segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mudanças em minha Teologia e em minha Vida (Parte 2)

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Mudanças em minha Teologia

Batismo infantil

Desde que eu me tornei reformado, alguns conceitos reformados sobre o batismo e a Ceia do Senhor já eram claros para mim. Por exemplo, eu já os considerava como sacramentos e meios de graça, e não apenas como símbolos (At 22.16; 1Co 10.16). Além disso, eu já entendia que a forma do batismo não precisava ser a imersão, mas que também poderia ser a aspersão ou a efusão (cf. Ez 36.25; Jl 2.28). Mesmo quando eu me mudei para a Igreja Batista Central de Campinas, essas concepções sobre os sacramentos não mudaram.

Outro aspecto da teologia reformada do qual eu já tinha algum entendimento desde os primeiros meses de reformado era a teologia do pacto. Eu já entendia que o Antigo e o Novo Testamento não eram duas alianças distintas, mas a mesma aliança da graça administrada de maneiras distintas; que havia continuidade entre Israel no Antigo Testamento e a Igreja no Novo Testamento; que a Lei moral de Deus, os Dez Mandamentos, eram válidos no Novo Testamento tanto quanto eram no Antigo, de maneira que tudo o que não era abolido no Novo Testamento era válido para os dias de hoje; e até mesmo que a circuncisão do Antigo Testamento era equivalente ao batismo do Novo Testamento, e a Páscoa, à Ceia do Senhor.

Apesar disso, porém, eu ainda não aceitava o batismo infantil, por fazer uma falsa aplicação do Princípio Regulador do Culto, o qual afirma que “o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo, e é tão limitado pela sua vontade revelada, que ele não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens, ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível, ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras” (Confissão de Fé de Westminster 21.1). Como o batismo é elemento do culto e como não há nenhum mandamento ou exemplo explícito de batismo infantil no Novo Testamento, eu raciocinava que ele não deve ser praticado. Eu reconhecia que havia continuidade entre a circuncisão e o batismo, de modo que ambos significam a mesma realidade espiritual (Cl 2.11,12). Mas quando observava algumas diferenças entre a circuncisão e o batismo, como o fato de a circuncisão ser aplicada apenas a homens e o batismo ser aplicado também a mulheres, eu entendia que a descontinuidade entre os dois ritos se manifestava também na exclusão dos recém-nascidos do batismo. Outro fato que me impedia de receber o batismo infantil era a ligação íntima existente entre batismo e fé (Rm 6.3,4; Cl 2.11,12). Se os recém-nascidos não podem exercer fé, então não podem receber o batismo, eu pensava.

Quando conheci Jacilene resolvi reexaminar o assunto. Peguei a Teologia Sistemática de Berkhof e reli todos os capítulos sobre o pacto das obras, o pacto da graça e os sacramentos, especialmente o batismo, que eu já havia lido em 2008. Também li um livro chamado O Batismo Infantil, com capítulos de John Sartelle, John Evans, Paulo Anglada e Joseph Pipa. Essas leituras abriram meus olhos para dois fatos que eu nunca tinha observado muito bem, e que eram o que faltava para que eu recebesse o batismo infantil como bíblico. Primeiro, descobri que no Novo Testamento os filhos dos crentes também fazem parte da aliança, assim como acontecia no Antigo Testamento (At 2.38,39; At 16.31; 1Co 7.14). Logo, se no Antigo Testamento os filhos dos crentes recebiam o selo da aliança (a circuncisão), no Novo Testamento eles também deveriam receber esse selo (o batismo). Segundo, observei que a circuncisão também estava intimamente ligada à fé, tanto que é chamada de “selo da justiça da fé” (Rm 4.11), e mesmo assim era aplicada a crianças que ainda não tinham fé. Logo, a ligação da fé com o batismo não era um motivo bom o suficiente para negá-lo aos recém-nascidos.

Assim, minha argumentação não deveria ser que, se não há exemplo claro de batismo infantil no Novo Testamento, ele não deve ser praticado, mas sim que, se não há proibição do batismo infantil no Novo Testamento, ele deve ser praticado. O fato de o batismo ser aplicado também a mulheres no Novo Testamento não deveria ser um problema, pois isso apenas indicaria a amplitude maior da Nova Aliança em relação à Antiga. Faz sentido a aliança se tornar mais ampla para que as mulheres também recebam o selo da aliança, mas não faz sentido que a aliança retroceda, de modo que os recém-nascidos, que faziam parte da aliança no Antigo Testamento e continuam fazendo parte no Novo, deixem de receber o selo da aliança. E finalmente, a ligação entre o batismo e a fé não deveria inibir o batismo infantil, porque o recém-nascido pode ser batizado na esperança de que exerça fé no futuro, e bem pode ser que ele já tenha sido regenerado e já tenha uma fé incipiente, como João Batista, cheio do Espírito Santo já do ventre materno (Lc 1.15).

