boas obras. O raciocínio é que se a salvação não depende do que nós fazemos, então nós podemos fazer o que quisermos, inclusive o pecado. O raciocínio prossegue no sentido de que apenas se a salvação depender do que nós fizermos, nós seremos motivados a praticarmos boas obras.

Essa opinião é totalmente errada, ainda que muito popular. Ela expressa uma visão incorreta tanto da graça quanto das boas obras. Quanto às boas obras, a Bíblia as apresenta como obras feitas em obediência aos Dez Mandamentos (Ex 20.1-17), que por sua vez se resumem em amar a Deus e ao próximo (Mt 22.34-40). Desse modo, a essência das boas obras é o amor. A essência do amor, por sua vez, é ser totalmente voltado para o outro e não para si mesmo. Ele não procura os seus interesses (1Co 13.5). Logo, uma obra feita por alguém para alcançar a própria salvação não é feita por amor, mas por egoísmo e, portanto, não é uma boa obra.

Quanto à graça, ela é apresentada na Bíblia como um favor imerecido de Deus a nós, pecadores, por meio da obra de Cristo (Rm 3.21-26). Ser salvo pela graça significa que a salvação não é alcançada pelas nossas obras (Ef 2.8,9). Mas essa graça nos é dada com um propósito específico: salvar-nos do pecado (Rm 6.1,2,15-18), o qual é justamente a transgressão dos Dez Mandamentos (1Jo 3.4) e, portanto, o exato oposto das boas obras. Isso significa que ser salvo pela graça é ser salvo para praticar boas obras (Ef 2.10). Logo, ao invés de a graça desestimular as boas obras, é ela quem as produz. Só quem foi salvo pela graça e sabe que sua salvação não depende do que faz, mas do que Cristo fez (Rm 5.19), pode praticar boas obras de forma totalmente desinteressada e amorosa, pensando no bem do outro e não no próprio (Jo 15.1-5).

A graça não é contrária às boas obras. Como disse Agostinho, “A lei nos é dada para que a graça seja buscada; a graça nos é dada para que a lei seja cumprida”. Busque a salvação na graça de Deus, por meio de Cristo, pois só assim você poderá viver o genuíno amor a Deus e ao próximo, praticando obras verdadeiramente boas.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Em que creem e como vivem os cristãos

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Os cristãos têm apenas uma regra de fé e prática: a Bíblia, que é a própria Palavra de Deus (2Tm 3.16,17). Assim, tudo o que eles creem e a forma como vivem podem ser encontrados nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos.

Tudo aquilo em que os cristãos creem está resumidamente compreendido no chamado Credo Apostólico, que reúne as principais doutrinas da Palavra de Deus. Ele é dividido em três partes: na primeira, trata-se de Deus Pai e da criação (Gn 1-3); na segunda, do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus (Jo 20.30,31), e da salvação do pecado que Ele trouxe (Lc 19.10; Rm 1-5) em Seu estado de humilhação, especialmente ao entregar Sua vida na cruz, e em Seu estado de exaltação, especialmente ao ressurgir dos mortos ao terceiro dia (Fp 2.5-11); na terceira parte, trata-se do Espírito Santo e da santificação (Jo 14.-16), o que envolve a Igreja (Ef 1.22,23), a comunhão dos santos (At 2.42-47), a remissão dos pecados (Rm 3.19-26), a ressurreição do corpo (1Co 15) e a vida eterna (Ap 21-22).

A forma como os cristãos vivem baseia-se especialmente em dois ensinos encontrados nas Escrituras: os Dez Mandamentos (Ex 20.1-17) e os meios de graça (At 2.41,42). Os Dez Mandamentos se resumem em amar a Deus de todo coração e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.34-40). Os meios de graça são meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da salvação. Eles são a própria Palavra de Deus (Hb 4.12), lida (Jo 5.39) e especialmente ouvida na pregação (Rm 10.14,15), os Sacramentos do Batismo (Mt 28.19) e da Ceia do Senhor (1Co 11.17-34), e a oração (Fp 4.6), cujo modelo por excelência é a Oração Dominical (Mt 6.9-13).

