quinta-feira, 25 de junho de 2009

Invocai o Seu Nome - Isaías 12:4

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"E direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, tornai conhecidas entre os povos as suas obras, proclamai como o seu nome é majestoso." (Is 12:4)

Após falar sobre dar graças ao Senhor, o profeta Isaías segue nos exortando a invocar o Seu nome. Observe bem a ordem com que o Espírito dispôs as instruções: primeiro, as graças, ou seja, o louvor, o reconhecimento de quem é Deus, de Suas bençãos maravilhosas sobre nós; e depois, invocar o nome Dele.

Invocar o nome de Deus, em palavras mais simples, significa chamar por Ele. Veja que este é um imperativo do profeta, e a pergunta que nos fazemos é: por que devemos invocar o Seu nome? Tenho dois motivos em mente, os quais quero compartilhar com vocês.

Primeiramente, devemos invocá-Lo por ansiar desfrutar de Sua comunhão! Queremos que Deus esteja perto de nós, o mais perto possível, porque amamos a Sua companhia, nos deliciamos na Sua amizade, e não há nada mais sublime para nós do que vermos Sua glória, conhecê-Lo e experimentá-Lo. Nosso coração regenerado grita: "Assim como a corça anseia pelas águas correntes, também minha alma anseia por Ti, ó Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e verei a face de Deus?" (Sl 42:1-2); levamos a sério o convite de alegria do salmista, que diz: "Provai e vede que o SENHOR é bom." (Sl 34:8); queremos ser como Moisés, pois diz a Escritura que "O SENHOR falava com Moisés face a face, como quem fala com o seu amigo" (Ex 33:11).

Ah, meus irmãos, o nosso coração nascido de novo deseja todas essas coisas, mas muitos de nós as deseja tão fracamente, tão morosamente! Devemos desejar o próprio Deus mais do que tudo em nossas vidas! Devemos chamá-Lo o tempo todo, e cultivar nosso relacionamento de intimidade com o nosso Pai querido, através da oração, meditação na Bíblia, comunhão dos santos, vivendo uma vida de constante e profunda adoração. Que esta seja a nossa oração: "Te queremos, te queremos, oh Deus!".

Em segundo lugar, devemos invocá-Lo por necessitarmos de Sua intervenção poderosa em nossas vidas. Deus diz: "Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Sl 50:15). Veja a ordem de Deus para clamarmos a Ele no momento da angústia, seguida de duas promessas maravilhosas: livramento para o homem que clama e glória para o Deus que responde!

Queridos irmãos, que grande ensinamento salta aos nossos olhos, diante de um texto como esse! A glória de Deus e o bem de Seu povo estão intimamente ligados: Deus exalta o Seu nome ("tu me glorificarás") abençoando Seu povo ("eu te livrarei"). Cristão, clame a Deus no dia de sua angústia: Ele vai livrá-lo, e nesse livramento você o glorificará, pois sua própria vida abençoada testemunhará sobre Ele, junto com seus lábios que explodirão de louvores ao grande Libertador! Que Deus bendito!

Meditem nessas coisas, irmãos! Que a intimidade com Jesus e o Seu agir poderoso em nossas vidas nos acompanhem continuamente! Invoquemos sempre o nome que está acima de todo nome, o nome precioso de Jesus Cristo.

Abraços, de seu irmão,
Davi.

domingo, 21 de junho de 2009

Cheios do Espírito Santo

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Este estudo foi ministrado por mim na Escola Bíblica Dominical da IEQ Jardim Von Zuben, nos dias 3 e 10 de dezembro de 2006.

"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito." (Ef.5:18)

Introdução: A importância do Espírito Santo

O Espírito Santo é uma pessoa divina, assim como o Pai e o Filho, possuindo atributos divinos (Sl.139:2; I Co.2:10,11) e características pessoais (Jo.14:16,17,26), sendo a terceira pessoa da Trindade.

Ele esteve envolvido na obra da criação (Gn.1:2) e é o responsável por aplicar a obra da redenção nos pecadores. Ele é quem convence o homem do pecado (Jo.16:8), regenera o homem dando-lhe uma nova natureza (Jo.3:5; Tt.3:4-7), santifica o crente (II Ts.2:13; I Pe.1:2) e por fim vivificará nosso corpo mortal na ressurreição (Rm.8:11).

Todo cristão recebe o Espírito Santo na conversão (I Co.12:13) e presentemente tem o Espírito Santo (Rm.8:9), pois somos Seu templo, no qual Ele habita (I Co.3:16,17; 6:19).

O que é o enchimento do Espírito

O enchimento do Espírito é a obra de Deus pela qual Ele enche os cristãos com Seu Espírito, concedendo maior capacitação para o ministério, aumento da santificação, adoração renovada, etc.

O enchimento do Espírito é obra soberana d’Ele, que sopra onde quer (Jo.3:8). Porém, é responsabilidade do cristão buscar esse enchimento: “deixem-se encher pelo Espírito” (NVI).

Ao contrário do batismo com o Espírito Santo, que acontece uma única vez, na conversão, o enchimento do Espírito é uma obra constante que acontece durante a vida cristã (At.2:4; 4:8, 31). Um cristão nunca ficará tão cheio do Espírito Santo nesta vida de forma que lhe seja impossível ser mais cheio ainda, pois somente Jesus recebeu o Espírito sem medida (Jo.3:34).

