sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O que é o Evangelho?

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Resenha: Livro O chamado para líderes cristãos (John Stott)

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O livro O chamado para líderes cristãos, de John Stott, é uma série de exposições nos quatro primeiros capítulos de 1 Coríntios. Entendendo que nesses capítulos há uma mensagem especial para os líderes cristãos, Stott se dirige especialmente a eles ao longo desse livro.

John Stott inicia dando uma definição simples de liderança: “ir adiante, mostrar o caminho e inspirar outras pessoas para que o sigam”.[1] No entanto, apesar de a palavra “liderança” ser comum tanto a cristãos quanto a não cristãos, o conceito de liderança para os cristãos é bastante diferente, o que poderia ser chamado de liderança servil (Mt 10.42-44). Paulo foi o líder cristão mais influente na Igreja primitiva e escreve os quatro primeiros capítulos de 1 Coríntios de um modo bastante relevante para os líderes cristãos da atualidade.

Na primeira exposição, de 1Co 1.1-17, Stott trata da ambiguidade da Igreja. Ele intitula assim essa exposição por causa do paradoxo existente no cerne da Igreja, entre o que ela diz ser e o que ela parece ser. Primeiro ele examina a autodescrição de Paulo, mostrando que não há mais apóstolos hoje em dia, pois eles formavam um grupo único com três características principais: tinham sido pessoalmente escolhidos por Jesus Cristo; foram testemunhas do Jesus histórico e de Sua ressurreição (At 1.21,22); foi-lhes prometida uma inspiração especial do Espírito (Jo 16.12-15), de modo que eles escreveram o Novo Testamento (1Ts 2.13). Segundo, ele examina a descrição de Paulo da Igreja de Corinto, onde a ambiguidade da Igreja se apresenta: ela está em Corinto (moradia terrena) e em Cristo (moradia celestial), ela é santificada em Cristo Jesus (santidade concreta) e é chamada para ser santa (santidade potencial). Finalmente, Stott examina a relação de Paulo com Corinto, nos três trechos claramente delimitados dessa seção. Em 1.1-3, Paulo saúda a Igreja, enfatizando a santidade da mesma e mostrando a sua ambiguidade, como já visto acima. Depois, em 1.4-9, Paulo dá graças pela igreja e enfatiza os dons da mesma, onde se percebe outra ambiguidade: a Igreja é completa, pois não lhe falta nenhum dom (v.7), mas ao mesmo tempo ela é incompleta, pois ainda espera ansiosamente a vinda de Cristo (v.9). Finalmente, em 1.10-17, Paulo apela à Igreja e enfatiza sua unidade, onde vemos a última ambiguidade: ela é um só corpo, mas ainda está dividida.

A segunda exposição cobre 1Co 1.18-2.5, tratando do poder por meio da fraqueza. John Stott apresenta esse assunto em três partes. Primeiro, ele examina o poder por meio da fraqueza no próprio evangelho, em 1.18-25. Ele afirma que, assim como naquele tempo, ainda hoje a cruz é um escândalo para todos os que adoram o poder, loucura para os que são intelectualmente arrogantes, mas o poder e a sabedoria de Deus para o Seu povo. Em segundo lugar, ele apresenta o poder por meio da fraqueza nos convertidos de Corinto, em 1.26-31. Eles eram em si mesmos loucos, fracos e humildes, para que nenhum deles se orgulhasse, mas Cristo Jesus se tornou para eles sabedoria, que é a justiça (salvação passada), santificação (salvação presente) e redenção (salvação futura). Em terceiro lugar, Stott fala do poder por meio da fraqueza no evangelista Paulo, em 2.1-5. Paulo não pregou o evangelho com sabedoria (filosofia humana), mas com Jesus Cristo e este crucificado. Ele também não pregou o evangelho com ostentação de linguagem (retórica humana), mas em fraqueza, temor e grande tremor. Em resumo, a sua pregação foi demonstração de Espírito e de poder em meio à fraqueza.

Na terceira exposição, de 1Co 2.6-16, John Stott fala sobre o Espírito Santo e as Sagradas Escrituras. Ele apresenta esse tema basicamente com quatro pontos. Primeiramente, o Espírito Santo perscruta (2.10b,11). Ele é “um incansável investigador, e mesmo como um mergulhador de grandes profundidades, procurando penetrar no âmago das profundezas do ser de Deus”.[2] Em segundo lugar, o Espírito Santo revela (2.10a,12). Os apóstolos receberam de Deus não só a salvação, mas também a revelação por meio do Espírito que os capacitou a entenderem essa salvação. Em terceiro lugar, o Espírito Santo ensina (2.13). O que os apóstolos receberam por meio de revelação, eles transmitiram e registraram nas Escrituras. Nesse ponto, Stott esclarece o que a inspiração verbal das Escrituras significa, dizendo quatro coisas: não significa que cada palavra da Bíblia seja literalmente verdade, não significa ditado verbal e não significa que cada texto das Escrituras seja verdadeiro isolado do seu contexto, mas significa que o que o Espírito Santo disse por intermédio dos autores bíblicos é verdadeiro e sem erro. Finalmente, Stott apresenta o Espírito Santo como Aquele que discerne (2.13b-16). O mesmo Espírito que revelou verdades aos apóstolos agora capacita os ouvintes e leitores a compreendê-las.

