sábado, 31 de dezembro de 2011

Ovelha gera ovelha!

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Existe uma verdade fundamental que muitos esquecem: ovelha gera ovelha! Muitas vezes as pessoas, quando vêem uma igreja com poucos membros, começam a falar que a culpa é do pastor e que a solução é substituí-lo. Quando um time de futebol está em uma fase ruim, a culpa é sempre do técnico, nunca dos jogadores, e a direção do time não pensa duas vezes antes de substituir o técnico, mesmo sabendo que muitas vezes a culpa é dos jogadores. É mais fácil mudar uma pessoa do que pensar na possibilidade de mudar a grande maioria. Em certas igrejas, ocorre o mesmo quando a igreja não vai bem em relação à evangelização: a culpa só cai sobre o pastor e as ovelhas não param para pensar que isso é consequência de seus próprios erros. Existem ovelhas que não decidem cumprir com suas responsabilidades, por vários motivos, seja ele o tempo, a vergonha, entre outras barreiras criadas pelas próprias ovelhas.

Como mulheres inteligentes que somos, vamos fazer a nossa parte, vamos falar de nosso Cristo. O melhor campo missionário que temos para fazer isso é o nosso ambiente familiar, onde existem pessoas que amamos, para as quais queremos o melhor, ficando aflitas só em pensar na possibilidade de condenação delas. Para falarmos de Cristo não precisamos ser teólogos, podemos evangelizar sem nem mesmo abrir a boca, com uma conduta íntegra em relação a Deus. Melhor do que ser chamada de boa esposa, boa mãe e boa dona de casa, é ser chamada mulher de Deus. Se nossos filhos e maridos já são servos de nosso Senhor, glória a Deus por isso, mas ainda temos familiares, vizinhos, pessoas que convivem conosco em locais que visitamos, etc, que não conhecem o Evangelho. Então, surge uma pergunta: para quantas dessas pessoas falamos de Cristo? Quantas delas convidamos para ir à igreja?

Em certo congresso, um pastor estava pregando sobre evangelização. Depois de terminado o congresso, uma mulher o procurou e começou a falar os motivos pelos quais ela não evangelizava. Falou que não tinha como sair de casa, pois era viúva e tinha que cuidar dos filhos. O pastor, então, virou para ela e perguntou: “Quem entrega o leite em sua casa?”. Ela respondeu que era o leiteiro. Ele voltou a perguntar: “Quem entrega o pão?”. Ela prontamente respondeu que era o padeiro. Então, o pastor tranquilamente falou: “Deus te abençoe”. Ela, então, voltou para casa se questionando acerca da conversa com o pastor. No dia seguinte, ela não colocou a garrafa vazia na porta de sua casa para o leiteiro pegar. Quando o leiteiro observou que a garrafa não estava no local, decidiu bater na porta. Momentos depois a mulher atendeu e o leiteiro perguntou se ela não queria leite naquele dia. Ela imediatamente respondeu que queria sim o leite, mas que antes queria fazer uma pergunta. Então, ela perguntou: “Se você morresse hoje, para onde você iria?”. Assustado com a pergunta, ele respondeu que fazia semanas que isso o atormentava. Ela, então, começou a falar da vida eterna, da morte e ressurreição de Cristo, e o homem se tornou um servo de Deus. Ela começou a fazer isso por onde andava, e muitos passaram a conhecer a Deus.

Essa breve narração nos mostrar como é fácil falarmos da Palavra de Deus. Às vezes, por vergonha, não fazemos isso. Não devemos apenas reter o conhecimento que Deus nos concede, mas devemos também transmiti-lo. A Palavra de Deus diz que devemos cumprir com o “ide” do Senhor, indo e anunciando as verdades bíblicas.

Existem pessoas que, às vezes, falam que desejam ir a lugares distantes, mas para as pessoas que moram perto, que convivem com elas, elas nunca falaram da Palavra de Deus. Então, ficamos nos questionando se essas pessoas são capazes de falar de Deus em lugares distantes, se não têm experiência alguma de evangelização. Antes de olharmos para a necessidade espiritual de determinado local fora de nosso alcance, devemos observar as necessidades das pessoas que convivem conosco.

