segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Simbolismo do Altar do Incenso

1 Comentário

"Farás também um altar para queimares nele o incenso; de madeira de acácia o farás. Terá um côvado de comprimento, e um de largura (será quadrado), e dois de altura; os chifres formarão uma só peça com ele. De ouro puro o cobrirás, a parte superior, as paredes ao redor e os chifres; e lhe farás uma bordadura de ouro ao redor. Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da bordadura; de ambos os lados as farás; nelas, se meterão os varais para se levar o altar. De madeira de acácia farás os varais e os cobrirás de ouro. Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me avistarei contigo. Arão queimará sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, o queimará. Quando, ao crepúsculo da tarde, acender as lâmpadas, o queimará; será incenso contínuo perante o SENHOR, pelas vossas gerações. Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem ofertas de manjares; nem tampouco derramareis libações sobre ele. Uma vez no ano, Arão fará expiação sobre os chifres do altar com o sangue da oferta pelo pecado; uma vez no ano, fará expiação sobre ele, pelas vossas gerações; santíssimo é ao SENHOR." (Ex 30:1-10)

O altar do incenso ficava em frente ao véu, na entrada do Santo dos Santos. Era aceso pelo sumo sacerdore de manhã e à noite, sendo "incenso continuo perante o SENHOR". Olhando para o Novo Testamento, descobrimos que o incenso simboliza as orações dos santos, conforme nos é mostrado em Apocalipse:

"Quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos." (Ap 5:8)

"Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos." (Ap 8:3-4)

Diante da realidade de que as orações dos santos são como incenso perfumado diante do Senhor, é necessário nos perguntarmos: o que caracteriza essas orações? O que faz com que as orações dos santos subam a Deus, sendo aceitáveis e agradáveis a Ele? A resposta é que os santos oram em nome de Jesus Cristo, como o próprio Senhor nos ensinou:

"Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho." (Jo 14:13)

Mas o que significa, realmente, orar em nome de Jesus?

O reconhecimento de Jesus como único Mediador
"há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus" (1 Tm 2:5)

Somente podemos entrar na presença de Deus por meio de Jesus Cristo. Ele mesmo disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (Jo 14:6). O caminho para Deus, designado pelo próprio Deus, é o Seu Filho Jesus Cristo.

O ser humano tem inventado muitos caminhos para Deus. Em meio ao seu misticismo, os homens criam simpatias e rituais estranhos. Fazem imagens de santos do passado, prostram-se diante delas, achando que tais imagens podem interceder junto a Deus por eles. Até mesmo alguns "evangélicos" fazem de seus líderes verdadeiros sacerdotes, imaginando que somente por meio de seu ministério eles podem aproximar-se de Deus.

Todas essas invenções são abominações ao Senhor. Só Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote eterno (Hb 6:20). Aqueles que querem aproximar-se de Deus, em oração, devem fazê-lo por meio do Filho.

A confiança na justiça de Jesus Cristo, e não em nós mesmos
"Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende" (Jo 9:31)

Essa frase é extremamente verdadeira, mas também é aterrorizante, quando lembramos de que "não há um justo, nem um sequer; não há temor de Deus diante de seus olhos" (Rm 3:10,18).

Como, então, podemos ser ouvidos por Deus? Se somos pecadores e a Bíblia declara abertamente que Deus não ouve pessoas assim, o que podemos fazer? A resposta é: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5:1). O crente foi justificado diante de Deus, com base na vida perfeita, morte vicária e ressurreição gloriosa de Jesus Cristo, mediante a fé Nele.

A justificação pela fé é uma doutrina central no Evangelho. Segundo Lutero, é o artigo "pelo qual a Igreja se mantém de pé ou cai". Ela diz que Deus pode declarar o pecador como justo, por causa dos méritos de Cristo. Nenhum de nós pode ser justificado por nossos próprios esforços, pois jamais um pecador seria capaz de atingir o estado de perfeição que Deus requer. Contudo, Jesus Cristo fez o que nenhum outro homem poderia fazer. Ele foi perfeitamente justo, sem jamais pecar, e morreu na cruz pelos pecados de Sua Igreja, pagando a dívida que jamais teríamos condições de pagar. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Co 5:21).

Dessa forma, Deus nos enxerga como justos perante Ele, e é justamente com base nessa justiça que podemos nos achegar com confiança diante de Deus, sabendo que Ele nos ouvirá por causa de Seu Filho.

O desejo ardente pela glória de Deus em Cristo
"a fim de que o Pai seja glorificado no Filho." (Jo 14:13b)

Se há algo que deve dominar todas as nossas atividades, reger nossas motivações e orientar nossos objetivos, é a glória de Deus. Tudo que o crente faz deve ser para exaltar ao Senhor de sua vida. O apóstolo Paulo transmitiu essa idéia com clareza, ao ordenar: "quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1 Co 10:31).

Orar em nome de Jesus significa orar tendo em vistas, sempre, a glória de Deus. O crente não deve fazer orações procurando a satisfação de sua carne, como faziam aqueles que Tiago repreendeu, ao dizer: "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites" (Tg 4:3). Antes, a nossa primazia na oração é: "Santificado seja o Teu nome" (Mt 6:9).

Em outras palavras, é isso o que significa orar segundo a vontade de Deus. A suprema vontade de Deus é glorificar a Si mesmo em Cristo, portanto, na oração o crente deve se unir a Deus em Seu grande propósito. Devemos implorar a Deus por aquelas bençãos maravilhosas que exaltam o Seu santo nome, como a salvação de perdidos, a edificação da Igreja, o sustento dos missionários, a provisão para nossas necessidades diárias, o nosso crescimento na graça, e muitas outras coisas que vemos na Bíblia.

Conclusão
"Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa" (Jo 16:24)

No versículo supra-citado, vemos que Jesus está profundamente interessado em que peçamos e recebamos, para que desfrutemos de uma alegria plena. Também já examinamos que devemos orar a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Observem o quadro estupendo que a graça divina está pintando aqui! A glória de Deus e a nossa alegria tem tudo a ver. Oramos ao nosso Deus para que Ele seja glorificado e, assim, nós sejamos alegrados.

Que nós, como crentes, nos tornemos homens e mulheres de oração. Que nossas orações encham o céu, sem nunca cessar, como o perfume suave do incenso, agradando ao coração de Deus. Nossas orações, em nome de Jesus Cristo, glorificam a Deus e nos alegram Nele.

Comentários

1 comentário em "O Simbolismo do Altar do Incenso"

Isa disse...
21 de maio de 2010 13:31

Visitando seu espaço, gostei e já estou seguindo. Parabéns pelo blog.

Com carinho
Isa

Aguardo sua visita e caso queira, sinta-se à vontade para seguir um dos meus blogs.

 

Teologia e Vida © Revolution Two Church theme by Brian Gardner
Converted into Blogger Template by Bloganol and modified by Filipe Melo