quarta-feira, 1 de abril de 2009

Esclarecimento sobre minha mudança denominacional

43 comentários

Como as notícias correm rápido, muitos irmãos já devem estar sabendo que eu estou deixando a Igreja do Evangelho Quadrangular para ingressar na Igreja Batista Central de Campinas, filiada à Convenção Batista Brasileira. Para esclarecer com mais detalhes os motivos que me levaram a tomar tal decisão e, assim, evitar comentários incorretos a respeito, decidi redigir este texto.

Eu estive na Igreja do Evangelho Quadrangular desde que nasci. Meus pais já eram membros da IEQ Jardim dos Oliveiras e lá fui consagrado pelo Rev. Dorival Martins Junior quando eu ainda era um bebê. Minha conversão ocorreu entre fevereiro e março de 2001 e fui batizado pelo Rev. Dorival no mesmo ano, dia 15 de novembro.

Foi nessa denominação que passei alguns dos momentos mais maravilhosos da minha vida. Nela fiz amizades para toda a vida e tive muitas oportunidades ministeriais. Na IEQ Jardim dos Oliveiras participei do coral Selah, fui professor do Departamento de Educação Bíblica Quadrangular e auxiliar na liderança do Grupo Missionário de Adolescentes. No final de 2004 fui à IEQ Jardim Von Zuben, juntamente com os pastores Amarildo e Marinalva, para auxiliar a pequena congregação com o ministério de louvor, como dirigente, e desde então passei a congregar naquela igreja. Nela fui líder do Ministério de Louvor Verdadeiros Adoradores, professor do Departamento de Educação Bíblica Quadrangular, líder do Grupo Missionário de Jovens e líder do Departamento de Missões.

No entanto, desde 2003 eu passei por várias mudanças em minhas convicções doutrinárias, que me afastaram cada vez mais da doutrina pentecostal e da pregação e prática da Igreja do Evangelho Quadrangular, de modo que em 2005 eu já sabia que minha estadia na Quadrangular não seria permanente, tendo em vista o que é dito em sua Declaração de Fé, capítulo XXIII, sobre Membros: "Se em algum tempo qualquer membro sentir que não está mais sendo leal ou tenha perdido a simpatia para com esta associação e, bem assim, não seja mais, como outrora, uma voz unânime para com ela, pedirá o mesmo uma carta de demissão e, discretamente, se retirará do rol de membros, reservando-se às autoridades da associação o direito de induzi-lo a assim proceder, caso se prolongue em abster-se disto".

Essas mudanças doutrinárias podem ser resumidas em três sentenças que esclarecem a minha fé:

1) Eu sou reformado

Como narrei no artigo Minha Jornada ao Calvinismo, em 2003 eu comecei um processo que terminou em janeiro de 2004, no qual gradativamente tornei-me um reformado. Já que eu expliquei com vários detalhes a fé reformada no artigo Em que crê um cristão reformado, aqui apresentarei apenas umas linhas gerais.

Como reformado eu creio que o propósito supremo do homem, da história e de toda a criação é a glória de Deus (Rm.11.36; I Co.10.31). Deus é soberano sobre todas as coisas (Dn.4.35; Mt.6.26; 10.29) e conduz todos os acontecimentos a esse propósito supremo (Gn.50.20; Rm.8.28). Isso é evidenciado principalmente na salvação, quando Deus soberanamente salva pecadores escravos (Rm.8.29-30; Ef.2.1-10), escolhendo-os antes da fundação do mundo por pura graça (Rm.9.10-13,23,24; 11.5-6; Ef.1.3-12), enviando Seu Filho para morrer por eles (Is.53.11-12; Jo.3.16), chamando-os por Sua Palavra e Espírito no tempo determinado (At.13.48; 16.14) e preservando-os na graça até o fim (Jo.6.39; Rm.8.30; Fp.1.6). Isso significa que a salvação não depende de um livre-arbítrio humano, mas de uma escolha divina (Jo.6.44; 8.34-36; Rm.9.15-16. Fp.2.13); que o propósito da morte de Cristo era salvar apenas os eleitos (Jo.10.11,15; 17.9; Ef.5.5-27); e que os salvos não podem perder sua salvação (Jo.10.28-29; Rm.8.1,31-39).