Chegando a essas compreensões sobre o batismo infantil, eu o recebi como bíblico na primeira quinzena de outubro de 2010.

Governo presbiteriano

Quando eu estudei a Teologia Sistemática de Wayne Grudem em 2006, passei a entender que a forma de governo eclesiástico mais bíblica era o congregacionalismo. Nessa forma de governo, cada igreja local é absolutamente independente das outras, os oficiais são eleitos pela própria igreja local e é a igreja local toda reunida quem exerce o governo, por meio das assembléias, onde todos os membros decidem todos os assuntos da igreja. A autoridade dos oficiais para governar não é diferente da que tem todo crente e sua única diferença em relação aos demais é sua função de ensinar e de administrar a igreja. Nenhuma estrutura que não seja a igreja local pode impor qualquer coisa a essa igreja, e qualquer relação com outras igrejas tem em vista apenas a cooperação na obra de Deus.

Quando passei a congregar na Igreja Batista Central de Campinas, em 2009, comecei a observar alguns problemas práticos com o congregacionalismo, que pareciam contrariar algumas doutrinas bíblicas sobre a natureza da Igreja. Por exemplo, a independência de cada igreja local promovida por esse modelo, na prática, produzia uma diferença doutrinária tão grande entre as igrejas que não era possível ver nenhuma unidade na Igreja visível. Além disso, a ideia de que todos os membros da igreja local a governavam juntamente com os oficiais fazia esses oficiais tão subordinados aos membros que muitos pastores caíam na tentação de ensinar, não o que os membros precisavam ouvir, mas o que queriam ouvir, para agradá-los.

Assim, em 2010, quando reli alguns capítulos da Teologia Sistemática de Berkhof sobre os sacramentos, também reli os capítulos referentes à forma de governo. Isso me fez repensar qual era a forma de governo eclesiástico mais bíblica. Observei que, ainda que toda a igreja local tivesse autoridade para resolver certos assuntos, como a eleição de oficiais (At 14.23), muitos outros assuntos, como questões doutrinárias, só os oficiais decidiam. Além disso, percebi que as igrejas locais do primeiro século não eram absolutamente independentes umas das outras, mas havia uma estrutura acima delas que exercia autoridade. Esses dois fatos podem ser vistos no Concílio de Jerusalém, em Atos 15. A Igreja de Antioquia teve um problema com judaizantes que ensinavam os gentios a se circuncidarem (v.1). Porém, esse caso não foi resolvido pela própria Igreja de Antioquia, mas foi levado a uma assembleia maior de oficiais (apóstolos e presbíteros), que se reuniram para examinar a questão (vv.2,6). Nessa assembleia, somente oficiais discutiram o assunto (vv.7-21) e decidiram a respeito dele (At 16.4).

Essa percepção, juntamente com muitos outros fatos da Escritura que não cabe enumerar aqui, me levou a reconhecer o presbiterianismo como o governo mais bíblico, também em outubro de 2010.

Domingo como Sábado Cristão

Logo quando me tornei reformado, comecei a entender que os Dez Mandamentos eram um resumo da Lei moral de Deus, e que essa Lei era essencialmente a mesma do Novo Testamento. Esse entendimento era fruto dos seguintes fatos: os Dez Mandamentos têm um caráter único, pois foram escritos em tábuas de pedra pelo dedo de Deus (Ex 31.18; Dt 5.22); na Nova Aliança esses mesmos mandamentos que haviam sido inscritos em tábuas de pedra seriam inscritos na mente e no coração do povo de Deus (Jr 31.31-33); Jesus não veio revogar a lei, mas cumpri-la (Mt 5.17,18); os Dez Mandamentos são repetidos no Novo Testamento em diversas passagens (Mt 5.21-37; 19.17-19; Rm 13.8-10; Tg 1.25; 2.8-12); e os dois grandes mandamentos mencionados por Cristo – amar a Deus de todo coração e amar ao próximo como a si mesmo – são apenas resumos da Lei (Mt 22.34-40). Tudo isso mostrava o caráter permanente dos Dez Mandamentos.

Esse entendimento a respeito da permanência dos Dez Mandamentos no Novo Testamento obviamente incluía o quarto mandamento, que trata da guarda do dia de descanso. O argumento de alguns de que o sábado era um mandamento da Lei cerimonial não fazia sentido para mim, pois se todos os outros nove mandamentos eram parte da Lei moral, seria incoerente que apenas o quarto mandamento fosse cerimonial. Cristo mesmo tinha afirmado a validade do sábado no Novo Testamento (Mc 2.27,28). Além disso, o sábado já era guardado antes da entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai (Gn 2.2,3; Ex 16.22-30), assim como todos os outros nove mandamentos.