Você deseja saber em que creem e como vivem os cristãos? Leia a Bíblia! E nessa leitura, utilize o esboço acima, que pode ser encontrado de forma mais detalhada no Catecismo Maior de Westminster, como um auxílio para conhecer a coisa principal que as Escrituras nos ensinam.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A doutrina da Trindade é bíblica

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Algumas seitas argumentam que a doutrina da Trindade não aparece em nenhum lugar das Escrituras. Isso é um grande engano. A doutrina da Trindade está na Bíblia, ainda que o termo “Trindade” não esteja. Essa doutrina pode ser resumida em cinco verdades, todas elas ensinadas nas Escrituras:

Primeiro, há um só Deus: “Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus [...] Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.6,8).

Segundo, o Pai é Deus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Jesus não diz que “somente” o Pai é o Deus verdadeiro, o que faria um contraste entre o Pai e o Filho, mas sim que o Pai é o “único” Deus verdadeiro, o que contrasta o Pai com os deuses falsos.

Terceiro, o Filho é Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Depois da Sua ressurreição, Tomé diz a Jesus: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28). Por isso, em Rm 10.13, Paulo pode aplicar a Jesus a passagem de Jl 2.32, que se refere a Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR [Jeová ou Javé] será salvo”.

Quarto, o Espírito Santo é Deus. Mentir a Ele é o mesmo que mentir a Deus (At 5.3,4), ser habitado por Ele é o mesmo que ser habitado por Deus (1Co 3.16,17; Ef 2.22) e Ele perscruta as profundezas de Deus, de modo que só Ele conhece as coisas de Deus (1Co 2.10,11).

Quinto, Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17). Que o Espírito Santo é uma pessoa fica evidente do fato de que Ele tem características pessoais, pois Ele fala (Mt 10.20), ensina (Jo 14.26), intercede (Rm 8.26,27) e se entristece (Ef 4.30).

Portanto, a doutrina da Trindade é bíblica e precisa ser confessada por todos aqueles que são batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). Há um só Deus que é três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, cada uma das quais é Deus.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Trindade: a comunhão perfeita

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Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2015, estive participando como preletor do retiro da Igreja Presbiteriana de Teresina-PI, no Acampamento Monte Carmelo, cujo tema foi "Trindade: a comunhão perfeita". Seguem abaixo os slides das três palestras proferidas nesse retiro, juntamente com a minha monografia "A Trindade Imanente", que serviu como base da primeira palestra.









sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O que Deus fazia antes da criação?

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Agostinho, em suas Confissões, fala de pessoas do seu tempo que respondiam à pergunta “o que Deus fazia antes da criação?” de maneira jocosa, dizendo que Deus “preparava o inferno para os que perscrutam esses mistérios profundos”. Porém, não precisamos responder dessa maneira. Aqui não estamos lidando com as coisas encobertas, que pertencem somente ao SENHOR, mas com as reveladas, que pertencem a nós e a nossos filhos para sempre (Dt 29.29). Jesus responde a essa pergunta de modo claro em Sua Oração Sacerdotal: “Pai, [...] me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.24).

Antes da criação, Deus Pai amava Deus Filho. O Verbo que já existia no princípio e que era Deus também estava no princípio “com Deus” ou “face a face com Deus” (Jo 1.1). Ele, que é o Filho unigênito, sempre esteve no “seio do Pai” (Jo 1.18), numa relação de extrema intimidade. Tão grande é o amor que aproxima e une o Pai e o Filho que Jesus pode afirmar que “o Pai está em mim, e eu estou no Pai” (Jo 10.38).

O Pai demonstra Seu amor eterno pelo Filho dando-Lhe o Espírito Santo. No batismo de Jesus, que é um reflexo da relação eterna entre o Pai, o Filho e o Espírito (Sl 2.7), Deus Pai envia dos céus o Espírito Santo sobre o Filho (Mc 1.10), ungindo-O sem medida com o Espírito (Jo 3.34), e Lhe declara Seu amor: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Mc 1.11). O Filho, por sua vez, responde a esse amor, dizendo “eu amo o Pai” (Jo 14.31) e exultando no Espírito Santo por essa intimidade (Lc 10.21,22). Assim, Pai e Filho amam-se eternamente na comunhão do Espírito Santo (2Co 13.13) e estão tão unidos ao Espírito que, onde o Espírito está, ali estão também os dois (Jo 14.16-18,23).