2) Eu não sou pentecostal

A doutrina distintiva do pentecostalismo é o batismo com o Espírito Santo como uma experiência posterior à conversão, evidenciado pelo falar em línguas e concedido apenas a alguns cristãos. Em 2004 eu comecei a estudar melhor esse assunto e cheguei à conclusão de que a doutrina pentecostal não correspondia ao ensino bíblico. Seria necessário todo um artigo para discutir esse assunto, mas apresentarei resumidamente aqui qual é a minha fé nesse ponto.

Eu creio que o batismo com o Espírito Santo é concedido a todos os cristãos (I Co.12.13), que isso acontece no momento da conversão como regra (Jo.7.37-39; At.2.38-39; 10.44-47) e que não é acompanhado necessariamente por sinais visíveis, como dons espirituais.

As passagens de Atos usadas para embasar a interpretação pentecostal devem ser entendidas dentro do seu contexto. Atos 2.1-4, que narra a vinda do Espírito Santo em Pentecostes, foi uma experiência única na história da Igreja, sendo um cumprimento da profecia de Joel sobre o derramamento do Espírito (Jl.2.28-29; At.2.16-21) e a inauguração de uma nova era na história do povo de Deus. Atos 8.14-17, Atos 10.44-47 e Atos 19.1-7, que narram o batismo com o Espírito entre samaritanos, gentios e discípulos de João Batista, respectivamente, também têm um caráter único, representando importantes momentos históricos nos quais o evangelho deixou de ser confinado ao povo judeu para ser proclamado até aos confins da terra (cf. At.1.8). Sendo fatos históricos únicos, essas experiências não podem ser tomadas como padrões que devem se repetir hoje. O padrão é o que se encontra no ensino de Jesus e dos apóstolos (Jo.7.37-39; At.2.38-39; I Co.12.13). O batismo com o Espírito Santo é um dom importante demais, como se percebe nas promessas de João Batista e Jesus (Mc.1.8; Lc.24.49; At.1.4-5), para ser posterior à conversão e restrito apenas a alguns cristãos (cf. Rm.8.9).

Essa doutrina pentecostal leva a uma prática muito comum, ainda que não apoiada por todos os pentecostais, que é o falar em línguas sem interpretação no culto público. Sou contrário a tal prática, pois ela contradiz abertamente o ensino de Paulo de que as línguas só podem ser usadas publicamente se houver interpretação (I Co.14.27-28), provocando grande desordem no culto (I Co.14.40).

Outro problema muito comum no pentecostalismo, que alguns pentecostais mais esclarecidos rejeitam, é a ênfase nas experiências, ferindo a autoridade única das Escrituras. É fato que muitos preferem acreditar em suas próprias experiências do que na própria Palavra de Deus. Rejeito tal ênfase e a considero perigosa, levando em consideração o que Paulo diz sobre rejeitarmos até o ensino de um anjo, se for contrário ao evangelho (Gl.1.8-9).

O fato de eu não ser pentecostal não significa que eu não creia no poder do Espírito Santo ou que seja frio espiritualmente. Essa acusação é muito comum contra irmãos que não são adeptos do pentecostalismo, mas é uma acusação falsa, como todos os irmãos que me conhecem pessoalmente podem confirmar. Creio que o Espírito Santo regenera (Jo.3.5-6; Tt.3.4-7), santifica (Gl.5.16-23; II Ts.2.13), enche (At.4.31; Ef.5.18) e habita em todos os crentes (I Co.6.19). Creio também que Ele concede dons espirituais para o aperfeiçoamento dos santos (I Co.12.4-11; Ef.4.11-12) e que pelo Seu poder nossos corpos serão transformados quando Jesus voltar (Rm.8.11).

