sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O que é o Evangelho?

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Resenha: Livro O chamado para líderes cristãos (John Stott)

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O livro O chamado para líderes cristãos, de John Stott, é uma série de exposições nos quatro primeiros capítulos de 1 Coríntios. Entendendo que nesses capítulos há uma mensagem especial para os líderes cristãos, Stott se dirige especialmente a eles ao longo desse livro.

John Stott inicia dando uma definição simples de liderança: “ir adiante, mostrar o caminho e inspirar outras pessoas para que o sigam”.[1] No entanto, apesar de a palavra “liderança” ser comum tanto a cristãos quanto a não cristãos, o conceito de liderança para os cristãos é bastante diferente, o que poderia ser chamado de liderança servil (Mt 10.42-44). Paulo foi o líder cristão mais influente na Igreja primitiva e escreve os quatro primeiros capítulos de 1 Coríntios de um modo bastante relevante para os líderes cristãos da atualidade.

Na primeira exposição, de 1Co 1.1-17, Stott trata da ambiguidade da Igreja. Ele intitula assim essa exposição por causa do paradoxo existente no cerne da Igreja, entre o que ela diz ser e o que ela parece ser. Primeiro ele examina a autodescrição de Paulo, mostrando que não há mais apóstolos hoje em dia, pois eles formavam um grupo único com três características principais: tinham sido pessoalmente escolhidos por Jesus Cristo; foram testemunhas do Jesus histórico e de Sua ressurreição (At 1.21,22); foi-lhes prometida uma inspiração especial do Espírito (Jo 16.12-15), de modo que eles escreveram o Novo Testamento (1Ts 2.13). Segundo, ele examina a descrição de Paulo da Igreja de Corinto, onde a ambiguidade da Igreja se apresenta: ela está em Corinto (moradia terrena) e em Cristo (moradia celestial), ela é santificada em Cristo Jesus (santidade concreta) e é chamada para ser santa (santidade potencial). Finalmente, Stott examina a relação de Paulo com Corinto, nos três trechos claramente delimitados dessa seção. Em 1.1-3, Paulo saúda a Igreja, enfatizando a santidade da mesma e mostrando a sua ambiguidade, como já visto acima. Depois, em 1.4-9, Paulo dá graças pela igreja e enfatiza os dons da mesma, onde se percebe outra ambiguidade: a Igreja é completa, pois não lhe falta nenhum dom (v.7), mas ao mesmo tempo ela é incompleta, pois ainda espera ansiosamente a vinda de Cristo (v.9). Finalmente, em 1.10-17, Paulo apela à Igreja e enfatiza sua unidade, onde vemos a última ambiguidade: ela é um só corpo, mas ainda está dividida.

A segunda exposição cobre 1Co 1.18-2.5, tratando do poder por meio da fraqueza. John Stott apresenta esse assunto em três partes. Primeiro, ele examina o poder por meio da fraqueza no próprio evangelho, em 1.18-25. Ele afirma que, assim como naquele tempo, ainda hoje a cruz é um escândalo para todos os que adoram o poder, loucura para os que são intelectualmente arrogantes, mas o poder e a sabedoria de Deus para o Seu povo. Em segundo lugar, ele apresenta o poder por meio da fraqueza nos convertidos de Corinto, em 1.26-31. Eles eram em si mesmos loucos, fracos e humildes, para que nenhum deles se orgulhasse, mas Cristo Jesus se tornou para eles sabedoria, que é a justiça (salvação passada), santificação (salvação presente) e redenção (salvação futura). Em terceiro lugar, Stott fala do poder por meio da fraqueza no evangelista Paulo, em 2.1-5. Paulo não pregou o evangelho com sabedoria (filosofia humana), mas com Jesus Cristo e este crucificado. Ele também não pregou o evangelho com ostentação de linguagem (retórica humana), mas em fraqueza, temor e grande tremor. Em resumo, a sua pregação foi demonstração de Espírito e de poder em meio à fraqueza.

Na terceira exposição, de 1Co 2.6-16, John Stott fala sobre o Espírito Santo e as Sagradas Escrituras. Ele apresenta esse tema basicamente com quatro pontos. Primeiramente, o Espírito Santo perscruta (2.10b,11). Ele é “um incansável investigador, e mesmo como um mergulhador de grandes profundidades, procurando penetrar no âmago das profundezas do ser de Deus”.[2] Em segundo lugar, o Espírito Santo revela (2.10a,12). Os apóstolos receberam de Deus não só a salvação, mas também a revelação por meio do Espírito que os capacitou a entenderem essa salvação. Em terceiro lugar, o Espírito Santo ensina (2.13). O que os apóstolos receberam por meio de revelação, eles transmitiram e registraram nas Escrituras. Nesse ponto, Stott esclarece o que a inspiração verbal das Escrituras significa, dizendo quatro coisas: não significa que cada palavra da Bíblia seja literalmente verdade, não significa ditado verbal e não significa que cada texto das Escrituras seja verdadeiro isolado do seu contexto, mas significa que o que o Espírito Santo disse por intermédio dos autores bíblicos é verdadeiro e sem erro. Finalmente, Stott apresenta o Espírito Santo como Aquele que discerne (2.13b-16). O mesmo Espírito que revelou verdades aos apóstolos agora capacita os ouvintes e leitores a compreendê-las.

