segunda-feira, 18 de julho de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 31

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Pergunta 63: Qual é o quinto mandamento?

Resposta: O quinto mandamento é: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá”.1

Referências:

1 Ex 20.12

Pergunta 64: O que o quinto mandamento exige?

Resposta: O quinto mandamento exige a conservação da honra e o desempenho dos deveres pertencentes a cada um em suas diferentes condições e relações, como superiores, inferiores, ou iguais.1

Referências:

1 “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Ef 6.1-3); “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Rm 13.1-2); “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 30

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Pergunta 61: O que o quarto mandamento proíbe?

Resposta: O quarto mandamento proíbe a omissão ou a negligência no cumprimento dos deveres exigidos, e a profanação desse dia por meio de ociosidade, ou por fazer aquilo que é em si mesmo pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras ou obras acerca de nossas ocupações e recreações temporais.1

Referências:

1 “Assim diz o SENHOR: Guardai-vos por amor da vossa alma, não carregueis cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém” (Jr 17.21); “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lc 23.56).

Pergunta 62: Quais são as razões anexas ao quarto mandamento?

Resposta: As razões anexas ao quarto mandamento são: a permissão que Deus nos concede de fazermos uso dos seis dias da semana para os nossos interesses temporais;1 o reclamar ele para si a propriedade especial do dia sétimo,2 o seu próprio exemplo,3 e a benção que ele conferiu ao dia de sábado.4

Referências:

1 “Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações” (Ex 31.15-16).

2 “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas” (Lv 23.3).

3 “Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (Ex 31.17).

4 “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn 2.3).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Slides de Aulas

2 comentários

Irmãos, graça e paz!

Segue abaixo alguns slides de aulas que ministrei no Instituto Bíblico da Igreja Batista Central de Campinas.

Que Deus os abençoe!





Resenha: Livro Deus em ação (Gene Edward Veith Jr)

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VEITH JUNIOR, Gene Edward. Deus em ação: a vocação cristã em todos os setores da vida. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
Gene Edward Veith, Jr nasceu em Oklahoma em 1951. Formou-se na Universidade de Oklahoma em 1973 e recebeu um Ph.D. em Inglês pela Universidade de Kansas em 1979. Lecionou no Northeastern Oklahoma A&M College, no Wheaton College, em Illinois, no Estonian Institute of Humanities, em Tallinn, Estônia, e na Concordia University Wisconsin, onde também serviu como deão. Atualmente ele é editor de cultura da revista Word, é conferencista e contribui para um grande número de periódicos. Ele também é autor de vários livros sobre Cristianismo e cultura, como The Spirituality of the Cross (A Espiritualidade da Cruz) e Tempos pós-modernos.
“Deus em ação” tem como assunto principal a doutrina da vocação, particularmente na forma como ela foi apresentada por Martinho Lutero e pelos demais reformadores. Veith apresenta o assunto de modo bastante acessível, começando com a natureza e objetivo da vocação, passando por vocações específicas e tratando de problemas específicos comuns a todas as vocações.

No capítulo 1, o autor introduz o assunto, apresentando uma série de exemplos de vocações por meio das quais Deus age no mundo. Deus nos dá o pão diário através do fazendeiro que plantou e colheu o trigo, do padeiro que fez o pão e da pessoa que nos serviu a refeição. E Deus nos abençoa de diversas outras formas pela instrumentalidade dos médicos, professores, pastores, policiais, pais e de muitos outros. Porém, quem exerce a vocação nem sempre tem essa perspectiva, porque, devido ao pecado, o trabalho que foi dado antes da queda para ser uma benção (Gn 2.15), hoje é fonte de fadiga e frustração (Gn 3.17-19). Assim, apesar de Deus atuar no mundo através das vocações, também é verdade que o diabo tem atuado e que as pessoas muitas vezes pecam contra suas vocações, sendo maus pais, maus esposos, maus professores, maus políticos e maus pastores. Por tal razão, há uma necessidade de se recuperar a doutrina da vocação, que está totalmente relacionada com a fé, com a santificação e com a vida cristã de maneira geral.

Veith continua o capítulo 1 apresentando a doutrina da vocação na história. Na Idade Média os católicos entendiam que só eram vocacionados aqueles que trabalhavam integralmente na Igreja. Lutero e os demais reformadores, ao contrário, defenderam o sacerdócio universal dos crentes, entendendo que todo cristão tinha uma vocação e que ela incluía todos os trabalhos legítimos presentes em uma sociedade, e não apenas aqueles considerados espirituais pelos católicos. Toda vocação era vista como um culto a Deus e um serviço ao próximo. Finalmente, Veith apresenta o que se constitui no tema principal do livro: a vocação não é, primeiramente, algo que fazemos para Deus, mas sim algo que Deus faz em nós e por intermédio de nós. Ele também afirma que Deus se oculta nas nossas vocações e espera ser encontrado nelas, antes do que em experiências místicas e em milagres extraordinários.