A quarta exposição de John Stott, em 1Co 3, tem como tema a Igreja e a Trindade. Ele examina três metáforas que Paulo utiliza para descrever a Igreja nesse texto e a ênfase que cada uma delas dá a uma pessoa da Trindade. A primeira metáfora é a agrícola: “Lavoura de Deus... sois vós” (3.5-9b). A Igreja é como uma lavoura, onde agricultores trabalham (Paulo e Apolo), mas onde o crescimento vem de Deus, motivo pelo qual ninguém deve se orgulhar dos agricultores. A segunda metáfora é a arquitetônica: “edifício de Deus sois vós” (3.9b-16). A Igreja também é como um edifício, onde muitas pessoas trabalham edificando, mas cujo fundamento é apenas um: Cristo. Esses trabalhadores devem tomar cuidado, portanto, para não lançar outro fundamento e não edificar uma superestrutura sobre esse fundamento que seja incompatível com a natureza dele. A terceira metáfora é a eclesiástica: “sois santuário de Deus” (3.16,17). Assim, finalmente, a Igreja é comparada com o santuário, o local do templo onde a glória de Deus se fazia presente. Mas agora o próprio Espírito de Deus habita em Seu povo, de modo que aquele que tentar destruir esse santuário será destruído por Deus.

Finalmente, na última exposição, em 1Co 4, Stott apresenta alguns modelos de ministério. Em primeiro lugar, os pastores são os ministros de Cristo (4.1a), cuja ideia é de subordinação a Cristo. Desse modo, eles são responsáveis perante Cristo por seu ministério. Em segundo lugar, os pastores são os despenseiros de Cristo (4.1b,2). A ideia é que aos pastores foram confiadas as verdades antes ocultas, mas agora reveladas. Assim, os pastores são essencialmente professores, devem ensinar apenas o que foi confiado por meio das Escrituras e devem ser fieis. Em terceiro lugar, os pastores são a escória de todos (4.8-13), onde Paulo fala sobre o sofrimento do ministério. Em último lugar, os pastores são os pais da família da Igreja (4.14-21), não no sentido de terem a autoridade de um pai (Mt 23.9), mas a afeição de um pai (1Ts 2.7).

O chamado para líderes cristãos é um livro extremamente relevante para os nossos dias. Seu valor para os líderes cristãos não pode ser subestimado. Em especial para o autor desta resenha, esse livro trouxe lições muito preciosas para o exercício do ministério cristão, inclusive no modo de expor as Escrituras.





[1] STOTT, John. O chamado para líderes cristãos. São Paulo: Cultura Cristã, 2005, p.9.
[2] Ibid., p.55.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Exposição de Rute

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Sermões pregados por mim no Livro de Rute, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Exposição de Ageu

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Sermões pregados por mim no Livro de Ageu, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Exposição de Isaías 42.1-9: O Senhor Jesus Cristo traz salvação até aos confins da terra

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 10/08/2014.

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Exposição de Atos 10.34-43: Deus aceita pessoas de todas as nações, por causa da vida e obra de Cristo, concedendo perdão por meio da fé

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 02/03/2014.

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Exposição de Atos 4.23-31: Deus, a autoridade suprema, responde à oração que pede por ousadia para falar em nome de Jesus durante a perseguição das autoridades

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 23/02/2014.

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Exposição de Atos 2.41-47: A perseverança daqueles que são acrescentados à Igreja por meio da Palavra e do batismo resulta no acréscimo de outros pelo Senhor Jesus Cristo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 09/02/2014.

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Série Quem é Jesus?

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Sermões pregados por mim nos ditos "Eu sou" de Jesus no Evangelho de João, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


1. Jo 6.22-59: Eu sou o pão da vida (17/08/2014)
2. Jo 8.12; 9.1-41: Eu sou a luz do mundo (24/08/2014)
3. Jo 10.1-21: Eu sou a porta das ovelhas (31/08/2014)
4. Jo 10.1-21: Eu sou o bom pastor (07/09/2014)
5. Jo 11.1-46: Eu sou a ressurreição e a vida (14/09/2014)
6. Jo 14.1-11: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (21/09/2014)
7. Jo 15.1-8: Eu sou a videira verdadeira (28/09/2014) - Indisponível
8. Jo 8.21-59: Eu Sou (05/10/2014)

Exposição de Efésios

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Sermões pregados por mim na Epístola aos Efésios, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


1. Ef 1.1-2: A Igreja tem uma origem divina (16/02/2014)
2. Ef 1.3-14: O Deus Triuno concede à Sua Igreja toda benção espiritual (09/03/2014)
3. Ef 1.15-23: A Igreja precisa prosseguir em seu conhecimento das bênçãos de Deus em Cristo (16/03/2014)
4. Ef 2.1-10: Deus salva a Igreja totalmente pela graça (23/03/2014)
5. Ef 2.11-22: Judeus e gentios estão reconciliados na Igreja do Novo Testamento (30/03/2014)
6. Ef 3.1-13: A inclusão dos gentios na Igreja do Novo Testamento é um mistério revelado que deve ser pregado (06/04/2014)
7. Ef 3.14-21: O fim supremo da Igreja é glorificar ao Deus Triuno ao desfrutar do Seu amor para sempre (13/04/2014)
8. Ef 4.1-16: A Igreja deve andar em unidade (04/05/2014)
9. Ef 4.17-32: A Igreja deve andar de acordo com o novo homem (11/05/2014)
10. Ef 5.1-6: A Igreja deve andar no verdadeiro amor (18/05/2014)
11. Ef 5.7-14: A Igreja deve andar na luz (25/05/2014)
12. Ef 5.15-17: A Igreja deve andar com sabedoria (01/06/2014)
13. Ef 5.18-21: A Igreja deve andar cheia com o Espírito Santo (08/06/2014)
14: Ef 5.22-33: O relacionamento do marido e da mulher deve refletir o relacionamento de Cristo e da Igreja (15/06/2014)
15. Ef 6.1-4: O relacionamento entre pais e filhos deve ocorrer diante do Senhor Jesus Cristo (22/06/2014)
16: Ef 6.5-9: O relacionamento entre patrões e empregados deve ocorrer diante do Senhor Jesus Cristo (29/06/2014)
17. Ef 6.10-20: A Igreja deve andar preparada para a batalha espiritual (06/07/2014)
18. Ef 6.21-24: O amor é a vida da Igreja (27/07/2014)

Exposição de Daniel

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Sermões pregados por mim no Livro do Profeta Daniel, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


Exposição de Jonas

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Sermões pregados por mim no Livro do Profeta Jonas, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


Exposição de 1 Coríntios

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Sermões pregados por mim na 1ª Epístola aos Coríntios, na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI.