A quarta exposição de John Stott, em 1Co 3, tem como tema a Igreja e a Trindade. Ele examina três metáforas que Paulo utiliza para descrever a Igreja nesse texto e a ênfase que cada uma delas dá a uma pessoa da Trindade. A primeira metáfora é a agrícola: “Lavoura de Deus... sois vós” (3.5-9b). A Igreja é como uma lavoura, onde agricultores trabalham (Paulo e Apolo), mas onde o crescimento vem de Deus, motivo pelo qual ninguém deve se orgulhar dos agricultores. A segunda metáfora é a arquitetônica: “edifício de Deus sois vós” (3.9b-16). A Igreja também é como um edifício, onde muitas pessoas trabalham edificando, mas cujo fundamento é apenas um: Cristo. Esses trabalhadores devem tomar cuidado, portanto, para não lançar outro fundamento e não edificar uma superestrutura sobre esse fundamento que seja incompatível com a natureza dele. A terceira metáfora é a eclesiástica: “sois santuário de Deus” (3.16,17). Assim, finalmente, a Igreja é comparada com o santuário, o local do templo onde a glória de Deus se fazia presente. Mas agora o próprio Espírito de Deus habita em Seu povo, de modo que aquele que tentar destruir esse santuário será destruído por Deus.

Finalmente, na última exposição, em 1Co 4, Stott apresenta alguns modelos de ministério. Em primeiro lugar, os pastores são os ministros de Cristo (4.1a), cuja ideia é de subordinação a Cristo. Desse modo, eles são responsáveis perante Cristo por seu ministério. Em segundo lugar, os pastores são os despenseiros de Cristo (4.1b,2). A ideia é que aos pastores foram confiadas as verdades antes ocultas, mas agora reveladas. Assim, os pastores são essencialmente professores, devem ensinar apenas o que foi confiado por meio das Escrituras e devem ser fieis. Em terceiro lugar, os pastores são a escória de todos (4.8-13), onde Paulo fala sobre o sofrimento do ministério. Em último lugar, os pastores são os pais da família da Igreja (4.14-21), não no sentido de terem a autoridade de um pai (Mt 23.9), mas a afeição de um pai (1Ts 2.7).

O chamado para líderes cristãos é um livro extremamente relevante para os nossos dias. Seu valor para os líderes cristãos não pode ser subestimado. Em especial para o autor desta resenha, esse livro trouxe lições muito preciosas para o exercício do ministério cristão, inclusive no modo de expor as Escrituras.





[1] STOTT, John. O chamado para líderes cristãos. São Paulo: Cultura Cristã, 2005, p.9.
[2] Ibid., p.55.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Exposição de Rute

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Sermões pregados por mim no Livro de Rute, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Exposição de Ageu

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Sermões pregados por mim no Livro de Ageu, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Exposição de Isaías 42.1-9: O Senhor Jesus Cristo traz salvação até aos confins da terra

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 10/08/2014.

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Exposição de Atos 10.34-43: Deus aceita pessoas de todas as nações, por causa da vida e obra de Cristo, concedendo perdão por meio da fé

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 02/03/2014.

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Exposição de Atos 4.23-31: Deus, a autoridade suprema, responde à oração que pede por ousadia para falar em nome de Jesus durante a perseguição das autoridades

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 23/02/2014.

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Exposição de Atos 2.41-47: A perseverança daqueles que são acrescentados à Igreja por meio da Palavra e do batismo resulta no acréscimo de outros pelo Senhor Jesus Cristo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 09/02/2014.

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Série Quem é Jesus?

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Sermões pregados por mim nos ditos "Eu sou" de Jesus no Evangelho de João, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


1. Jo 6.22-59: Eu sou o pão da vida (17/08/2014)
2. Jo 8.12; 9.1-41: Eu sou a luz do mundo (24/08/2014)
3. Jo 10.1-21: Eu sou a porta das ovelhas (31/08/2014)
4. Jo 10.1-21: Eu sou o bom pastor (07/09/2014)
5. Jo 11.1-46: Eu sou a ressurreição e a vida (14/09/2014)
6. Jo 14.1-11: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (21/09/2014)
7. Jo 15.1-8: Eu sou a videira verdadeira (28/09/2014) - Indisponível
8. Jo 8.21-59: Eu Sou (05/10/2014)

