quinta-feira, 13 de junho de 2013

Exposição de Salmo 46: Deus é a nossa proteção

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 09/06/2013.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exposição de 1 Coríntios 14.26-40: Tudo no culto público deve ser feito para edificação e com organização

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 02/06/2013.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Exposição de 1 Coríntios 14.20-25: O falar em línguas e a profecia têm propósitos diferentes

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 26/05/2013.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mudanças em minha Teologia e em minha Vida (Parte 3)

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Parte: [1] [2] [3] [4]

Mudanças em minha Teologia (continuação)

Cessacionismo

Como eu fui salvo num contexto pentecostal, mesmo quando abandonei a visão pentecostal do batismo com o Espírito Santo, em 2005, continuei crendo na atualidade dos dons espirituais extraordinários, como línguas, profecia, dons de curar, etc. Para mim era difícil conceber que eles tivessem cessado em algum ponto da história.

Isso começou a mudar em 2006, depois que li a Teologia Sistemática de Wayne Grudem, por incrível que pareça. Grudem defende a atualidade desses dons espirituais, porém duas coisas em sua Sistemática me levaram a questionar isso.

Primeiro, Grudem acredita que os apóstolos cessaram no primeiro século, de modo que não existem mais apóstolos nos dias de hoje, porque um dos principais requisitos para o apostolado era ter sido testemunha da ressurreição do Senhor Jesus (At 1.21,22; 1Co 9.1; 15.8), o que seria impossível atualmente. Esse argumento me convenceu de que os apóstolos cessaram de fato. Porém, eu percebi que, admitindo que alguma coisa existente na Igreja primitiva havia cessado, uma porta se abria para que outras coisas também tivessem cessado. Isso me levou a perceber que, no fundo, todo verdadeiro cristão é cessacionista de alguma forma, pois todos crêem que o Novo Testamento está encerrado e que não se pode acrescentar nenhum novo escrito ao cânon.

Segundo, Grudem defende que a profecia do Novo Testamento não é normativa e infalível como a profecia do Antigo Testamento, e que há novas profecias hoje. Ele diz que as profecias de hoje não são normativas e infalíveis para salvaguardar o princípio fundamental da Reforma: a suficiência das Escrituras (Sola Scriptura). Essa posição de Grudem abriu os meus olhos para algo que nunca tinha percebido antes: a existência de profecias modernas contraria a suficiência das Escrituras. Se alguém hoje pode receber uma nova revelação de Deus e transmiti-la a outros, essa nova revelação também é Palavra de Deus e consiste em regra de fé e de prática juntamente com as Escrituras, aniquilando sua suficiência. Grudem procura fugir dessa implicação dizendo que a profecia do Novo Testamento podia falhar e não era proferida como algo normativo. Hoje a profecia funcionaria quase como a emissão de uma opinião pessoal: “pareceu-me bem te dizer isso”. Porém, essa explicação de Grudem não me convenceu, por alguns motivos: primeiro, não há nenhuma evidência bíblica de que a profecia do Novo Testamento é diferente da do Antigo; segundo, 2Pe 1.21 mostra que a natureza de toda profecia é a mesma; terceiro, Ágabo, um profeta do Novo Testamento, profetizava infalivelmente, pois suas profecias aconteciam (At 11.27,28; 21.10,11,27-36), e de forma normativa, pois a fórmula de sua profecia (“isso diz o Espírito Santo”, At 21.11) era tão autoritária quanto o “assim diz o SENHOR” do Antigo Testamento. Assim, eu rejeitei a visão da profecia de Grudem como algo falível e não-normativo e comecei a ter dúvidas sobre a atualidade desse dom espiritual. Apesar disso, eu ainda não afirmava categoricamente que esse dom havia cessado.

Em 2009, quando deixei definitivamente o meio pentecostal, ao começar a congregar na Igreja Batista Central de Campinas, eu voltei a refletir sobre a cessação dos dons, especialmente o dom de profecia. Vi um forte argumento para a cessação da profecia na era apostólica em Ef 2.20: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”. Paulo afirma que os apóstolos e profetas estão relacionados com o fundamento da Igreja. Como o fundamento de um edifício só é lançado uma vez, segue-se que os apóstolos e os profetas não são mais necessários agora que o fundamento da Igreja já foi lançado. Porém, eu precisava saber a identidade desses profetas: eram os profetas do Antigo ou do Novo Testamento? A resposta veio de um verso nesse mesmo contexto: “o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito” (Ef 3.5). Paulo afirma que o mistério de que os gentios também participam da promessa de Cristo por meio do Evangelho foi revelado aos apóstolos e profetas “agora”, ou seja, na era apostólica. Se os profetas dessa passagem são os do Novo Testamento, segue-se que em Ef 2.20 também são. A conclusão é que os profetas do Novo Testamento também estão envolvidos no fundamento da Igreja, de modo que já cumpriram o seu papel e não são mais necessários atualmente, assim como os apóstolos. No final de 2009 eu já estava praticamente convicto da cessação do dom de profecia.