Eu também já entendia que o quarto mandamento, também válido no Novo Testamento, deveria ser guardado por meio de um santo repouso durante todo o dia, com a abstenção de qualquer ocupação temporal, como trabalho, comércio, estudos, lazer, etc, e uma dedicação exclusiva à adoração pública e particular (Ex 20.8-11; Is 58.13,14), com exceção do tempo necessário para os deveres de necessidade e misericórdia (Mt 12.1-14).

Mas apesar de eu já compreender perfeitamente que o sábado era válido no Novo Testamento, eu ainda não concordava que havia ocorrido uma mudança no dia de descanso do Antigo para o Novo Testamento, do sétimo para o primeiro dia da semana, e que o domingo era o sábado cristão. Eu entendia que a essência do quarto mandamento era guardar um dia em sete, e que não importava o dia da semana que era guardado, se o sábado ou se o domingo. Mas embora eu tivesse essa compreensão a respeito do quarto mandamento, só comecei a me esforçar por guardá-lo no ano de 2009, procurando descansar no primeiro dia da semana, escolhendo esse dia pela conveniência.

Porém, tudo isso começou a mudar no dia 29 de outubro de 2010, quando conheci pessoalmente Pr. Emerson Iglesias, pastor de Jacilene, e compartilhei com ele minha dificuldade de entender o domingo como o sábado cristão. Ele me deu alguns argumentos para a mudança do dia, do sétimo para o primeiro, e me recomendou o livro O Dia do Senhor (Joseph Pipa).

Assim, comecei a leitura de O Dia do Senhor, onde encontrei argumentos convincentes para a mudança do dia. O primeiro fato a ser considerado é que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana (Jo 20.1) e apareceu algumas vezes aos discípulos, após a ressurreição, no primeiro dia da semana (20.19,26). Isso por si mesmo não indica nada. Porém, um segundo fato importante é que, após a ressurreição, os cristãos passaram a adorar no primeiro dia da semana (At 20.7-12; 1Co 16.1,2), o que na primeira passagem é indicado pela pregação e Ceia, elementos de culto, e na segunda passagem indicado pela coleta de ofertas, também um elemento de culto. Isso é muito significativo, porque o dia de adoração no Antigo Testamento era o sétimo, e se os cristãos passaram a adorar no primeiro dia da semana, isso mostra que ocorreu uma mudança no dia de adoração a Deus. Finalmente, há um fundamento teológico para a mudança do dia em Hb 4.9,10: “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas”. Não é possível fazer uma exegese dessa passagem aqui, mas a palavra “repouso” tem o significado de “repouso sabático” e é diferente da palavra usada para “descanso” nos versos anteriores. O autor aos Hebreus tem em vista aqui o dia de descanso semanal e afirma que ainda há um dia de descanso para o povo de Deus. Então, ele fundamenta isso, comparando a obra da criação com a obra da redenção. “Aquele” é melhor traduzido como “ele”, referindo-se a Cristo. No Antigo Testamento se guardava o sétimo dia, porque Deus criou em seis dias e descansou no sétimo. No Novo Testamento, porém, Cristo tem uma vida inteira de intenso trabalho e descansa da obra de redenção no primeiro dia da semana, com Sua ressurreição, quando Ele entra no descanso de Deus. O argumento, portanto, é que no Novo Testamento ainda há um dia de descanso, e esse dia é o mesmo em que Cristo descansou de Sua obra de redenção, o primeiro dia da semana.

Somado a esses fatos bíblicos, há alguns fatos históricos que provam a antiguidade da guarda do primeiro dia da semana. O Didaquê, um documento escrito no final do primeiro século, afirma que os cristãos adoravam no primeiro dia da semana, e o chama de Dia do Senhor, a mesma linguagem de João em Ap 1.10. Outros escritores antigos, como Inácio de Antioquia, afirmam a mesma coisa.

Alguns procuram negar a validade do sábado para o Novo Testamento apelando para passagens como Rm 14.5 e Cl 2.16,17. Mas essas passagens devem ser entendidas dentro do contexto maior de toda a teologia bíblica. Dessa forma, os dias de Rm 14.5 poderiam ser os dias de festas da religião judaica e os sábados de Cl 2.16,17, os sábados de anos da lei cerimonial.

Esses argumentos me convenceram de que o domingo é o sábado cristão, o Dia do Senhor, e o recebi como bíblico na segunda quinzena de dezembro de 2010.