No capítulo 2, Veith explica como Deus opera por intermédio dos seres humanos. Ele o faz retomando a doutrina da providência de Deus, segundo a qual Deus opera no mundo através de meios. Deus não é apenas transcendente, intervindo no mundo ocasionalmente, quando um milagre é realizado, mas Deus também é imanente, governando e sustentando toda a sua criação (At 17.25,27,28). O autor continua apresentando a vocação a partir do texto de Romanos 13.1-6, onde os governantes são apresentados como tendo sido instituídos por Deus e sendo instrumentos de Deus para um determinado fim: punir o mal. A passagem também ensina um outro princípio: o que é permitido em uma vocação pode não ser permitido em outra. Nem todo cidadão pode punir o mal, pois Deus reservou essa vocação para as autoridades. O autor encerra o capítulo mostrando que Deus opera até mesmo por intermédio de ímpios, como Ciro da Pérsia (Is 45.1,4-7). Assim, ainda que apenas os cristãos sejam vocacionados à salvação, Deus tem uma vocação no mundo para todos os seres humanos.

Veith prossegue no capítulo 3 mostrando o propósito da vocação. Ele relembra que para os protestantes a salvação é totalmente pela graça, mediante a fé, e independente de obras (Ef 2.8,9). Isso pareceria um motivo para um desprezo para com as boas obras, porém os protestantes, particularmente os puritanos, foram responsáveis por uma “ética do trabalho” e por um ativismo moral rígido. Como explicar isso? Na continuação do texto de Efésios, no verso 10, Paulo diz que fomos “criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Veith explica a relação da fé e das obras conforme a visão de Lutero, segundo o qual “nossa fé serve a Deus, enquanto nossas obras servem às pessoas”. Assim, segundo o teólogo Gustaf Wingren, “Deus não precisa de nossas boas obras, mas o nosso próximo sim”. Diante disso, Veith afirma que o propósito da vocação é amar e servir ao próximo. Ele prossegue mostrando como no exercício da nossa vocação para com nosso próximo há uma relação de troca, de dar e de receber. E utilizando o texto de Mt 25.40, o autor defende que assim como Deus está oculto em nossa vocação, Deus, particularmente Cristo, também está oculto em nosso próximo, o que é uma motivação para os cristãos amarem o seu próximo.

O capítulo 4 fala sobre como descobrir a vocação. O autor inicia dizendo que vocação não é algo que escolhemos para nós mesmos, mas algo que somos chamados a fazer. Ele mostra como uma mesma pessoa pode ter múltiplas vocações, sendo ao mesmo tempo filho, pai, esposo, cidadão, supervisor, supervisionado, etc. Porém, em nenhuma dessas vocações temos escolha. Pelo contrário, somos vocacionados a elas por Deus. É Deus quem soberanamente determina quais serão nossas vocações, e Ele o faz pela instrumentalidade de seres humanos. Outro ponto importante é que uma pessoa pode ter várias vocações ao longo da vida: estudante, atendente de uma lanchonete, advogado, professor. Assim, a vocação não é algo apenas futuro (o que eu serei chamado para fazer), mas também presente (qual é a minha vocação agora).

Nos capítulos 5, 6, 7 e 8, Veith trata de vocações específicas, no trabalho, na família, na sociedade e na igreja. No trabalho, temos tanto a vocação do senhor, que tem autoridade sobre os funcionários e que deve tratá-los com dignidade, quanto a vocação do servo, que é o funcionário e que deve obedecer ao senhor como se estivesse trabalhando para Cristo (Ef 6.5-9). Na família, temos a vocação do casamento, que é uma figura da união de Cristo e da Igreja, onde o esposo deve amar e cuidar de sua esposa, e a esposa amar e respeitar o marido; a vocação de pai e mãe, que trazem um filho à existência e devem sustentá-lo e ensiná-lo no caminho em que deve andar (Pv 22.6); e a vocação de filho, que deve honrar os pais (Ex 20.12), por mais estranhos que eles sejam, e mesmo depois de atingir a idade adulta. Na sociedade, temos as vocações do governo, que tem como objetivo punir o mal (Rm 13) e que também são legítimas para os cristãos, e a vocação de cidadão, que deve se submeter às autoridades em tudo (1Pe 2.13), exceto naquilo que contraria a Palavra de Deus (At 5.29). E na igreja, temos a vocação para a salvação (Rm 8.28-30), que nos introduz na igreja (1Pe 2.9-10); a vocação de pastor, que deve se ocupar com aquelas tarefas próprias de seu ofício, como pregar o Evangelho, apascentar o rebanho, estudar e ensinar a Palavra de Deus; a vocação do diácono, que deve se ocupar com questões materiais da igreja; e diversas outras vocações, segundo o dom que Deus concedeu a cada um (Rm 12.3-8).