O que Deus fazia antes da criação? Ele amava! “Deus é amor” (1Jo 4.8)! E a maravilha de tudo isso é que nós podemos participar desse amor da Trindade por meio do Filho. Ele veio revelar o Pai para que o mesmo amor com que o Pai O amou esteja em nós (Jo 17.26; 1Jo 4.9,10,13). Creia no Filho por meio do Espírito Santo e, assim, desfrute do eterno amor do Pai!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A justiça e a paz se beijaram

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O filme Os Miseráveis (2012), baseado no livro de mesmo nome de Victor Hugo (1802-1885), apresenta o maior dilema da humanidade: como a justiça e a misericórdia podem existir juntas. No filme, Javert é um policial que quer que a justiça seja cumprida nos seus mínimos detalhes, sem lugar para a misericórdia. Valjean, por outro lado, é um ex-presidiário que consegue demonstrar misericórdia, mas à custa da justiça. Assim, justiça e misericórdia são apresentadas como contrárias em todo o filme, o qual termina sem uma solução para esse conflito.

Esse é um problema real. Como alguém pode ser justo e, ao mesmo tempo, misericordioso? Ou, em um plano mais elevado, como Deus pode perdoar pecados sem se tornar injusto? Que Deus seja ao mesmo tempo misericordioso e justo é um fato revelado a Moisés, quando Deus lhe mostra Sua glória e afirma que “perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado” (Ex 34.7). Mas como isso é possível? Como um juiz justo pode inocentar um réu culpado sem agir injustamente (Pv 17.15)? Como um Deus justo pode perdoar um pecador sem se tornar injusto?

Jesus é a resposta! Ele veio ao mundo para levar sobre Si o pecado de pecadores e ser condenado, na cruz, no lugar deles. “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele”, pois “o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.5,6). Em Cristo, Deus condenou o pecado de todos aqueles que creriam nEle (2Co 5.21), de tal modo que Deus pode ser, ao mesmo tempo, “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26). Deus pode ser misericordioso com pecadores como você e perdoá-los, sem cometer injustiça, porque Sua justiça foi satisfeita na cruz.

Em Cristo, “a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10). Creia nEle e desfrute da misericórdia do justo Deus!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quem é o Senhor Jesus Cristo?

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Primeiro, Ele é o Senhor (Rm 10.9). Como Senhor, Ele se identifica com o SENHOR do Antigo Testamento (Jl 2.32; Rm 10.13), o grande EU SOU (Ex 3.14; Jo 8.58) e, portanto, Ele é o próprio Deus (Jo 1.1; 20.28). Desse modo, Ele merece toda a nossa adoração (Fp 2.9-11).

Segundo, Ele é Jesus (Mt 1.21), cujo nome significa “salvação do SENHOR”. Jesus é o nome humano dEle e, assim, aponta para a Sua humanidade. Sendo Deus, Ele se fez homem para unir Deus e a humanidade. Essa união foi firmada na própria pessoa única de Jesus, pois, quando Ele se encarnou, a natureza divina se uniu à natureza humana para sempre (Jo 1.14). Por isso, Jesus é o Emanuel, Deus conosco (Mt 1.23). Além disso, essa união também foi realizada na cruz, quando Jesus se ofereceu a Deus Pai como sacrifício pelos pecados de Seu povo. A ira de Deus que nós merecíamos caiu sobre Jesus e nós fomos reconciliados com Deus (Rm 5.6-11; Ef 2.16). O véu do templo se rasgou e o caminho até Deus foi aberto (Mt 27.51; Hb 10.19-22). Que grande salvação!

Terceiro, Ele é o Cristo (1Jo 5.1). A palavra grega “Cristo” é equivalente à palavra hebraica “Messias”, que quer dizer “Ungido”. Jesus foi ungido, em Seu batismo, com o Espírito Santo por Deus Pai, que O declarou Seu Filho amado (Mt 3.16,17). Assim, Ele é o Filho amado do Pai e o Ungido sem medida com o Espírito (Jo 3.34), e pode dar desse Espírito a todo o que nEle crer (Jo 7.37-39). Como Ungido, Ele exerce os ofícios de profeta, pois nos revela a vontade de Deus (Hb 1.1,2), sacerdote, pois se oferece como sacrifício e intercede por nós (Hb 9.28; 7.25), e rei, pois nos governa e protege (Is 9.6,7; At 18.9,10).

Esse é o Senhor Jesus Cristo. “Tal é o meu amado” (Ct 5.16). Confie nEle, ame-O, adore-O!
 

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