Vamos, portanto, como mulheres de Deus que somos, falar do Evangelho para aqueles que ainda não o conhecem, começando por aqueles que estão próximos de nós. Reconhecendo que a evangelização não é tarefa apenas para pastores, mas para todo cristão, vamos gerar outras ovelhas, como ovelhas que somos, para a glória de Deus!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 52

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Pergunta 107: O que nos ensina a conclusão da Oração Dominical?

Resposta: A conclusão da Oração Dominical, que é: “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”, nos ensina que na oração devemos confiar somente em Deus,1 e louvá-lo em nossas orações, atribuindo-lhe reino, poder e glória.2 E em testemunho do nosso desejo e certeza de sermos ouvidos, dizemos: Amém.3

Referências:

1 “Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome” (Dn 9.18,19); “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6).

2 “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome” (1Cr 29.11-13).

3 “E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes” (1Co 14.16); “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22.20,21).

sábado, 24 de dezembro de 2011

A verdadeira beleza

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“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada” (Pv 31.30).

Nos dias atuais, vemos em todos os lugares pessoas em uma busca sedenta pela beleza física, procurando a perfeição de seus corpos, procurando cada vez mais usar roupas caras, só assim tornando-se pessoas satisfeitas. Elas esquecem-se da importância de uma vida sem a centralidade do eu, e assim o mundo está ficando cada vez mais egocêntrico.

Essa é uma característica das pessoas mundanas, mas está penetrando no meio cristão cada vez mais. Em certas igrejas não mais presenciamos a centralidade de Deus no culto. Vemos pessoas que vão, não mais para adorar ao Senhor, mas sim para exibir a roupa nova, um cabelo impecável, etc. Além disso, existem pessoas que vivem dentro de academias em procura da forma perfeita, pessoas que até deixam de viver uma vida com Deus, para viver uma vida de veneração de seus próprios corpos.

A verdadeira beleza não consiste em uma beleza física impecável ou em usar roupas caras. A verdadeira beleza é a beleza que vem do íntimo do ser e transborda por todo o corpo. E só adquirimos essa beleza quando vivemos de maneira íntegra, uma vida de santidade, uma vida de centralidade em Deus. Quando estamos na posição de servas e não na posição de deusas sendo auto veneradas, tornamo-nos pessoas com uma beleza inacabável, pois a nossa beleza não consistirá mais em uma beleza fútil e passageira, mas em uma beleza que conduzirá para a vida eterna.

Devemos ter em mente que bens materiais, roupas, sapatos, bolsas, etc, são bens que não subsistirão por muito tempo, pois são corroídos por ferrugem e traças. Quando depositamos nossa confiança e nossa alegria nesses bens, elas vão definhando na medida da corrupção desses bens. Certamente essa é uma vida que ninguém quer viver, uma vida de oscilação da felicidade. A vida que queremos é uma vida de progressão da felicidade, mesmo quando não tivermos as melhores coisas do mundo, dando graças a Deus pelo que temos e cultivando nossa felicidade na confiança que temos em nosso Senhor.

A melhor forma de nos tornarmos pessoas belas e preservar essa beleza, é desprezar a sede por ela, e nos espelharmos na beleza santa de Cristo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A palavra dita a seu tempo, quão boa é!

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“A palavra dita a seu tempo, quão boa é!” (Pv 15.23).

Esse provérbio é tão simples que parece nem exigir uma explicação. Mas mesmo com toda a sua simplicidade, quão frequentemente ele tem sido negligenciado em nossa prática, como se nem mesmo o conhecêssemos! Parece que nos esquecemos de que “tudo tem o seu tempo determinado” (Ec 3.1), inclusive “tempo de estar calado e tempo de falar” (Ec 3.7).

Às vezes falamos antes da hora. Não conhecemos alguém o suficiente, mas nos precipitamos em dirigir-lhe palavras românticas e sedutoras, iludindo seu coração e provocando sentimentos que não poderão ser correspondidos.

Às vezes falamos depois da hora. Não exortamos ou repreendemos nossos filhos desde sua tenra idade, mas deixamos para fazer isso na adolescência, quando a rebeldia já tomou conta de seus corações.

Às vezes falamos quando deveríamos estar calados. Um amigo perde de forma trágica um ente querido incrédulo, e tudo o que ele precisa é de alguém que o abrace e que chore com ele, mas nos apressamos em apresentar o destino eterno do falecido.