No capítulo 9, o autor fala sobre a ética da vocação. Ele inicia mostrando que a diferença entre um cristão e um não-cristão que trabalham na mesma área é a fé e a ausência dela, o que faz diferença no significado do trabalho que realizam e na maneira pela qual ele se torna aceitável para Deus. Ele continua mostrando o pecado contra a vocação, dando vários exemplos: um líder político que não ama seu povo, um policial que espanca um cidadão, um negociante que engana seus clientes, um jornalista que escreve mentiras, um artista que faz pornografia, uma mãe que aborta seu bebê, um médico que pratica a eutanásia, um esposo que adultera, etc. Ele também trata sobre agir fora da própria vocação, quando queremos fazer coisas que não fomos chamados para fazer. Por exemplo, tentar consertar uma tomada elétrica sem ter uma vocação para atuar como eletricista. Veith termina o capítulo dizendo que Deus age em nossas vocações, apesar de nós.

No capítulo 10, Veith trata da cruz da vocação. Desde que o pecado entrou no mundo, a vocação está debaixo de maldição e pode ser fonte de muito sofrimento. Assim, a vida cristã é o caminho da cruz (Lc 9.23), no qual iremos experimentar perseguições, rejeições, sofrimento físico e finalmente a morte. Podemos enfrentar provações na vocação, como o fracasso, o desgaste físico e mental, o tédio. Também podemos enfrentar tentações, como a tentação do divórcio no caso de um casal que vive um casamento tumultuado, e a tentação do orgulho quando obtemos sucesso na vocação, querendo ser servidos antes que servir. Mas o sofrimento da nossa vocação nos leva à oração, e nossas orações são mais intensas e genuínas quando estamos desesperados e já não temos mais o que fazer. E a dependência de Deus que temos em oração nos leva a uma manifestação de fé, fé essa que transforma o sofrimento numa cruz, de maneira que tiramos dele mais benefícios que prejuízos.

Finalmente, no capítulo 11, o autor conclui o livro falando sobre o descanso na vocação. Ele afirma que devemos viver de acordo com o nosso chamado (1Co 7.17), sentindo-nos seguros na nossa situação e reconhecendo-a como um dom de Deus. E quando formos chamados para o descanso da nossa vocação, na aposentadoria, devemos também reconhecer isso como vindo de Deus.

Este é um excelente livro sobre a doutrina da vocação e certamente provocará uma revolução na perspectiva que muitos cristãos têm da vocação. Compreender que a vocação não é uma opção que devemos fazer antes do vestibular, nem simplesmente algo que fazemos para Deus, mas antes de tudo algo para o que Deus nos chama, e que Ele mesmo faz em nós e através de nós, levará muitos cristãos a um engajamento maior em suas vocações, para a glória de Deus e para o serviço do próximo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 29

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Pergunta 59: Qual dos sete dias Deus designou para esse descanso semanal?

Resposta: Desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, Deus designou o sétimo dia da semana para o descanso semanal;1 e, desde então, prevaleceu o primeiro dia da semana para continuar sempre até o fim do mundo, que é o Sábado cristão, ou Domingo (Dia do Senhor).2

Referências:

1 “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn 2.3); “Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte” (Ex 16.23).

2 “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7); “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1Co 16.1-2); “Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta” (Ap 1.10).

Pergunta 60: De que modo se deve santificar o Domingo?

Resposta: Deve-se santificar o Domingo com um santo repouso por todo esse dia, mesmo das ocupações e recreações temporais que são permitidas nos outros dias,1 empregando todo o tempo em exercícios públicos e particulares de adoração a Deus,2 exceto o tempo suficiente para as obras de pura necessidade e misericórdia.3

Referências:

1 “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas” (Lv 23.3).

2 “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse” (Is 58.13-14).

3 “Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12.11-12); “E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2.27-28).
 

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