O enchimento do Espírito pode ser acompanhado por sinais e manifestações exteriores (At.2:1-4; 4:31) ou não (At.4:8).

Como ser cheio do Espírito

- Progredindo no conhecimento do Senhor (Os.6:3);

- Ouvindo a Palavra (At.10:44);

- Orando e buscando (Lc.11:23; At.1:14; 2:1-4; 4:31).

Conseqüências de ser cheio do Espírito

- Coragem e ousadia para anunciar a Palavra (At.4:31);

- Poder na pregação do evangelho (At.1:8; 2:41; I Co.2:4,5);

- Poder na oração (At.9:40);

- Poder para vencer as tentações e aumento da santidade (Lc.4:1; Gl.5:16);

- Poder para operar sinais e prodígios (At.2:43; 5:12; 6:8);

- Concessão e manifestação de dons espirituais (At.2:4; 10:44-46; 19:6);

- Adoração renovada (Ef.5:19,20);

- Fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl.5:22,23).

Bibliografia:

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. Editora Vida Nova, cap.39.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Dai graças ao Senhor - Isaías 12:4

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Parte: [1] [2] [3] [4]

"E direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, tornai conhecidas entre os povos as suas obras, proclamai como o seu nome é majestoso." (Is 12:4)

Dar graças ao Senhor! Nada fica melhor ao filho de Deus do que ter seu coração e seus lábios cheios de louvores ao Salvador! E há tantos motivos para darmos graças, não é mesmo? São tão imensos e gloriosos que fazem o coração dos Seus santos pular de alegria, em adorá-Lo e bendizê-Lo!

E, em meio a tantas bençãos que Deus nos concede, há uma especial, que deve nos levar a dar graças com toda a força da nossa vida: Ele nos amou, nos salvou, nos reconciliou Consigo mesmo! Estávamos todos mortos em delitos e pecados, separados de Sua glória, sem entendimento, perdidos, escravizados pelo pecado, sem nenhum tipo de esperança. E, diante desse quadro de morte, o Autor da Vida interveio. Seu poder vivificador nos levantou da morte espiritual; Sua doçura quebrantou nosso coração e nos fez receptivos para a Palavra da Vida; o Grande Conquistador nos libertou do cativeiro do pecado e nos fez livres para conhecê-Lo, amá-Lo e glorificá-Lo.

Quando o fardo do pecado pesava sobre nossos ombros, de modo que nos desesperávamos ante a visão da justiça divina e da nossa incapacidade, o Espírito nos iluminou e nos fez olhar para Aquele que foi pendurado na cruz. "Olhe para Ele", bradou o Espírito Santo no íntimo do nosso coração. E lá vimos Jesus, crucificado pelos nossos pecados, suportando a ira de Deus em nosso lugar, sofrendo o castigo que era nosso: cremos, sendo perdoados e justificados para sempre!

Depois, nossos olhos foram abertos para ver que Ele ressurgiu de entre os mortos! O Dono da Vida triunfou sobre a morte e prometeu vida eterna a todos que nEle crêem. Oh, vida eterna, comunhão eterna com o nosso maravilhoso Deus, exultemos nisso, amados!

Irmãos, demos graças ao Senhor, nos lembrando sempre da maravilhosa salvação que Ele nos concedeu! E não somente isso, mas cumpramos o mandamento da Escritura: "Em tudo dai graças" (1 Ts 5:8). Dar graças em tudo é um grande ato de fé, baseado na promessa de que "todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito" (Rm 8:28).

Que, neste dia, nos alegremos tremendamente em Cristo, dando-lhe graças e louvores abundantemente!

Abraços, de seu irmão,
Davi.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

"Calvinismo" de Quatro Pontos

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Este texto é um pequeno e-mail dirigido a alguns amigos num pequeno diálogo sobre "Calvinismo" de Quatro Pontos, uma posição teológica que afirma apenas quatro pontos dos Cânones de Dort (Depravação Total, Eleição Incondicional, Graça Irresistível e Perseverança dos Santos), negando a Expiação Limitada.

O "Calvinismo" de Quatro Pontos é inconsistente e anti-bíblico. Se a pessoa admite a eleição incondicional e a graça irresistível, qual é o sentido de se afirmar a expiação ilimitada? Veja bem os passos:

Eleição: limitada aos eleitos
Expiação: ilimitada para toda a raça humana
Vocação eficaz: limitada aos eleitos

Qual o sentido disso? Por que o plano de salvação na eternidade, com a eleição, e a aplicação da redenção, com a chamada eficaz e a regeneração, são limitados aos eleitos, mas o fundamento de todo esse plano, que é a expiação de Cristo, é ilimitado a todos? Percebe a inconsistência desse sistema?

Além disso, existem as passagens bíblicas que deixam claro qual era o propósito da expiação: salvar o povo de Deus dos seus pecados (Is.53.10-13; Mt.1.21; Ef.5.25-27). Jesus veio para de fato salvar, não apenas para abrir uma possibilidade de salvação. Se Jesus veio para salvar e Ele morreu por todos, logo todos serão salvos. Mas a Bíblia não deixa clara apenas a eficácia de Sua expiação (a salvação definitiva dos seus objetos), mas também a limitação numérica dessa expiação (os objetos são os eleitos na eternidade). Ou seja, Jesus morreu para salvar apenas os eleitos.
 

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