Às vezes ficamos calados quando deveríamos falar. Somos testemunhas do espancamento diário de uma vizinha pelo seu marido, mas preferimos não nos envolver e não denunciar.

A verdade é que dizer a palavra certa no momento certo não é algo fácil. “A língua, nenhum dos homens é capaz de domar” (Tg 3.8), já dizia Tiago. Mas essa dificuldade não é insuperável. Diz-nos outro provérbio que “o coração do sábio é mestre de sua boca” (Pv 16.23), o que nos mostra que um coração sábio pode domar a língua para falar no tempo apropriado. E àqueles que têm falta de sabedoria para tanto, Tiago incentiva: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg 1.5).

Nós precisamos viver esse provérbio. Precisamos entender a seriedade das nossas palavras e a importância de palavras apropriadas nas ocasiões apropriadas. Palavras mal utilizadas podem trazer morte, mas palavras a seu tempo, vida (Pv 18.21). Que nós saibamos dizer a palavra a seu tempo, “palavras agradáveis como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo” (Pv 16.24).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 51

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Pergunta 106: Pelo que oramos na sexta petição?

Resposta: Na sexta petição, que é: “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”, pedimos que Deus nos guarde de sermos tentados a pecar,1 ou nos preserve e livre, quando formos tentados.2

Referências:

1 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41); “Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (Sl 19.13).

2 “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo 17.15); “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 50

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Pergunta 105: Pelo que oramos na quinta petição?

Resposta: Na quinta petição, que é: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, pedimos que Deus, por amor de Cristo, nos perdoe gratuitamente os nossos pecados,1 o que somos animados a pedir, porque, pela sua graça, somos habilitados a perdoar de coração ao nosso próximo.2

Referências:

1 “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado [...] Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (Sl 51.1,2,7).

2 “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mt 18.35).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Resumo: Livro Questões últimas da vida (Ronald Nash), capítulo 10

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NASH, Ronald. Questões últimas da vida: uma introdução à filosofia. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.

Capítulo 10: Epistemologia I: O que aconteceu com a verdade?

Neste capítulo de seu livro, Ronald Nash inicia o assunto da epistemologia, a doutrina do conhecimento, tratando particularmente da verdade e de como ela é vista no mundo pós-moderno.

Ele inicia dando uma definição de verdade: “Verdade é a propriedade de proposições que correspondem à maneira como as coisas são”. A verdade é objetiva e não depende da opinião pessoal das pessoas.

Ele continua diferenciando o conceito de verdade dos testes da verdade, que frequentemente são confundidos. Os testes da verdade ajudam no reconhecimento da verdade e são três: o teste da correspondência, da coerência e do pragmatismo. No teste da correspondência, verifica-se pela experiência se uma determinada proposição é verdadeira. Por exemplo, diante da proposição de que determinado edifício tenha determinado número de degraus, conta-se os degraus para se verificar a veracidade da proposição. Obviamente, nem sempre o teste da correspondência pode ser realizado, o que nos leva aos outros testes. O teste da coerência testa a veracidade de uma proposição analisando o quão coerente ela é em relação a todas as informações disponíveis relacionadas àquela proposição. O teste do pragmatismo, por sua vez, verifica a veracidade de uma proposição por sua funcionalidade. Se uma crença funciona ela é verdadeira. O problema desse teste é que proposições falsas podem funcionar e proposições verdadeiras podem não funcionar, o que faz dele um teste inadequado.

O autor trata, logo em seguida, do relativismo epistemológico, que nega a existência de uma verdade objetiva. A base para esse posicionamento é a discordância entre as pessoas sobre diversas proposições, porém, o fato de haver discordâncias não significa que não exista uma verdade. Platão refutou uma das versões do relativismo epistemológico, de Protágoras, que afirma que o “o homem é a medida de todas as coisas”. Entre vários argumentos utilizados, Platão argumentou que, se Protágoras está correto, então a opinião de um cidadão de Atenas que pense que Protágoras está errado estará correta, o que é logicamente absurdo.