15. 1Co 3.18-23: O orgulho não deve estar no coração do cristão
16. 1Co 4.1-5: Os pregadores devem ser julgados corretamente
17. 1Co 4.6-8: O orgulho é absurdo
18. 1Co 4.9-13: O sofrimento faz parte da vida do cristão
19. 1Co 4.14-21: Os pregadores exercem vários papéis para com os crentes
20. 1Co 5.1-5: A disciplina eclesiástica é um dever da Igreja
21. 1Co 5.6-8: O pecado deve ser eliminado do meio da Igreja de Cristo
22. 1Co 5.9-13: Os cristãos não devem se associar com os impuros
23. 1Co 6.1-11: Os santos, e não os injustos, devem ser juízes dos santos
24. 1Co 6.12-20: O corpo do cristão não pode ser usado para a impureza sexual
25. 1Co 7.1-7: O casamento é o contexto correto para o relacionamento sexual
26. 1Co 7.8-16: Deus tem mandamentos para os cristãos nos mais diversos estados relacionados ao casamento
27. 1Co 7.17-24: Cada cristão deve viver na vocação em que foi chamado
28. 1Co 7.25-31: O casamento deve ser considerado à luz do presente e da eternidade
29. 1Co 7.32-35: O celibato apresenta vantagens em relação ao casamento
30. 1Co 7.36-40: O celibato pode ser melhor que o casamento
31. 1Co 8.1-13: A decisão sobre comer de sacrifícios a ídolos deve ser tomada considerando o outro
32. 1Co 9.1-14: Quem prega o Evangelho tem direito de viver do Evangelho
33. 1Co 9.15-23: O cristão deve renunciar a si mesmo em prol do Evangelho
34. 1Co 9.24-27: A vida cristã deve ser vivida com perseverança
35. 1Co 10.1-13: A apostasia é uma possibilidade real para os cristãos professos
36. 1Co 10.14-22: O cristão deve fugir da idolatria
37. 1Co 10.23-11.1: O cristão deve comer e beber buscando o interesse do próximo
38. 1Co 11.2-16: A autoridade do homem sobre a mulher exige posturas diferentes de ambos no culto público
39. 1Co 11.17-22: As divisões na Igreja são incompatíveis com o culto público e a Ceia do Senhor
40. 1Co 11.23-26: A Ceia do Senhor deve ser celebrada conforme a instituição de Cristo
41. 1Co 11.27-34: O autoexame é necessário antes da Ceia do Senhor para uma participação digna e livre da disciplina divina
42. 1Co 12.1-6: Os dons espirituais têm sua origem no Deus Trino
43. 1Co 12.7-11: Os dons espirituais são dados soberanamente pelo Espírito para serem úteis
44. 1Co 12.12,13: O batismo com o Espírito Santo forma o Corpo de Cristo como uma unidade
45. 1Co 12.14-20: A variedade no Corpo de Cristo mostra a nossa importância como membros desse Corpo
46. 1Co 12.21-26: A variedade no Corpo de Cristo mostra a importância dos outros como membros desse Corpo
47. 1Co 12.27-31: Os dons espirituais são dados a cada membro do Corpo de Cristo
48. 1Co 13.1-3: Amor é o que torna válido o exercício dos dons espirituais
49. 1Co 13.4-7: A essência do amor é a busca pelo bem do próximo
50. 1Co 13.8-13: Os dons espirituais são passageiros diante da eternidade do amor
51. 1Co 14.1-5: A profecia é superior ao falar em línguas sem interpretação
52. 1Co 14.6-12: Falar em línguas sem interpretação não é proveitoso para a igreja
53. 1Co 14.13-19: O uso da mente é fundamental para a verdadeira espiritualidade
54. 1Co 14.20-25: O falar em línguas e a profecia têm propósitos diferentes
55. 1Co 14.26-40: Tudo no culto público deve ser feito para edificação e com organização
56. 1Co 15.1-11: A ressurreição de Cristo é uma parte fundamental do Evangelho
57. 1Co 15.12-19: Negar a ressurreição dos mortos significa negar o Evangelho
58. 1Co 15.20-28: Nossa ressurreição é um fato absolutamente certo
59. 1Co 15.29-34: Negar a ressurreição dos mortos torna a vida sem sentido
60. 1Co 15.35-44a: O corpo da ressurreição apresenta semelhanças e diferenças em relação ao nosso corpo atual
61. 1Co 15.44b-49: Nós teremos o corpo da ressurreição tão certamente quanto temos o nosso corpo atual
62. 1Co 15.50-58: A transformação do nosso corpo é necessária para que possamos ter a vitória completa
63. 1Co 16.1-4: A nossa contribuição na Igreja deve seguir o padrão bíblico
64. 1Co 16.5-12: A realização dos nossos projetos não depende só de nós
65. 1Co 16.13-18: Deus espera que sejamos obedientes a Ele
66. 1Co 16.19-24: A nossa saudação expressa nossa comunhão com os irmãos

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Discurso de Formatura da Turma 2014 “Pr. Rodrigo Ferreira Brotto” do Seminário Teológico do Nordeste