Exposição de Efésios

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Sermões pregados por mim na Epístola aos Efésios, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


1. Ef 1.1-2: A Igreja tem uma origem divina (16/02/2014)
2. Ef 1.3-14: O Deus Triuno concede à Sua Igreja toda benção espiritual (09/03/2014)
3. Ef 1.15-23: A Igreja precisa prosseguir em seu conhecimento das bênçãos de Deus em Cristo (16/03/2014)
4. Ef 2.1-10: Deus salva a Igreja totalmente pela graça (23/03/2014)
5. Ef 2.11-22: Judeus e gentios estão reconciliados na Igreja do Novo Testamento (30/03/2014)
6. Ef 3.1-13: A inclusão dos gentios na Igreja do Novo Testamento é um mistério revelado que deve ser pregado (06/04/2014)
7. Ef 3.14-21: O fim supremo da Igreja é glorificar ao Deus Triuno ao desfrutar do Seu amor para sempre (13/04/2014)
8. Ef 4.1-16: A Igreja deve andar em unidade (04/05/2014)
9. Ef 4.17-32: A Igreja deve andar de acordo com o novo homem (11/05/2014)
10. Ef 5.1-6: A Igreja deve andar no verdadeiro amor (18/05/2014)
11. Ef 5.7-14: A Igreja deve andar na luz (25/05/2014)
12. Ef 5.15-17: A Igreja deve andar com sabedoria (01/06/2014)
13. Ef 5.18-21: A Igreja deve andar cheia com o Espírito Santo (08/06/2014)
14: Ef 5.22-33: O relacionamento do marido e da mulher deve refletir o relacionamento de Cristo e da Igreja (15/06/2014)
15. Ef 6.1-4: O relacionamento entre pais e filhos deve ocorrer diante do Senhor Jesus Cristo (22/06/2014)
16: Ef 6.5-9: O relacionamento entre patrões e empregados deve ocorrer diante do Senhor Jesus Cristo (29/06/2014)
17. Ef 6.10-20: A Igreja deve andar preparada para a batalha espiritual (06/07/2014)
18. Ef 6.21-24: O amor é a vida da Igreja (27/07/2014)

Exposição de Daniel

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Sermões pregados por mim no Livro do Profeta Daniel, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


Exposição de Jonas

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Sermões pregados por mim no Livro do Profeta Jonas, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


Exposição de 1 Coríntios

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Sermões pregados por mim na 1ª Epístola aos Coríntios, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