Nash continua falando sobre o pós-modernismo, um movimento atual que rejeita as crenças supostamente ensinadas no Iluminismo e no modernismo. Ele trata, primeiramente, do pós-modernismo e da linguagem. Os pós-modernistas não acreditam que a linguagem possa se referir a coisas e objetos, mas apenas a si mesma. Assim, textos não podem transmitir uma verdade objetiva, porque eles só podem fazer referência a outros textos. Eles também dizem que a linguagem é um constructo social arbitrário e nenhum sentido ou interpretação é melhor do que o outro. Dentro deste assunto, o autor fala de dois aspectos do pós-modernismo em relação à linguagem. Primeiro, a hermenêutica da suspeita, segundo a qual os textos são tentativas de pessoas poderosas de impor sua vontade sobre os fracos. Assim, o pós-modernista não procurará o significado do texto, mas aquilo que ele está encobrindo, a relação de poder que está oculta no texto, o que é chamado de leitura subversiva. Segundo, as metanarrativas, que seriam histórias sobre a História, são consideradas impossíveis pelos pós-modernistas, já que um texto não pode falar de nada fora de si mesmo. Deste modo, o pós-modernismo é anti-realista, pois não crê que um conhecimento sobre o mundo real é possível.

Depois o autor apresenta a atitude do pós-modernismo para com a razão. Há dois sentidos de razão. Razão pode se referir às leis objetivas da lógica, que são indispensáveis para o pensamento e comunicação, mas também foi utilizada pelos iluministas para se referir ao processo de raciocínio. O segundo uso do termo “razão” é incorreto, mas os pós-modernistas são contrários até mesmo ao primeiro uso do termo, negando que existam leis objetivas para a lógica, o que leva a um completo irracionalismo.

Na continuação, Nash trata do desconstrucionismo, um novo tipo de relativismo que afirma que todos os sentidos de um texto dependem do intérprete e não do autor. Ele examina o assunto em quatro passos.

Primeiro, ele examina o ataque ao descontrucionismo do professor Rothbard. Nesse ataque, Rothbard mostra como, para o desconstrucionismo, não apenas o intérprete não pode descobrir o significado de um texto, mas também nem mesmo o próprio autor sabe o que ele quis dizer. Assim, a atividade do intérprete é mais importante que o texto. Rothbard conclui, assim, que nem mesmo os desconstrucionistas podem entender textos literários, e não podem entender nem mesmo os livros onde descrevem seus princípios. Além disso, a ira dos desconstrucionistas contra Rothbard, por causa de sua crítica contra o descontrucionismo, também não é justificada, pois se todo sentido é subjetivo, eles não podem se irar contra declarações que não podem ser entendidas.

Segundo, Nash analisa a hermenêutica da suspeita, mostrando que, se ela é verdadeira, então os escritos de Marx e Lenin, tão estimados por muitos desconstrucionistas, são apenas instrumentos de poder e dominação dos mais fracos.

Terceiro, Nash se apresenta como exemplo na avaliação de um livro de um desconstrucionista e tratando-o como um argumento em favor da existência de Deus e da verdade objetiva da fé cristã. O desconstrucionista ficaria irado por uma interpretação tão distorcida das suas palavras, e essa sua ira seria uma ótima refutação do próprio desconstrucionismo.

Quarto, o autor observa que, apesar dos desconstrucionistas negarem a possibilidade de se conhecer o significado de um texto, eles mesmos se comunicam entre si e parecem entender os textos uns dos outros. Segue-se que a comunicação é possível e que o desconstrucionismo é uma mentira.

Após essa análise do desconstrucionismo, Nash analisa o ataque à verdade objetiva por parte de Philip Kenneson. Kenneson afirma que “não há coisa tal como verdade objetiva”, mas diz que não é um relativista, porque só existe relativismo em relação à verdade, e como a verdade não existe, não existe relativismo. Nash observa que essa é uma manobra para fugir da acusação de relativismo, e que não há coisa alguma que funcione como argumento nessa posição de Kenneson. Mas a ausência de argumentos é compreensível, uma vez que Kenneson não acredita em verdade objetiva, e a utilização de argumentos lógicos seria incoerente.

Outros problemas com a visão de Kenneson são sua aceitação do anti-realismo, sua rejeição da teoria da correspondência da verdade e a ausência de qualquer referência à lógica, à ética e à Escritura em sua obra. Algo curioso é que não é a intenção de Kenneson apresentar um argumento em favor da visão dele, e isso por dois motivos: primeiro, ele não tem um argumento, e segundo, não poderia apresentar um argumento, não crendo na lógica.