Comentários

4 comentários em "Mudanças em minha Teologia e em minha Vida (Parte 2)"

Fellyp Cranudo disse...
28 de maio de 2013 22:55

Uau... intensa e, mesmo pensadas, grandes mudanças, li os dois textos até agora.

Kara, não sei se encaixa no contexto da mudança do sábado para o domingo, mas li certa vez uma explicação de que na oração de Josué o dia parou por quase um dia e como confirmação dos oráculos do SENHOR pela boca de Isaías o relógio de Sol retrocedeu em 15 (ou 10) graus, o que somados equivaleria a 1 dia "perdido". A Conclusão seria de que o domingo atual é o "sábado original". Bem achei interessante, ao menos, essa explicação.

André Aloísio disse...
3 de junho de 2013 10:36

Fellyp, graça e paz!

Não lembro de já ter visto esse argumento antes. O problema que vejo com ele é que, se o motivo para a guarda do primeiro dia fossem esses milagres acontecidos no tempo de Josué e de Acaz, então a mudança do dia ocorreria já no tempo de Acaz e não só depois da ressurreição de Jesus.

Abraços,

André Aloísio

Rodrigo Campos disse...
12 de julho de 2013 12:25

Querido André, deixe-me lhe fazer uma pergunta sobre o batismo infantil. Primeiro peço desculpas sobre minha ignorância. À pergunta:
Antes, no Antigo Testamento, a circuncisão era realizada somente no povo de Israel, povo escolhido por Deus. Uma vez agora, na continuidade da mesma Aliança, o salvação estendida até nós porém ainda há o joio e o trigo, aqueles que são escolhidos e os que não são. O batismo infantil não seria uma presunção que nossos filhos serão de fato escolhidos quando podem também não serem?

Jhonathan Alves disse...
20 de dezembro de 2013 10:00

Olá irmão André, tudo tranquilo?
Sempre leio as postagens do blog e sou muito edificado por seus textos, por isso gostaria de perguntar-lhe algumas coisas acerca do batismo infantil.
Minha convicção do batismo é simbólica, também creio no batismo apenas de pessoas que tem a capacidade de se arrependerem e no caso da imersão ou aspersão, isso pra mim é sem importância!

Você argumenta no texto a favor do batismo como sacramento e meio de graça e utiliza 2 textos para sustentar sua afirmação.

No texto de Atos 22. 16 esse texto dá mesmo alguma base para isso? Pelo entendimento do texto o "lava os teus pecados" é completado pelo "invocando ao Senhor" e não pelo "batiza-te". Portanto, os nossos pecados são lavados por invocar o nome do Senhor.

O outro texto de 1 Cor. 10.16 de acordo com seu contexto Paulo está argumentando com os coríntios acerca da participação de crentes em rituais pagãos daquela época e ele faz um contraste entre um ritual pagão e um cristão, onde no cristão o crente participa do corpo e sangue de Cristo e no pagão bebe o cálice de demônios.
Então esse texto nos fala sobre o "lugar" dos crentes, ou seja, que ele faz parte de um corpo que pertence a Cristo e não que o cristão "adquiri mais graça"?

Sobre o batismo infantil, você usa como argumento principal a teologia da aliança que iguala o batismo à circuncisão, todo esse argumento é embasado em especulações, por isso, irei apenas analisar os 3 textos bíblicos.

At 2.38,39 e At 16.31 - No próprio texto que você citou já desqualifica o batismo infantil, no verso 38 é tão claro a questão do arrependimento para ser batizado que não sei nem o que mais dizer sobre isso... Pedro cita uma profecia e fala da promessa de Deus para com o Seu povo, aqueles que Ele escolher. Já o outro texto de "ser salvo tu e a tua casa" foi uma palavra dirigida ao carcereiro e se levar-mos a todos os crentes, então a minha fé será meio de salvação para minha família, ou então, se eles não forem salvos Deus não é poderoso o suficiente para cumprir sua promessa! Quando Deus promete Ele cumpre.

1Co 7.14 - Já esse texto é de difícil interpretação, o que será que significa "é santificado"? Será batismo? Ou separação do pecado devido a influência dos pais? Na verdade eu não sei fechar essa passagem, mas tentar sustentar o batismo infantil apenas com ela é perigoso.

Meu querido André, em momento algum quis ser "inimigo" mas são apenas argumentos contrários aos seus e desejo discutir esse assunto mais a fundo com você, pois não vejo sustentação para o batismo conforme você está crendo.
Que possamos aprender mais um com o outro e glorificarmos a Deus com nossas vidas em nome de Cristo!

O que você acha desses textos:
"e muitos dos Coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados," At. 18:8. "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra," At. 2:41. "que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração," At. 8:36-37.

 

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