15. 1Co 3.18-23: O orgulho não deve estar no coração do cristão
16. 1Co 4.1-5: Os pregadores devem ser julgados corretamente
17. 1Co 4.6-8: O orgulho é absurdo
18. 1Co 4.9-13: O sofrimento faz parte da vida do cristão
19. 1Co 4.14-21: Os pregadores exercem vários papéis para com os crentes
20. 1Co 5.1-5: A disciplina eclesiástica é um dever da Igreja
21. 1Co 5.6-8: O pecado deve ser eliminado do meio da Igreja de Cristo
22. 1Co 5.9-13: Os cristãos não devem se associar com os impuros
23. 1Co 6.1-11: Os santos, e não os injustos, devem ser juízes dos santos
24. 1Co 6.12-20: O corpo do cristão não pode ser usado para a impureza sexual
25. 1Co 7.1-7: O casamento é o contexto correto para o relacionamento sexual
26. 1Co 7.8-16: Deus tem mandamentos para os cristãos nos mais diversos estados relacionados ao casamento
27. 1Co 7.17-24: Cada cristão deve viver na vocação em que foi chamado
28. 1Co 7.25-31: O casamento deve ser considerado à luz do presente e da eternidade
29. 1Co 7.32-35: O celibato apresenta vantagens em relação ao casamento
30. 1Co 7.36-40: O celibato pode ser melhor que o casamento
31. 1Co 8.1-13: A decisão sobre comer de sacrifícios a ídolos deve ser tomada considerando o outro
32. 1Co 9.1-14: Quem prega o Evangelho tem direito de viver do Evangelho
33. 1Co 9.15-23: O cristão deve renunciar a si mesmo em prol do Evangelho
34. 1Co 9.24-27: A vida cristã deve ser vivida com perseverança
35. 1Co 10.1-13: A apostasia é uma possibilidade real para os cristãos professos
36. 1Co 10.14-22: O cristão deve fugir da idolatria
37. 1Co 10.23-11.1: O cristão deve comer e beber buscando o interesse do próximo
38. 1Co 11.2-16: A autoridade do homem sobre a mulher exige posturas diferentes de ambos no culto público
39. 1Co 11.17-22: As divisões na Igreja são incompatíveis com o culto público e a Ceia do Senhor
40. 1Co 11.23-26: A Ceia do Senhor deve ser celebrada conforme a instituição de Cristo
41. 1Co 11.27-34: O autoexame é necessário antes da Ceia do Senhor para uma participação digna e livre da disciplina divina
42. 1Co 12.1-6: Os dons espirituais têm sua origem no Deus Trino
43. 1Co 12.7-11: Os dons espirituais são dados soberanamente pelo Espírito para serem úteis
44. 1Co 12.12,13: O batismo com o Espírito Santo forma o Corpo de Cristo como uma unidade
45. 1Co 12.14-20: A variedade no Corpo de Cristo mostra a nossa importância como membros desse Corpo
46. 1Co 12.21-26: A variedade no Corpo de Cristo mostra a importância dos outros como membros desse Corpo
47. 1Co 12.27-31: Os dons espirituais são dados a cada membro do Corpo de Cristo
48. 1Co 13.1-3: Amor é o que torna válido o exercício dos dons espirituais
49. 1Co 13.4-7: A essência do amor é a busca pelo bem do próximo
50. 1Co 13.8-13: Os dons espirituais são passageiros diante da eternidade do amor
51. 1Co 14.1-5: A profecia é superior ao falar em línguas sem interpretação
52. 1Co 14.6-12: Falar em línguas sem interpretação não é proveitoso para a igreja
53. 1Co 14.13-19: O uso da mente é fundamental para a verdadeira espiritualidade
54. 1Co 14.20-25: O falar em línguas e a profecia têm propósitos diferentes
55. 1Co 14.26-40: Tudo no culto público deve ser feito para edificação e com organização
56. 1Co 15.1-11: A ressurreição de Cristo é uma parte fundamental do Evangelho
57. 1Co 15.12-19: Negar a ressurreição dos mortos significa negar o Evangelho
58. 1Co 15.20-28: Nossa ressurreição é um fato absolutamente certo
59. 1Co 15.29-34: Negar a ressurreição dos mortos torna a vida sem sentido
60. 1Co 15.35-44a: O corpo da ressurreição apresenta semelhanças e diferenças em relação ao nosso corpo atual
61. 1Co 15.44b-49: Nós teremos o corpo da ressurreição tão certamente quanto temos o nosso corpo atual
62. 1Co 15.50-58: A transformação do nosso corpo é necessária para que possamos ter a vitória completa
63. 1Co 16.1-4: A nossa contribuição na Igreja deve seguir o padrão bíblico
64. 1Co 16.5-12: A realização dos nossos projetos não depende só de nós
65. 1Co 16.13-18: Deus espera que sejamos obedientes a Ele
66. 1Co 16.19-24: A nossa saudação expressa nossa comunhão com os irmãos

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Discurso de Formatura da Turma 2014 “Pr. Rodrigo Ferreira Brotto” do Seminário Teológico do Nordeste

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Como muitos irmãos me pediram o discurso de formatura da Turma 2014 “Pr. Rodrigo Ferreira Brotto”, do Seminário Teológico do Nordeste – Memorial Igreja Presbiteriana da Coreia, pronunciado por mim no dia 29 de novembro de 2014, decidi publicá-lo aqui no blog.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A Trindade Imanente: unidade de essência e diversidade de pessoas como igualmente fundamentais em Deus

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A doutrina da Trindade consiste na afirmação de que há um Deus em três pessoas. Isso, no entanto, não explica como Deus é um e três simultaneamente. Este trabalho oferece essa explicação ao abordar o assunto da Trindade imanente ou ontológica, que diz respeito à Trindade em Si mesma, em contraste com a Trindade econômica, que é a Trindade em Sua relação com o mundo. Ao tratar da questão da unidade e da diversidade em Deus, a tese deste trabalho é que a unidade da essência e a diversidade das pessoas são igualmente fundamentais em Deus. Isso é desenvolvido no sentido de afirmar tanto a consubstancialidade das pessoas e a habitação mútua entre elas quanto as distinções e relações entre as pessoas e a ordem entre elas. Toda essa tese é construída sobre a regra de que a Trindade econômica é a Trindade imanente, no sentido de que a revelação que Deus faz de Si mesmo reflete exatamente aquilo que Deus é em Si mesmo. Para se defender essa tese, primeiramente, examina-se o desenvolvimento histórico da doutrina da Trindade imanente, com o objetivo de mostrar como a unidade da essência e a diversidade das pessoas em Deus foram entendidas no decorrer da História. Depois, analisam-se os fundamentos bíblicos da doutrina da Trindade imanente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, para verificar como a própria Escritura apresenta a unidade da essência e a diversidade das pessoas em Deus. Então, apresenta-se a formulação teológico-sistemática dessa doutrina, quando é demonstrada a tese de que a unidade da essência e a diversidade das pessoas são igualmente fundamentais em Deus. Conclui-se o trabalho, enfim, com aplicações dessa doutrina para diversos aspectos da Teologia e da vida.


 

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