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Como muitos irmãos me pediram o discurso de formatura da Turma 2014 “Pr. Rodrigo Ferreira Brotto”, do Seminário Teológico do Nordeste – Memorial Igreja Presbiteriana da Coreia, pronunciado por mim no dia 29 de novembro de 2014, decidi publicá-lo aqui no blog.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A Trindade Imanente: unidade de essência e diversidade de pessoas como igualmente fundamentais em Deus

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A doutrina da Trindade consiste na afirmação de que há um Deus em três pessoas. Isso, no entanto, não explica como Deus é um e três simultaneamente. Este trabalho oferece essa explicação ao abordar o assunto da Trindade imanente ou ontológica, que diz respeito à Trindade em Si mesma, em contraste com a Trindade econômica, que é a Trindade em Sua relação com o mundo. Ao tratar da questão da unidade e da diversidade em Deus, a tese deste trabalho é que a unidade da essência e a diversidade das pessoas são igualmente fundamentais em Deus. Isso é desenvolvido no sentido de afirmar tanto a consubstancialidade das pessoas e a habitação mútua entre elas quanto as distinções e relações entre as pessoas e a ordem entre elas. Toda essa tese é construída sobre a regra de que a Trindade econômica é a Trindade imanente, no sentido de que a revelação que Deus faz de Si mesmo reflete exatamente aquilo que Deus é em Si mesmo. Para se defender essa tese, primeiramente, examina-se o desenvolvimento histórico da doutrina da Trindade imanente, com o objetivo de mostrar como a unidade da essência e a diversidade das pessoas em Deus foram entendidas no decorrer da História. Depois, analisam-se os fundamentos bíblicos da doutrina da Trindade imanente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, para verificar como a própria Escritura apresenta a unidade da essência e a diversidade das pessoas em Deus. Então, apresenta-se a formulação teológico-sistemática dessa doutrina, quando é demonstrada a tese de que a unidade da essência e a diversidade das pessoas são igualmente fundamentais em Deus. Conclui-se o trabalho, enfim, com aplicações dessa doutrina para diversos aspectos da Teologia e da vida.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O Templo de Salomão em São Paulo é o verdadeiro templo? Uma exposição de João 2.12-22

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 03/08/2014.

Para baixar este sermão em áudio, clique aqui.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mudanças em minha Teologia e em minha Vida (Parte 4)

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Parte: [1] [2] [3] [4]

Mudanças em minha Vida

Ingresso no seminário
           
Depois que comecei a namorar Jacilene, tomei a decisão definitiva de me mudar para o Piauí e fazer o Seminário Teológico do Nordeste. No dia 13 de novembro de 2010, fiz o Vestibular Unificado dos Seminários da Igreja Presbiteriana do Brasil e, com a graça de Deus, fui aprovado.

Assim, conversei com meu pastor da Igreja Batista Central de Campinas, Pr. Leandro Borges Peixoto, e expliquei-lhe minhas mudanças teológicas, meu desejo de fazer o Seminário em Teresina e, assim que possível, mudar-me para a Igreja Presbiteriana do Brasil. Ele compreendeu e escreveu uma carta de recomendação ao Seminário Teológico do Nordeste, afirmando minha vocação ao ministério pastoral.

Em janeiro de 2011, passei as minhas férias em Parnaíba. Aproveitei esse tempo no Piauí para fazer a minha matrícula no Seminário e também para arrumar um emprego na área de desenvolvimento de softwares, na qual tinha trabalhado durante seis anos em Campinas. Minha intenção era fazer o Seminário de manhã e trabalhar à tarde, para prover o meu próprio sustento. Participei de um processo seletivo em uma empresa de Teresina chamada Infoway e fui aprovado. Assim, quando retornei a Campinas, pedi as contas na empresa onde trabalhava e preparei minhas malas para retornar ao Piauí em fevereiro de 2011.

Esses dias finais em Campinas foram muito difíceis para mim. Era muito difícil deixar a minha família, a minha igreja, os meus amigos, o meu trabalho e a minha cidade para ir a um lugar tão distante e tão diferente da minha realidade. Porém, um texto que constantemente estava em minha mente e me consolava era Hb 13.14: “Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir”. E uma música que eu ouvia frequentemente, e cuja mensagem era do mesmo teor, era Walk On, de U2: “We’re packing a suit case for a place that none of us has been. A place that has to be believed to be seen […] Walk on, walk on” (Nós estamos levando uma mala para um lugar onde nenhum de nós esteve. Um lugar que precisa ser crido para ser visto [...] Vá em frente, vá em frente). A ideia de que eu era um peregrino neste mundo tomou conta da minha mente e do meu coração, e assim eu recebi forças para deixar tudo para trás e começar uma nova vida no Piauí, sabendo que minha cidade não era nem Campinas e nem Teresina, mas aquela que há de vir.

Foi assim que iniciei o Bacharelado em Teologia no Seminário Teológico do Nordeste, no dia 14 de fevereiro de 2011, dez anos depois da minha conversão. Nesse dia, depois de lavar o alojamento dos seminaristas solteiros pela manhã e começar a trabalhar na Infoway à tarde, participei do culto de abertura das atividades do Seminário à noite. Quem pregou foi Pr. José Alex Barreto, capelão do Seminário na época, no texto de Rm 10.14-16, que diz: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!”. Foi um sermão impactante. No final do culto, cantamos o hino 303 do Hinário Novo Cântico, Pendão Real, que me marcou profundamente nessa nova fase da minha vida, especialmente nos momentos de sofrimento:

Um perdão real vos entregou o Rei,
A vós, soldados seus!
Corajosos, pois, em tudo o defendei,
Marchando para os céus.