No final de 2010, depois de ter conhecido Jacilene, eu voltei a estudar o assunto dos dons espirituais. Examinando o texto de 1Co 13, observei que, se a profecia cessou na era apostólica, o mesmo deve-se dizer do dom de línguas. Paulo afirma: “O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado” (1Co 13.8-10). A ideia passada é que profecias, línguas e ciência serão aniquiladas quando o perfeito vier. Se a profecia já cessou, como Ef 2.20 indica, segue-se que o perfeito já veio e as línguas também cessaram. Comecei a entender o perfeito como o fechamento do cânon das Escrituras no final da era apostólica e que, assim, pelo menos o dom de profecia, o de ciência, o de línguas e o dom associado de interpretação de línguas tinham cessado na era apostólica.

Admitir a cessação de alguns dons abriu caminho para que eu entendesse que outros dons também haviam cessado. Por exemplo, observei que os dons de curar e a operação de milagres estavam relacionados com os apóstolos e seus auxiliares (At 2.43; 6.8; 8.6), e que nem todos os cristãos os possuíam. Paulo inclusive apresenta os sinais, prodígios e poderes miraculosos como credenciais do apostolado (2Co 12.12). Assim, se os apóstolos cessaram no primeiro século, esses dons miraculosos cessaram com eles. Além disso, os milagres realizados por Cristo e por esses homens são chamados de sinais (Jo 2.11; At 2.43), palavra que mostra o caráter revelacional desses dons, que apontavam para Cristo. Se esses dons também eram revelacionais, como a profecia, eles também tinham cessado com o término das Escrituras, a revelação permanente de Deus e única regra de fé e de prática para o povo de Deus. Dessa forma, posso dizer que em dezembro de 2010 eu já era um cessacionista. Os estudos que vieram depois só vieram fortalecer essa convicção em meu coração.

Em 2011, li o livro A Profecia no Novo Testamento (George W. Knight), que fundamentou melhor o entendimento de que a profecia no Novo Testamento também era infalível e normativa, da mesma natureza que a profecia do Antigo Testamento. Também li o livro Línguas: Sinal de maldição e de benção do pacto (O. Palmer Robertson), que mostrou que o dom de línguas tinha um propósito específico para a era inicial da Igreja: sinalizar a benção do Evangelho agora dirigido a povos de todas as línguas e a maldição ao antigo povo da aliança, Israel, que rejeitou o Messias (1Co 14.21,22). Aprendi que o dom de línguas também era revelacional, pois aqueles que o possuíam falavam inspiradamente (At 2.4; o verbo traduzido como “falassem”, no grego, tem o sentido de “falar inspiradamente”). Exercê-lo nos dias de hoje implicaria em nova revelação, o que eu já tinha compreendido ser impossível.

Finalmente, no final de 2011, li um livro esclarecedor chamado Teologia Bíblica (Geerhardus Vos), onde aprendi que a revelação está totalmente relacionada com a história da redenção (Am 3.7). Quando há atos redentores, como a viagem de Abraão de Ur para Canaã, a saída de Israel do Egito, a monarquia em Israel e a vinda do Messias, há revelação de Deus acompanhando esses atos redentores. Por outro lado, quando não há atos redentores, não há revelação. Isso pode ser observado, por exemplo, no período anterior à monarquia em Israel, quando a palavra do Senhor era rara e as visões não eram frequentes (1Sm 3.1), e também no período de quatrocentos anos entre Malaquias e João Batista, quando não houve revelação da parte de Deus. Esse princípio, de que redenção e revelação andam juntas, explica porque os dons revelacionais cessaram depois da era apostólica. Depois que Jesus veio ao mundo, realizando os últimos atos redentores de Deus e revelando o próprio Deus, por meio de Sua pessoa (Hb 1.1,2) e dos Seus apóstolos (Hb 2.3,4), novamente a revelação cessou, tendo sido preservada para as próximas gerações nas Escrituras. Agora nós só teremos nova revelação quando o último ato redentor de Deus tiver lugar, na segunda vinda de Cristo (1Co 1.7).

Portanto, eu assumi o cessacionismo como posição teológica em dezembro de 2010, fundamentando-o melhor em minha mente no decorrer de 2011.

Todas essas mudanças teológicas (batismo infantil, governo presbiteriano, domingo como sábado cristão e cessacionismo) me tornaram inadequado para uma Igreja Batista, pois eu já era um presbiteriano. Por isso, tomei a decisão de me mudar para a Igreja Presbiteriana do Brasil, tão logo fosse possível.
 

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