Nash continua apresentando a verdade objetiva na Escritura e na vida diária. Na Escritura, a verdade objetiva pode ser encontrada, por exemplo, no resumo que Paulo faz do Evangelho em 1 Coríntios 15.3-8. Na vida diária, a verdade objetiva pode ser encontrada em fatos como um policial de trânsito dando uma multa, uma enfermeira dizendo que o recém-nascido é uma menina, um médico dizendo que o ente querido de alguém morreu, etc. Nenhum desses fatos é subjetivo.

O autor encerra o capítulo respondendo a pergunta inicial do capítulo: “o que aconteceu com a verdade?”. Ele responde que nada aconteceu com a verdade, que ainda continua sendo verdade. A verdadeira questão é: o que aconteceu com a espécie humana no final do século 20?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 49

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Pergunta 104: Pelo que oramos na quarta petição?

Resposta: Na quarta petição, que é: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, pedimos que da livre dádiva de Deus recebamos uma porção suficiente das coisas boas desta vida,1 e gozemos com elas das suas bênçãos.1

Referências:

1 “afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Pv 30.8,9).

2 “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Tm 6.6-8); “A bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto” (Pv 10.22).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Agostinho de Hipona

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Trabalho feito por mim para a disciplina de História da Filosofia do Seminário Teológico do Nordeste, da Igreja Presbiteriana do Brasil (Teresina-PI).

Biografia

Agostinho (355-430 d.C.) nasceu em Tagaste, no norte da África. Sendo sua mãe uma cristã devota, ele conheceu o Cristianismo desde cedo, mas seguiu por outros caminhos. Durante um grande período viveu em busca de prazeres, até que leu a obra O Hortêncio, de Cícero, quando começou uma busca incansável pela verdade. Essa busca começou no maniqueísmo, uma seita persa que ensinava a existência de dois princípios no Universo, o bem e o mal, que lutavam entre si. Entrando em contato com escritos do neo-platonismo, Agostinho se decepcionou com o maniqueísmo e começou a buscar a verdade em outro lugar. Finalmente, ele conheceu Ambrósio, bispo de Milão, que eliminou seus preconceitos com o Cristianismo, contribuindo com sua conversão, aos 32 anos. Após algum tempo da sua conversão, Agostinho tornou-se bispo de Hipona, cargo que ocupou até sua morte, nessa mesma cidade.

Principais influências

Agostinho foi bastante influenciado pela filosofia grega em seu pensamento. Entre outras influências, tem-se a obra O Hortêncio, de Cícero, e o neo-platonismo, de Plotino.

A influência de Cícero pode ser percebida especialmente em sua obra A vida feliz, onde Agostinho trata de um tema muito comum nas obras de Cícero: o que é a felicidade? Mas Agostinho dá uma resposta diferente dos filósofos a essa pergunta, argumentando que a felicidade tanto buscada pelos filósofos só pode ser alcançada pela posse de Deus. Em outras palavras, ser feliz é gozar de Deus. Ainda que com alguns desenvolvimentos, essa concepção de felicidade estará presente em toda a vida e pensamento posteriores de Agostinho, inclusive em sua grande obra A Trindade.

O neo-platonismo influenciou muito a teologia de Agostinho. Sua concepção de Deus como espírito puríssimo, simples, indivisível, sem membros ou paixões, deve muito aos neo-platônicos. Mas a influência do neo-platonismo também pode ser observada na epistemologia de Agostinho. Na obra O mestre, Agostinho ensina que o conhecimento não pode ser adquirido pelos sentidos, uma vez que a verdade não pode ser alcançada pelo método indutivo. O conhecimento precisa ser transmitido diretamente à mente por Deus, por ocasião das palavras que entram pelos ouvidos. Assim, quem verdadeiramente ensina não é o mestre humano, que pronuncia as palavras, mas Deus, que ensina a verdade diretamente à alma.

Heresias combatidas

No decorrer de sua vida cristã, Agostinho teve que lidar com algumas heresias e movimentos cismáticos, entre os quais se incluem o maniqueísmo, o donatismo e o pelagianismo.

Maniqueísmo: Agostinho refuta o maniqueísmo em várias de suas obras, entre as quais se incluem O livre-arbítrio e Confissões. Nessas obras, ele argumenta contra o maniqueísmo que o mal não é uma substância, mas apenas a ausência do bem, demolindo a própria essência dessa seita; que o Antigo Testamento, e não só o Novo, é obra de Deus, ao contrário do que ensinavam os maniqueístas; e que Jesus Cristo é um homem verdadeiro, com um corpo físico real, e não apenas aparente, como queriam os maniqueístas, por acreditarem que a matéria é má.

Donatismo: Os donatistas tinham uma visão muito estreita da Igreja, não recebendo de volta à comunhão cristãos que tivessem pecado depois do batismo, e considerando inválidos sacramentos administrados por ministros em pecado. Assim, eles costumavam rebatizar quem havia sido batizado por um ministro não exemplar. Agostinho argumenta contra essas falsas concepções, afirmando que a Igreja visível é composta de santos e de pecadores, e que a eficácia dos sacramentos não depende da disposição moral dos ministros, mas da Palavra de Cristo. Por conseqüência, o batismo é único e o rebatismo não deveria ser praticado. Uma das obras onde Agostinho escreve contra os donatistas é O batismo contra os donatistas.

Pelagianismo: Pelágio ensinava que o homem nasce bom e que a única influência que o pecado de Adão exerce sobre os homens é a do mau exemplo. Assim, um homem poderia fazer o bem e querer fazer o bem, apenas com o auxílio da lei e do “evangelho”, sem necessidade de uma obra interior da graça de Deus. Agostinho combate esse erro afirmando a doutrina do pecado original, segundo a qual o pecado de Adão foi um pecado da humanidade, de maneira que todo homem nasce pecador e incapaz de fazer o bem ou mesmo desejá-lo. Por esse motivo, nenhum homem pode ser salvo sem uma obra interna da graça de Deus, renovando a vontade e habilitando-o a crer e arrepender-se. Algumas das obras onde Agostinho refuta o pelagianismo são: O espírito e a letra, A natureza e a graça, A graça de Cristo e o pecado original.

Principais obras

A produção literária de Agostinho é imensa. Ele escreveu 113 trabalhos, 224 cartas e mais de quinhentos sermões. Algumas das principais obras desse grande Doutor da Igreja são as seguintes:

A Doutrina Cristã: Esta obra é um manual de exegese, composta de quatro livros. No primeiro, Agostinho fala das verdades a serem descobertas nas Escrituras, tratando das principais doutrinas da fé cristã em uma síntese dogmática e dos princípios morais, e prossegue tratando dos princípios básicos de exegese. No segundo livro, o grande Pai da Igreja trata dos sinais a serem interpretados nas Escrituras, falando da importância de se conhecer as línguas originais (apesar de ele mesmo conhecer apenas o latim) e algumas ciências e artes cujo conhecimento pode auxiliar na interpretação do texto bíblico. No terceiro livro, Agostinho trata de algumas dificuldades na interpretação das Escrituras, apresentando algumas regras que podem auxiliar na superação dessas dificuldades. Finalmente, no quarto livro, o bispo de Hipona trata de homilética, de como ensinar a doutrina, mostrando princípios de oratória, tanto na Bíblia quanto na arte oratória.

A Trindade: Nesta obra, composta de quinze livros, Agostinho trata da doutrina da Trindade. Seu objetivo com a obra não é polêmico, como algumas obras anteriores que trataram do mesmo tema, mas doxológico. Ele quer conhecer melhor a Deus para melhor adorá-lO. Agostinho adota a doutrina nicena sobre a Trindade, mas faz importantes desenvolvimentos, ao enfatizar mais a unidade da essência do que a pluralidade de pessoas (ao contrário dos pais gregos), ao eliminar toda a subordinação de essência entre as três pessoas divinas (o que ainda existia em alguma medida), ao ensinar que o Espírito Santo procede não apenas do Pai, mas também do Filho, e ao sugerir várias analogias úteis para se compreender melhor o mistério trinitário. Entre essas analogias, são de especial valor aquelas tiradas da psicologia humana, já que o homem foi feito à imagem de Deus e sua mente expressa em alguma medida aquilo que existe perfeitamente em Deus.

Cidade de Deus: Nesta obra, composta de vinte e dois livros, Agostinho se torna o pioneiro ao apresentar um esboço de uma teologia da história. Como a invasão de Roma pelos bárbaros levou muitos a acreditarem que isso representava a queda do Reino de Deus, Agostinho decidiu escrever para corrigir essa falsa concepção. Ele apresenta a luta histórica existente entre duas cidades, a Cidade de Deus, que se relaciona com a fé e a qual pertencem todos os bons, e a cidade terrena, que se relaciona com a incredulidade e a qual pertencem todos os maus. A Cidade de Deus não pode ser confundida com a Igreja e nem com a cidade terrena ou um Estado, apesar de não poder ser perfeitamente distinguida da cidade terrena neste mundo. A separação definitiva só ocorrerá no dia do juízo.

Confissões: Esta obra é uma auto-biografia de Agostinho, escrita como uma oração a Deus. Agostinho conta sua vida, desde a infância até sua conversão, e depois passa a discorrer sobre alguns temas filosóficos e teológicos, como a memória, a felicidade, os prazeres dos sentidos, a curiosidade, a natureza do tempo, a criação a partir do nada, a criação do céu e da terra e os seis dias da criação.

Bibliografia

AGOSTINHO DE HIPONA. A doutrina cristã. 2.ed. São Paulo: Paulus, 2007.

__________. A graça (I). 3.ed. São Paulo: Paulus, 2007.

__________. A graça (II). São Paulo: Paulus, 1999.

__________. A Trindade. 3.ed. São Paulo: Paulus, 2005.

__________. Confissões. São Paulo: Martin Claret, 2004.

__________. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995.

__________. Solilóquios e A vida feliz. São Paulo: Paulus, 1998.

ALTANER, B.; STUIBER, A. Patrologia. 2.ed. São Paulo: Paulus, 1988.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 48

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Pergunta 103: Pelo que oramos na terceira petição?

Resposta: Na terceira petição, que é: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”, pedimos que Deus, pela sua graça, nos torne capazes e desejosos de conhecer a sua vontade, de obedecer e submeter-nos a ela em tudo,1 como fazem os anjos no Céu.2

Referências:

1 “Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei” (Sl 119.34); “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Fp 1.9-11).

2 “Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra. Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade” (Sl 103.20,21).

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 47

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Pergunta 102: Pelo que oramos na segunda petição?

Resposta: Na segunda petição, que é: “Venha o teu reino”, pedimos que o reino de Satanás seja destruído1 e que o reino da graça seja adiantado; que nós e os outros a ele sejamos guiados e nele guardados,2 e que cedo venha o Reino da Glória.3

Referências:

1 “Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos; de sua presença fogem os que o aborrecem” (Sl 68.1); “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (Jo 12.31).

2 “E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9.37,38); “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós” (2Ts 3.1); “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos” (Rm 10.1).

3 “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 46

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Pergunta 101: Pelo que oramos na primeira petição?

Resposta: Na primeira petição, que é: “Santificado seja o teu nome”, pedimos que Deus nos habilite, a nós e aos outros, a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer;1 e que disponha tudo para a sua glória.2

Referências:

1 “Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos” (Sl 67.1-3).

2 “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36); “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4.11).

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 45

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Pergunta 100: O que o prefácio da Oração Dominical nos ensina?

Resposta: O prefácio da Oração Dominical, que é: “Pai nosso que estás nos céus”, ensina-nos que devemos nos aproximar de Deus com toda a santa reverência e confiança, como filhos a um pai capaz e pronto para nos ajudar,1 e também nos ensina a orar com os outros e por eles.2

Referências:

1 “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.13); “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15).

2 “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Breve Catecismo de Westminster: Domingo 44

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Pergunta 98: O que é oração?

Resposta: Oração é um oferecimento de nossos desejos a Deus,1 por coisas conforme com a sua vontade,2 em nome de Cristo,3 com a confissão dos nossos pecados,4 e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias.5

Referências:

1 “Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás” (Sl 10.17); “Louvores de Davi Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre” (Sl 145.19).

2 “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14).

3 “Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16.23,24).

4 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).

5 “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6).

Pergunta 99: Que regra Deus nos deu para o nosso direcionamento em oração?

Resposta: Toda a Palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração,1 mas a regra especial de direção é aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos, e que geralmente se chama a Oração Dominical.2

Referências:

1 “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26); “Chegue a minha petição à tua presença; livra-me segundo a tua palavra” (Sl 119.170).

2 “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” (Mt 6.9-13).
 

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