Com valor! Sem temor!
Por Cristo prontos a sofrer!
Bem alto erguei o seu pendão,
Firmes, sempre, até morrer!

Eis formados já terríveis batalhões
Do grande usurpador!
Revelai-vos hoje bravos campeões!
Avante, sem temor!

Quem receio sente no seu coração
E fraco se mostrar,
Não receberá o eterno galardão
Que Cristo tem pra dar!

Pois sejamos todos a Jesus fiéis,
E a seu real pendão!
Os que da vitória colhem os lauréis
Com ele reinarão.

As aulas do Seminário se iniciaram no dia seguinte, o que foi o começo de um novo tempo em minha vida, marcado por grandes bênçãos. Tive o privilégio de ter como professores pastores como José Alex Barreto, Maely Vilela, Moisés Bezerril, Rodrigo Brotto e Augusto Gouveia, com os quais pude aprender muitas coisas. Comecei o meu primeiro contato com os idiomas nos quais a Bíblia foi escrita, grego e hebraico, o que era um antigo sonho meu. Passei a ter um contato diário com a teologia reformada em um ambiente onde teologia e vida andam de mãos dadas. Fiz grandes amizades, tanto com seminaristas quanto com professores. Além de tudo isso, o ambiente do Seminário proporcionou um isolamento do mundo e dos meios de comunicação que me foi muito benéfico. Meu uso da Internet e da TV se reduziu ao mínimo necessário, o que me fez perceber a quantidade de tempo que eu desperdicei antes com essas coisas.

Mas nem tudo foi um paraíso quando eu ingressei no Seminário. Passeis por muitas dificuldades no início. A primeira dificuldade foi a adaptação ao clima e à cultura do Piauí, bastante diferentes dos de São Paulo. Na primeira semana de aulas peguei uma virose que me fez perder peso. Demorei muito para me acostumar com a alimentação, o que também contribuiu para a perda de peso. O calor excessivo de Teresina, em torno dos 40º, foi uma grande provação no início.

Outra dificuldade foi a distância da minha família. Eu nunca havia ficado muito tempo longe dos meus familiares e me acostumar com essa nova realidade foi um processo longo e doloroso. A dor da distância se agravou ainda mais quando descobri que meu pai estava doente. Essa situação me levou a chorar muitas vezes, sozinho, em meu quarto.

Além da distância da minha família, havia também a distância de Jacilene. Ainda que agora estivéssemos no mesmo estado, trezentos e vinte quilômetros nos separavam um do outro, eu em Teresina, ela, em Parnaíba. Víamos-nos uma vez por mês, quando eu viajava para Parnaíba para passar um final de semana com ela.

Mas a principal dificuldade com a qual eu me deparei foi conciliar o Seminário com meu trabalho. Das 6h às 6h30, eu fazia meu devocional particular. Às quartas-feiras, das 6h às 6h30, havia reunião de oração na capela. Das 6h30 às 7h, o café da manhã era servido. As aulas eram ministradas de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h30. Às quintas-feiras, das 10h às 11h30, havia momentos devocionais na capela, e na última quinta-feira do mês, um culto comunitário, com celebração da Ceia do Senhor. O almoço era servido das 12h às 12h30, e 13h eu pegava o ônibus para ir ao meu trabalho. Eu trabalhava de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. Durante a semana, chegava do trabalho ao Seminário quase 19h, depois de o jantar ter sido servido. Às segundas-feiras, das 19h30 às 20h, havia devocionais para seminaristas solteiros. Além de tudo isso, havia também os trabalhos domésticos: em dois dias da semana, os seminaristas solteiros tinham que fazer a limpeza do alojamento, o que não levava menos de uma hora, sem mencionar o fato de que eu tinha que lavar as minhas roupas à mão, algo que também levava tempo. O resultado dessa rotina é que eu tinha pouquíssimo tempo para estudar, enquanto o Seminário exigia muitas leituras e trabalhos. Por causa disso, não foram poucas as vezes em que tive que ficar acordado até alta madrugada, para manter em dia meus compromissos com o Seminário.

Eu suportei essa rotina por dois meses, até que no dia 14 de abril de 2011 pedi as contas do meu emprego. Graças a Deus, porém, não fiquei desamparado financeiramente, pois alguns irmãos e meus pais se dispuseram a me ajudar, sendo meus mantenedores. Também consegui uma bolsa para trabalhar na tesouraria do Seminário de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 16h30, recebendo um abatimento na mensalidade do Seminário.

Assim, pude continuar o Seminário por todo o ano de 2011 com uma dedicação maior, procurando estudar bastante em particular e também participar mais ativamente de outras atividades do Seminário, como reuniões do Diretório Acadêmico, eventos evangelísticos, vigílias de oração e treinamentos diversos.

Mudança de denominação

Depois das mudanças em minha teologia, que me tornaram teologicamente um presbiteriano, eu decidi me tornar membro da Igreja Presbiteriana do Brasil. Isso aconteceu, de fato, no dia 12 de junho de 2011, quando fui recebido como membro da Igreja Presbiteriana Filadélfia, em Parnaíba-PI, na qual Pr. Emerson Iglesias é pastor.

Esse evento foi muito significativo para mim, representando o fim de uma longa jornada do pentecostalismo ao calvinismo que eu iniciei no início da minha vida cristã. Curiosamente, pouco tempo depois da minha conversão, em maio de 2001, eu comecei a usar uma Bíblia com o Hinário Novo Cântico, da Igreja Presbiteriana do Brasil. Naquela época, eu nem imaginava que um dia seria um presbiteriano, mas essa Bíblia foi como uma antecipação do meu futuro.