3) Eu não sou neopentecostal

O neopentecostalismo apresenta vários ensinos perigosos, mas o principal deles, sem dúvida alguma, é a teologia da prosperidade. Segundo esse ensino todos os benefícios alcançados pela morte de Cristo estão disponíveis a todos os cristãos aqui e agora. Isso significa que o cristão não deve mais sofrer, ter enfermidades, passar por problemas financeiros ou mesmo pobreza. Se algum cristão passa por esses problemas isso é sinal de falta de fé, e para se ver livre de todas essas dificuldades basta tomar posse das promessas, decretando a vitória e exigindo de Deus as bençãos que Ele supostamente prometeu em Sua Palavra.

Eu não creio nesse ensino pernicioso, tendo abandonado-o em 2003, após estudos que me levaram a reconhecê-lo como não bíblico. A Bíblia ensina que Jesus morreu para nos salvar do pecado e de todas as suas consequências, inclusive as enfermidades e a morte (Is.53.4-5; Rm.5.21). No entanto, ao contrário do que ensina a teologia da prosperidade, a Bíblia diz que a posse plena de todos os benefícios da morte de Cristo está reservada para o futuro, para quando formos glorificados (I Co.15.20-58; Ap.21.1-7; 22.1-5). Neste mundo o cristão ainda terá sofrimentos, como Jesus e os apóstolos (Mt.24.9; Jo.15.18-19; 16.33; Rm.8.17-18; I Pe.4.12-16). Enquanto estamos aqui podemos ter enfermidades (I Tm.5.23), pobreza (Fp.4.11-12) e problemas diversos (II Co.12.7). Além disso, nem sempre Deus atende ao que lhe pedimos em oração (II Co.12.7-9), pois muitas vezes esses pedidos não correspondem à Sua vontade (I Jo.5.14-15).

Além da teologia da prosperidade, existem várias práticas neopentecostais anti-bíblicas nas quais eu não creio. Mas como tomaria muito tempo falar de cada uma delas, apenas farei algumas citações. Não creio em: atualidade do ministério apostólico; objetos que trazem benção ou maldição; espíritos territoriais e atos proféticos; nomeação e entrevistas com demônios, práticas como "queimar" e "amarrar" demônios e ensinos relacionados; quebra de maldição e regressão; unção do riso, unção dos quatro seres e outros tipos de "unção"; etc.


Dentre essas mudanças doutrinárias, a única que contraria diretamente a Declaração de Fé da Quadrangular é a minha visão sobre o batismo com o Espírito Santo, pois a Declaração não se posiciona quanto à fé reformada, nem em relação às doutrinas e práticas neopentecostais. No entanto, o neopentecostalismo e o pelagianismo de Charles Finney, que é anti-reformado, têm influenciado de tal modo a pregação e a prática da denominação, que a convivência como líder nesse ambiente tornou-se cada vez mais complicada. Além do mais, se algum dia eu fosse chamado para o ministério pastoral, teria grandes problemas dentro da denominação.

Por esses motivos, eu tomei a decisão de mudar de denominação. Depois de conhecer a Igreja Batista Central de Campinas, cuja doutrina e prática se harmonizam com o que creio, e depois de refletir e orar para deixar a Quadrangular num momento apropriado, conversei com a Pra. Marinalva sobre minha decisão, dia 8 de março. Ela foi bastante compreensiva e respeitou minha decisão. Assim, minha despedida aconteceu na IEQ Jardim Von Zuben, durante o culto do dia 15 de março, e foi bastante calorosa. Os pastores e toda a igreja oraram por mim, despedindo-me na paz do Senhor, com abraços e palavras carinhosas. Ontem, dia 31 de março, conversei com o Rev. Dorival para pedir minha carta de transferência e, assim, deixar a denominação oficialmente. Hoje, por fim, conversei sobre minha transferência com o Pr. Valdir, pastor auxiliar da Igreja Batista Central de Campinas. Serei recebido como membro da igreja por aclamação após o término de um curso para novos membros.

Antes de terminar, gostaria de deixar claro que minha mudança denominacional se relaciona com questões doutrinárias e não com pessoas ou relacionamentos. Estou saindo em paz com todos os irmãos da Quadrangular e continuarei com minhas amizades na denominação. Tenho um grande amor por todos esses irmãos e um profundo respeito por muitos deles. Também gostaria de pedir aos irmãos reformados que ficaram na Quadrangular que falem a verdade em amor, com carinho e respeito por aqueles que pensam de modo diferente.

Que todos nós conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor (Os.6.3), crescendo na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (II Pe.3.18), caminhando de força em força (Sl.84.7), sendo transformados de glória em glória (II Co.3.18), até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef.4.13)! Amém.


Veja também:

Comentários

43 comentários em "Esclarecimento sobre minha mudança denominacional"

José Junior disse...
1 de abril de 2009 23:29

Parabéns pela sua postura e decisão...e esse meu comentário não tem a intenção de indicar qualquer proselitismo, mas sim, de elogiar sua convicção doutrinária e coragem de se manifestar publicamente, em que pese as consequencias que isso possa ter. Mas o principal sem dúvida é fazer a vontade do PAI, e tenho certeza que ele será sempre contigo. Não se importe com possíveis represálias, é a consequencia por assumir o viés profético, tão necessário em nossos dias.

Fraternalmente em Cristo !

José Junior

Guilherme Borges disse...
2 de abril de 2009 13:58

uma questão você buscou do pai se essa era a decisão correta?Se foi você não precisa ficar se justificando como fosse algo errado concorda :-)

Jorge Fernandes disse...
2 de abril de 2009 14:00

Aloísio,
É fantástico como Deus opera mesmo num local onde as doutrinas bíblicas não são muito apreciadas (o que não quer dizer que não haja salvos nas igrejas pentecostais e mesmo neopentecostais), e pelo poder do Espírito Santo é-nos revelada a Verdade, assim como aconteceu consigo, que abraçou a doutrina chamada calvinista (ou foi abraçado por ela). E, se não me engano, você é determinista bíblico...
Se possível, gostaria que respondesse:
1)Você deixou muitos crentes reformados em sua antiga denominação?
2)O que eles acharam da sua decisão?
3)Como você, eles também sairão da Igreja Quadrangular? E se ficarem, como será o relacionamento com os demais membros e a direção, cujo governo é episcopal (se não me engano)?
4)Não havia a menor chance de continuar nela e, com o apoio dos demais calvinistas reformar a igreja?
Que o bom Deus, em Cristo nosso Senhor, o abençoe na nova igreja, sabendo que Deus ali o colocou soberanamente para a honra e glória do Seu santo nome.
Abraços.

André Aloísio disse...
2 de abril de 2009 14:01

Olá irmão Guilherme, graça e paz!

Sim, antes de tomar a decisão eu orei ao Pai. Mesmo assim escrevi o artigo, não para justificar a minha atitude, mas para esclarecê-la e evitar fofocas e coisas semelhantes.

Espero que minha intenção com o artigo tenha ficado clara.

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Ricardo Morais disse...
2 de abril de 2009 14:36

Olá André,

Nos conhecemos na lista de discussão Cristão Reformados há alguns anos.

Caminho inevitável esse seu meu irmão.

Assim também foi comigo. Após permanecer 4 anos numa comunidade pentecostal, encontrei com a fé bíblica-reformada.

Permaneci ainda 2 anos na comunidade, e de uma forma uma pouco "turbulenta" saí rumo à Igreja Presbiteriana do Brasil.

O bom é que vc saiu em paz da IEQ, o que não foi o meu caso rsrsrs.

Deus te abençoe, meu irmão.

André Aloísio disse...
2 de abril de 2009 14:58

Olá irmão Jorge Fernandes, graça e paz!

Respondendo suas perguntas:

1)Você deixou muitos crentes reformados em sua antiga denominação?

Muitos não, alguns. Que eu lembre agora existem três reformados na Quadrangular que conheceram as doutrinas da graça por meu intermédio, cada um em uma igreja local diferente. Mas além desses existem outros, que se reformaram sem minha influência, entre eles alguns pastores e líderes. Há também irmãos que foram bastante influenciados por mim, através das minhas aulas e do blog, mas que não chegaram a receber todas as doutrinas da graça.

2)O que eles acharam da sua decisão?

Todos entenderam minha decisão, apesar de terem se entristecido. Um irmão reformado da minha antiga igreja local tem se sentido sozinho com a minha saída, mas tenho mantido contato com ele e o acompanhado espiritualmente, para que não se desanime e continue firme na fé.

3)Como você, eles também sairão da Igreja Quadrangular? E se ficarem, como será o relacionamento com os demais membros e a direção, cujo governo é episcopal (se não me engano)?

Dois deles pensam em sair no futuro, mas no momento há várias coisas que os impedem. Enquanto ficam, o relacionamento com os membros e os líderes é, em geral, bom, como era quando eu estava na Quadrangular. Apesar das diferenças teológicas, temos bastante liberdade para ensinar, e todos respeitam nossos posicionamentos. O governo da igreja é episcopal realmente, mas os superintendentes (bispos) exercem pouca influência doutrinária sobre as igrejas locais. O problema é que existem tantas linhas teológicas misturadas, inclusive o neopentecostalismo e o pelagianismo (pasme), que conviver com diferenças tão gritantes é bastante perturbador.

4)Não havia a menor chance de continuar nela e, com o apoio dos demais calvinistas reformar a igreja?

É difícil responder essa pergunta. Deus é soberano e pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós (Ef.3.20). Mas humanamente falando eu diria que não havia essa possibilidade.

De qualquer modo, depois de refletir e orar muito a respeito da minha decisão, eu percebi que eu seria mais útil e mais edificado em uma igreja com fé igual à minha. É bastante desanimador ensinar algo na Escola Dominical e depois ouvir o pastor pregando o oposto no culto. Muitos dos meus alunos ficavam confusos e não sabiam em que acreditar. Por esse motivo, eu sentia muita dificuldade em progredir com o ensino nas aulas e edificar um sólido conhecimento teológico na mente deles.

Qualquer outra dúvida fique à vontade para perguntar, irmão.

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Lucas disse...
2 de abril de 2009 15:00

Querido irmão André.
Como entristece o coração do nosso Deus ver os seus filhos divididos por suas opiniões, sua denominações e sua preferencias.
Se formos fiéis a Palavra de Deus veremos que tudo isto fere o coração do nosso Deus e que também anula o sacrificio de Cristo Jesus no calvário.
Em João 17.21 o Senhor Jesus nos diz para sermos UM para que o mundo creia, e tb nos diz para lutarmos juntos pela causa do Evangelho.
Infelizmente é um deserviço todo este seu comentário, mostrando a triste situação da Igreja no Brasil.
Que o Senhor tenha misericórdia do seu povo, abrindo os nossos olhos para tamanha desobediencia a sua vontade.
Na minha bíblia não encontro esta leviandade de se estar mudando de "igreja" (denominação, sistema criado pelos homens), que o Senhor produza arrependimento no meio do seu povo.
Suas palavras expressaram a infantilidade e carnalidade da "igreja" deste século XXI.
Senhor abre os olhos do nosso coração em nome do Senhor Jesus.Amém

André Aloísio disse...
2 de abril de 2009 15:39

Olá irmão Lucas, graça e paz!

Assim como você, eu tenho desejado e orado por uma união maior entre o povo de Deus. No entanto, essa união nunca será possível e real sem unidade doutrinária. Fala-se muito em ecumenismo e sobre unir-se pela causa do evangelho, mas enquanto existir diferentes "evangelhos" essa união não será possível. Uns ensinam "evangelho da prosperidade", outros "evangelho da libertação", existe "evangelho da libertinagem" e até "evangelho legalista". Se o evangelho anunciado não for "O Evangelho", o evangelho antigo, aquele de Cristo e dos apóstolos, o evangelho da graça de Deus, então essa união será apenas uma utopia.

Lamento sua opinião em achar que minha atitude foi infantil, carnal e uma leviandade, e que meu artigo foi um desserviço. Sugiro que o irmão acesse mais este blog e continue orando e lendo a Bíblia diariamente, para ser mais esclarecido quanto a esses assuntos.

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Thinking Christian disse...
2 de abril de 2009 15:41

Lucas, totalmente sem fundamento esse teu comentário. Todas as cartas de Paulo, ou a maioria, foram escritas combatendo erros teológicos. