sábado, 28 de agosto de 2010

Relato da Operação Jesus Transforma em Manaus (Parte 2)

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Veja as fotos: Álbum da Trans Manaus 2010


Passeio por Manaus

Na quinta-feira, dia 01/07, acordei às 6:00. Depois de ler a Bíblia e orar, fui tomar café da manhã no Colégio Batista Ida Nelson, em frente à Convenção, junto com Pr. Ordalho e Wendel. Lá conhecemos novos irmãos, entre eles Pr. Daniel, de Maceió, AL, e Hildo, de São Paulo, SP. Voltamos para a Convenção, onde vimos um vídeo da Trans Amazonas 2002, entre os ribeirinhos.

Como a Trans só começaria à noite, resolvemos fazer um passeio por Manaus, para conhecermos um pouco a cidade. Pegamos um ônibus junto com mais alguns irmãos, entre eles a missionária manauense Niumara e um casal do Espírito Santo, e fomos para o porto de Manaus. Lá pegamos um barco simples, mas motorizado, para passear.

Em nosso passeio de barco fomos ao meio da floresta amazônica. Vimos casas ribeirinhas, algumas construídas em cima dos rios, outras flutuantes. Vimos também árvores de várias espécies cujas raízes e parte dos troncos estavam embaixo das águas. É o que eles chamam de igapós, regiões da floresta que ficam alagadas em determinados períodos do ano. Paramos numa construção de madeira sobre o rio onde alguns índios vendiam várias coisas interessantes. Comprei um apito semelhante ao canto de um pássaro, uma flauta, uma faca e uma zarabatana pequena (arma de assoprar setas). Nesse mesmo lugar havia uma ponte de madeira construída sobre o rio que conduzia até algumas vitórias-régias.

Na volta encontramos uma canoa com alguns meninos e três animais: um jacaré pequeno, um bicho-preguiça e uma cobra. Tiramos fotos com os animais e demos um dinheiro aos meninos. Creio que eles vivem disso. Depois vimos o encontro do Rio Negro e do Solimões. O Rio Negro é ácido e escuro, enquanto o Solimões é barrento e marrom, e os dois não se misturam! Além disso, a temperatura e a velocidade da correnteza dos dois rios também é diferente.

O passeio de barco durou mais de três horas. Durante o passeio eu refleti sobre como a glória de Deus se manifesta na criação, apesar de ela estar decaída por conta do pecado. E pensei: se a criação decaída é tão gloriosa, quão gloriosa era a criação original, quão mais gloriosa será a nova criação e quão infinitamente glorioso é Deus, o Criador de todas essas coisas!

De volta à cidade, passeamos por alguns lugares nas proximidades, como um mercado com uma enorme variedade de peixes. Depois fomos almoçar no Shopping Manauara, próximo à Convenção, com destaque para sua mini floresta.

Treinamentos e Culto de Comissionamento

Após o passeio por Manaus, conheci um índio na Convenção que era missionário entre tribos indígenas. Ele me falou um pouco sobre o seu trabalho, mostrando-me fotos e uma filmagem na qual ele evangelizava um índio. Achei muito interessante, principalmente as contextualizações utilizadas pelo missionário para apresentar o Evangelho àquele índio que nada sabia sobre Jesus. Após essa proveitosa conversa, tomei um banho na Convenção e levei minhas malas para o Colégio Batista Ida Nelson, onde iríamos dormir à partir de então.

Às 19:00 começou oficialmente a Trans, com um culto no auditório do Colégio Batista. Tivemos um momento de louvor com músicas contemporâneas. Vários pastores e missionários falaram nesse culto, mas quem deu o treinamento foi Pr. Nilton, da Junta de Missões Nacionais. Esse treinamento, assim como os outros, consistiu basicamente numa apresentação dos métodos que utilizaríamos no evangelismo, que serão descritos posteriormente. Após o culto, que acabou próximo das 22:00, fomos dormir. Dessa vez eu usei meu colchonete, que de tão fino quase me fez acreditar que eu estava deitado diretamente no chão. Para variar, em nosso quarto havia um ar condicionado que deixou a temperatura em torno dos 12°, levando-me a passar frio novamente, já que não havia levado roupas de frio. Mas dormi melhor do que na noite anterior.