Depois que me tornei oficialmente um presbiteriano, comecei a servir mais intensamente na Igreja. Em Parnaíba, ensinei eventualmente os adultos na Escola Bíblica Dominical da Congregação Presbiteriana Nova Jerusalém, preguei em sete cultos dominicais dessa mesma Congregação, preguei em dois cultos dominicais da Igreja Presbiteriana Filadélfia e preguei em um culto dominical da Igreja Presbiteriana Central de Parnaíba. Em Teresina, a convite do Pr. Moisés Bezerril, comecei a trabalhar na Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém, da qual ele é pastor, no segundo semestre de 2011, onde dei aulas para os catecúmenos, preguei em três cultos dominicais e fiz algumas visitas a membros da Igreja. Esse foi o início da realização do meu sonho de pregar o Evangelho em um lugar distante do Brasil.
           
Noivado e casamento

O amor existente entre eu e Jacilene crescia cada vez mais e estávamos cada vez mais certos de que queríamos viver lado a lado por toda a vida. Assim, no dia 27 de julho de 2011, noivamos em uma churrascaria de Parnaíba, dando mais um passo em direção ao casamento.

A partir de então, começamos os preparativos para o nosso casamento. Marcamos para o dia 7 de janeiro de 2012, na Igreja Presbiteriana Filadélfia, em Parnaíba, sendo Pr. Emerson o celebrante do casamento religioso com efeito civil. Foi uma correria para preparar tudo! Convites, decoração, recepção, roupas, fotos, lembrancinhas... Mas graças a Deus tudo ficou pronto a tempo.

Meus pais Marcio e Florinda, meu irmão Daniel e sua noiva Merielle (os dois seriam meus padrinhos) chegaram à Parnaíba uma semana antes do casamento. Assim, durante essa semana conhecemos juntos algumas belezas do litoral piauiense, inclusive o Delta do Parnaíba. Foi um momento inesquecível.

Finalmente, no dia 7 de janeiro de 2012, um sábado, aconteceu o meu casamento. Foi uma cerimônia simples, mas de muita alegria para mim e Jacilene. Depois de Pr. Emerson ter pregado em Efésios 5.22-33 uma mensagem muito abençoadora, eu e Jacilene fizemos os votos, prometendo vivermos juntos até que a morte nos separe. Depois tivemos uma festa simples ao lado da igreja, com bolo, salgadinhos, doces e refrigerante. Eu e Jacilene passamos a primeira noite da Lua de Mel no Hotel Delta, no centro de Parnaíba, e os demais dias em uma pousada na praia de Atalaia, em Luís Correia-PI.

Finalmente, no dia 18 de janeiro, viajamos para Teresina e passamos a morar em uma das casas da vila do Seminário. Assim, meu antigo sonho de me casar com uma mulher reformada e piedosa se concretizou.

Congregação Presbiteriana de José de Freitas

No segundo semestre de 2011, depois do meu noivado e antes do meu casamento, Pr. Augusto Gouveia, na época professor de hebraico no Seminário e pastor da Congregação Presbiteriana de José de Freitas, convidou-me para assumir o seu lugar nessa Congregação a partir de 2012. Ele teria que se mudar para Teresina por questões familiares e a Congregação ficaria sem pastor. Eu fiquei bastante interessado em cuidar dessa Congregação, mas desde que eu pudesse continuar morando no Seminário e indo para José de Freitas apenas aos finais de semana, de modo que meus estudos não fossem prejudicados.

Dia 5 de janeiro de 2012, depois da Reunião Ordinária do Presbitério Norte do Piauí, tive uma conversa com Pr. Renato Sousa, pastor da Igreja Presbiteriana da Piçarra, em Teresina-PI, a qual é responsável pela Congregação Presbiteriana de José de Freitas. Combinamos que eu faria uma visita à Congregação, para conhecê-la e, assim, tomar uma decisão.

A visita ocorreu depois do meu casamento e da minha mudança para Teresina, no dia 22 de janeiro, um domingo. Participei do culto na Congregação pela manhã e preguei no texto de 1Pe 2.9,10. Pude conhecer os irmãos e ser conhecido por eles, e minha primeira impressão da Congregação foi a melhor possível. Era desejo da Congregação e do Pr. Renato que eu morasse em José de Freitas e fiquei de dar uma resposta quanto a isso no próximo domingo.

No próximo domingo, dia 29 de janeiro, preguei novamente no culto matutino da Congregação, no texto de 2Rs 6.24-7.20. Informei aos irmãos sobre minha decisão de continuar morando no Seminário e ficar em José de Freitas apenas nos finais de semana, de sexta-feira à tarde à segunda-feira de manhã. Os irmãos ficaram um pouco tristes, mas compreenderam a minha decisão.

Assim, a partir de 3 de fevereiro, sexta-feira, passei a trabalhar na Congregação Presbiteriana de José de Freitas. As reuniões normais da Congregação ficaram assim definidas: Escola Bíblica Dominical (domingo, às 8h30), Culto solene (domingo, às 18h30) e Reunião de oração e doutrina (sexta-feira, às 19h). Minhas responsabilidades na Congregação envolveram pregação (no culto solene e eventualmente em cultos nos lares e na zona rural), ensino (na Escola Bíblica Dominical e na Reunião de oração e doutrina, e eventualmente para os catecúmenos e para os líderes), direção da liturgia, aconselhamento, visitas a crentes e descrentes, evangelismo pessoal (de casa em casa, tanto na zona urbana quanto na rural) e atividades como membro da Mesa Administrativa da Congregação. Com a graça de Deus, tenho trabalhado nessa Congregação até hoje.

Meu trabalho nessa Congregação é, de fato, a realização do meu desejo de pregar o Evangelho em algum lugar distante da pátria, acendido em meu coração pela OperaçãoJesus Transforma em Manaus. Ele também está relacionado, em alguma medida, com uma das oito coisas que eu gostaria de fazer antes de partir, que é a plantação de igrejas reformadas em pequenas cidades do Brasil.

