sábado, 11 de setembro de 2010

Paraklētos: O Maior Exemplo

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Esta é uma série sobre II Coríntios 1:3,4, escrita pelo irmão Yago, focando-se no ministério da consolação.

Já meditamos sobre o consolo que Deus nos dá e sobre a ordem de consolarmos outros, mensagens dignas de preencher nosso pensamento. Agora, vamos focar-nos no fim do verso 4 do texto que estamos estudando: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (v. 3,4). Como foi dito no texto passado, não deve-mos apenas ser Paraklētos, mas sê-lo como Deus o É. Então, para sermos verdadeiros consoladores, precisamos ver como Deus nos consola e, assim, imitá-lo, buscando a perfeição.

Se fossemos falar de um modo completo sobre como Deus nos consola (roubando as pala-vras de João), nem mesmo o mundo inteiro seria capaz de conter os livros que se escreveriam. Agora, vejamos três exemplos que considero importantes para a nossa atual meditação.

1. Quando nos arrependemos de nossos pecados, Cristo nos consola (I Jo 2:1). Logo, quando alguém se arrepende de alguma falha, devemos estar prontos para consolar aquele irmão. Em Colossenses 3:14, Paulo, antes de ordenar que nos perdoemos mutuamente, manda que sirvamos de suporte uns aos outros. Perdoar é mais que esquecer, é consolar aquele que nos ofendeu, ser-vindo de suporte para o caído. Como conclui o texto citado: “Suportai-vos uns aos outros, perdo-ai-vos mutuamente, caso alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13).

2. Deus estará sempre conosco por meio do Consolador (Jo 14:16), assim, por meio da con-solação, devemos sempre estar unidos com nossos irmãos. Vemos algo precioso nisso: não são as técnicas humanas ou formações institucionais que manterão a unidade entre os Cristãos, mas o amor que Deus põe em nossos corações, transformando-nos em Paraklētos. Não podemos aban-donar nossos irmãos nunca. Se quisermos agir como consoladores, não devemos nunca deixar so-zinhos aqueles que precisam de nós. A benção de Deus estará sempre presente em meio àqueles que vivem em união (Sl 133).

3. O Pai nos consola nas tribulações (II Co 1:4), por isso, sempre que identificarmos um irmão atribulado, devemos agir sacrificialmente, como consoladores. Claro, às vezes precisamos ser du-ros, mas apenas como um meio para acordar o que dorme (Ef 5:14). A regra, na verdade, é abra-çarmos fraternalmente aqueles que sofrem, transmitindo, assim, o cuidado de Cristo para seus fi-lhos.

Creio que esses breves exemplos já nos dão uma boa base para pensar sobre como deve-mos refletir a consolação de Deus. Oro para que possamos gastar nosso tempo meditando sobre este assunto.

Pai, que nós possamos refletir a Tua imagem a outros.
Que, assim como tu nos consola, possamos consolar nossos irmãos.
Opera em nós tanto o querer como o efetuar, Senhor.
Em Teu nome Santo, amém.

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