Na sexta-feira de manhã tivemos a continuidade do treinamento com Pr. Nilton. Após esse treinamento assistimos o jogo do Brasil contra a Holanda, das 10:00 às 12:00. Apesar da derrota do Brasil, observei que todos estavam animados e pouco se importaram com o resultado. Estávamos com nossos corações inclinados à missão que teríamos pela frente e, diante da sublimidade de tal missão – ganhar almas – uma Copa do Mundo perdia todo o seu encanto.

Almocei com um jovem chamado Osvaldo, de Goiás, convertido há dois anos, com quem também pude fazer amizade e conversar sobre coisas proveitosas. Às 14:00 tivemos o último treinamento com Pr. Nilton, ao final do qual tivemos a divisão das equipes. Foram compostas 15 equipes com os 150 irmãos voluntários da Trans, as quais seriam enviadas para 15 bairros diferentes de Manaus, para plantar ou revitalizar igrejas. Minha equipe foi composta pelos seguintes irmãos: Consolação, uma senhora de meia idade, de Teresina, PI, nossa líder; Maria das Neves, de 58 anos, do Rio de Janeiro; Rainércia, de 36 anos, da Bahia; Anaylse, pouco mais de 20 anos, de Manaus; Núbia, de 20 anos, de Manaus; e Halysson, de 18 anos, de Manaus. Fomos designados para o bairro Riachuelo II, um bairro de periferia que havia sido uma invasão, onde, com o apoio da Primeira Igreja Batista de Manaus, iríamos plantar uma nova igreja. Pr. Winston, filho do Pr. Norton, titular da Primeira de Manaus, ficou responsável por supervisionar o trabalho, e Pr. Dinê, auxiliar na Primeira de Manaus, assumiria o pastorado da nova igreja a ser plantada.

À noite, todos nós, voluntários da Trans, fomos à Primeira Igreja Batista de Manaus, onde seria realizado o culto de comissionamento, às 19:30. Tivemos um momento de louvor e vários pastores e missionários falaram. Quem pregou foi Pr. Nilton. No final da pregação ele fez um apelo àqueles que estavam decididos a se dedicar exclusivamente à obra de pregação da Palavra, como missionários ou pastores, para que fossem à frente, a fim de que ele e outros pastores e missionários orassem por nós. Apesar de eu ter recebido meu chamado para o ministério da Palavra aos 16 anos e ter tido o reconhecimento desse chamado por parte da igreja na mesma época, eu nunca havia confessado publicamente meu assentimento a esse chamado. Portanto, ao ouvir esse apelo e com o coração em chamas pelo desejo de pregar a Palavra, eu fui à frente, junto com mais alguns irmãos, decidido a viver para anunciar as insondáveis riquezas de Cristo! Após a oração, ainda na frente, nós cantamos a música “Por Ti darei a minha vida”, de Almir Rosa e Simone Rosa: “Por Ti darei a minha vida. Por Ti darei meu coração. Seja na vida ou na morte, quero servir a Ti, Senhor! Quero, oh Deus, falar do Teu amor!”. Foi um momento bastante emocionante e significativo para mim. Após isso, todos os voluntários da Trans foram à frente para que a igreja orasse por nós e para tirarmos uma foto. Terminado o culto, voltamos para o Colégio Batista, onde tivemos um café e pudemos conversar mais um pouco, antes de dormir.

Comentários

1 comentário em "Relato da Operação Jesus Transforma em Manaus (Parte 2)"

SOLI DEO GLORIA disse...
28 de agosto de 2010 18:51

Muito bom!!!!

 

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