Conclusão
           
As mudanças ocorridas em minha teologia não foram, de modo algum, aleatórias. Todas elas sempre me conduziram para uma só direção: a teologia reformada conforme expressa na Confissão de Fé de Westminster e nos Catecismos Maior e Breve. Além disso, eu não sou o tipo de pessoa que muda de convicção com a mesma rapidez com que o camaleão muda de cor. Todas as mudanças teológicas aqui descritas foram fruto de um processo longo e demorado de estudo e reflexão na Palavra de Deus.

Certamente, como ainda somos imperfeitos, devemos sempre estar abertos a uma reforma. Um conhecido ditado entre os protestantes afirma: “Igreja reformada, sempre se reformando”, o que sem dúvida também é verdadeiro sobre o cristão individual. Isso não significa que um dia eu deixarei a teologia reformada para abraçar novamente o pentecostalismo. Mas isso significa que novos entendimentos sobre a teologia reformada (que é uma expressão do ensino bíblico) surgirão inevitavelmente.

Dito isso, é importante deixar claro que ainda continuo amigo dos batistas. Eu não sou mais batista, mas tenho um grande carinho por eles, sejam os do passado (John Bunyan, Charles Spurgeon, etc.), sejam os do presente (John Piper, D.A. Carson, etc.), sem falar que alguns dos meus melhores amigos são batistas, entre os quais estão os outros dois colaboradores deste blog.

Finalmente, ao observar as mudanças ocorridas em minha vida, tão grandes ou maiores do que aquelas ocorridas em minha teologia, eu também posso enxergar nelas um destino definido: levar-me ao ministério da Palavra. Tudo o que aconteceu em toda a minha vida, principalmente depois da minha conversão em 2001 e especialmente depois de 2010, aconteceu para que eu fosse feito um pregador do Evangelho em terra estranha. Não posso expressar melhor o sentimento que esse pensamento me traz do que com as seguintes palavras, registradas no meu diário no dia 1º de maio de 2010 (antes que essas mudanças ocorressem), com as quais encerro esta série:

Hoje de manhã, eu li a Bíblia e as Meditações em Lucas (J.C. Ryle), e comecei a orar e a lembrar de tudo o que Deus já fez por mim em minha vida cristã. Tive uma sensação de propósito. De que eu estou neste mundo por alguma razão. De que Deus tem um propósito no qual quer me usar. Pensei isso ao ler sobre Simeão, que sabia que não morreria antes de ver o Messias. Ainda estou com essa sensação de que eu sou importante para Deus, de que Ele tem um propósito especial em minha vida. Isso é mais forte do que pode ser expresso por palavras. Minha gratidão a Deus por isso é muito grande!.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Exposição de Daniel 10-12: O Deus soberano é o Senhor da História

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 12/01/2014.

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Exposição de Daniel 9: Deus é fiel ao pacto com o Seu povo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 05/01/2014.

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Exposição de Daniel 8: A perseguição contra o povo de Deus promovida pelos inimigos de Deus terá um fim

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 29/12/2013.

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O fenômeno religioso no pentecostalismo brasileiro

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O pentecostalismo é a principal vertente do evangelicalismo no Brasil. Diante disso, este trabalho analisa o pentecostalismo como fenômeno religioso, examinando alguns dos seus conceitos, descrevendo algumas de suas crenças e práticas e, finalmente, confrontando-o biblicamente e reconhecendo-o como não bíblico.

Exposição de Daniel 7: Os santos possuirão o reino com o Filho do Homem para todo o sempre

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 22/12/2013.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Resenha: Livro O que é o Evangelho? (Greg Gilbert)

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O livro O que é o Evangelho, de Greg Gilbert, trata de forma clara e bíblica do assunto que parece ser tão óbvio para o cristão: o Evangelho. Porém, como Gilbert enfatiza na introdução, ainda que seja um assunto fundamental para o Cristianismo e pareça desnecessário tratar dele, a grande maioria dos cristãos não sabe dar uma resposta bíblica à pergunta: o que é o Evangelho? Greg Gilbert se propõe a responder essa pergunta em oito capítulos do seu livro.

No primeiro capítulo, Gilbert procura achar o Evangelho na Bíblia. Ele lembra a importância de se procurar o Evangelho na própria Bíblia, uma vez que ela é Palavra inerrante e infalível de Deus e, como tal, a fonte de autoridade dos cristãos. Ele inicia sua busca em Romanos 1 a 4, onde há uma apresentação sistemática do Evangelho. Paulo afirma quatro coisas nessa passagem: primeiro, os seus leitores são responsáveis para com Deus; segundo, o problema dos seus leitores é que se rebelaram contra Deus; terceiro, a solução para o pecado da humanidade é a morte sacrificial e a ressurreição de Jesus; quarto, os seus leitores podem ser incluídos nessa salvação por meio da fé em Cristo. A partir disso, Gilbert encontra respostas, no âmago da proclamação do Evangelho, a quatro perguntas cruciais: primeiro, quem nos fez e diante de quem somos responsáveis? Segundo, qual é o nosso problema? Terceiro, qual é a solução de Deus para esse problema? Quarto, como alguém pode ser incluído nessa salvação? Nos quatro capítulos seguintes, Gilbert trata da resposta a cada uma dessas questões.

O capítulo 2 trata de Deus como o Criador Justo. Greg Gilbert trata de cada um desses aspectos por vez. Primeiro, Deus é o criador de todo o mundo, inclusive do homem. E o fato de que somos criados e, portanto, não somos de nós mesmos, é o fundamento da nossa responsabilidade diante de Deus. Em segundo lugar, Deus é justo e santo. Isso significa que Deus não pode deixar o pecado impune, do contrário Ele seria um juiz injusto.

O capítulo 3 apresenta o homem como pecador. Isso é uma má notícia, porque já foi dito que Deus não inocenta o culpado. O pecado entrou na história humana quando o homem desobedeceu a ordem de Deus de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Pecado é justamente a desobediência às ordens de Deus, e o pecado trouxe consequências terríveis para o primeiro casal, para os seus descendentes e para toda a criação. A consequência mais terrível foi a morte, que inclui não apenas a morte física, mas também a espiritual, a perda de comunhão com Deus. Os seus descendentes também sofreram as consequências, porque eles também são pecadores, assim como seus antepassados mais antigos. As consequências do pecado não são fruto da ausência de Deus, mas de um julgamento ativo de Deus contra o pecado, pois Ele é um Deus justo. A manifestação final do juízo de Deus contra o pecado é chamada de inferno, um lugar de sofrimento consciente e eterno.

Mas há boas notícias para o homem. No capítulo 4, Greg Gilbert mostra que Jesus Cristo é o Salvador. Essa verdade já estava presente em Gn 3.15, quando Deus disse à serpente que o descendente da mulher feriria a cabeça da serpente. Todo o restante da Bíblia é um relato de como essa promessa se desenvolveu e se cumpriu, e ela se cumpriu em Jesus Cristo. Ele é o eterno Filho de Deus, mas se tornou homem, de modo que é agora totalmente Deus e totalmente homem. Em Seu ministério passou a anunciar a vinda do Reino de Deus Nele mesmo, que é o Messias prometido. No final da Sua vida foi crucificado, levando sobre Si os pecados de pecadores e a consequente ira de Deus contra eles. Assim, Jesus foi punido no lugar de pecadores, tornando possível o perdão deles. Deus é justo e não inocenta o culpado. Mas Deus puniu o pecado em Jesus. Graças a isso, Deus pode perdoar pecadores sem ser injusto, ou como Paulo coloca, Ele pode ser, ao mesmo tempo, “justo e justificador” (Rm 3.26). E Deus mostra a Sua aprovação ao que Cristo fez ressuscitando-O dentre os mortos.

Deus providenciou uma solução para o pecado em Cristo, mas Ele exige do homem uma resposta: fé e arrependimento. É disso que trata o capítulo 5. Fé é dependência, “é uma confiança firme e inabalável, alicerçada na verdade e fundamentada na promessa de Jesus ressuscitado de nos salvar do pecado”.[1] Essa confiança é colocada em Jesus para se obter um veredito de justo, a justificação. E é a fé somente, não obras ou méritos humanos, que funciona como meio de alcançar a salvação. O arrependimento é o outro lado da moeda. Enquanto a fé é um voltar da face para Jesus, o arrependimento é um voltar das costas para o pecado. Um não existe sem o outro. Portanto, não é possível aceitar Jesus como Salvador e não como Senhor.

Tendo tratado das respostas às quatro perguntas cruciais, Gilbert dedica os três últimos capítulos a alguns assuntos relacionados ao Evangelho. No capítulo 6 Gilbert trata do Reino de Deus em cinco pontos. Primeiro, esse Reino é o governo redentor de Deus sobre o Seu povo. Segundo, o Reino já está aqui, pois veio a este mundo na pessoa do Senhor Jesus, mas, terceiro, ainda não está completo, pois só o será quando Jesus retornar. Quarto, a inclusão neste reino depende da resposta dada ao Rei Jesus: quando Ele diz “segue-me”, deve-se segui-lo. E finalmente, ser cidadão desse reino significa viver a vida do Reino, de um modo que honre ao Rei Jesus.

O capítulo 7 fala sobre como manter a cruz no centro. Isso é importante porque nos dias atuais há pelo menos três “evangelhos” que tem se apresentado como substitutos da cruz de Cristo. O primeiro é a afirmação “Jesus é Senhor”, a qual, ainda que seja verdadeira, não é realmente boas-novas se for divorciada da afirmação “Jesus é Salvador”. O segundo “evangelho” substituto é o esquema criação-queda-redenção-consumação, o qual é um ótimo esboço para apresentar o Evangelho, mas se torna problemático se a ênfase recair na renovação do mundo e não na cruz de Cristo. O terceiro suposto “evangelho” é a transformação cultural. Nesse ponto, Gilbert parece discordar completamente da possibilidade ou da necessidade da busca de uma transformação cultural. Se isso é assim, não é possível concordar com ele nesse ponto, porque o mandato cultural dado antes da queda, mesmo que corrompido pela queda, ainda é válido. Mesmo assim, deve-se concordar com Gilbert que a transformação cultural não é o Evangelho. A cruz deve estar no centro da proclamação do Evangelho (1Co 1.23; 2.2).

Finalmente, no capítulo 8, Gilbert fala, sob o título de “o poder do Evangelho”, sobre como o Evangelho deve afetar a vida dos seus leitores. Primeiro, ele exorta os leitores não cristãos a se arrependerem e crerem. Depois, ele exorta os leitores cristãos a descansar e se regozijar nesse Evangelho, a amar o povo de Cristo (a Igreja), a pregar o Evangelho ao mundo e a anelar pelo retorno do Senhor Jesus.

Esse é um livro claro e simples na escrita, mas com um conteúdo profundo. O Evangelho é apresentado de modo bíblico, em um estilo que pode alcançar tanto o cristão quanto o não cristão. Certamente, esse será um daqueles livros de cabeceira para este autor.



[1] GILBERT, Greg. O que é o evangelho?. São José dos Campos, SP: Fiel, 2010, p.102.
 

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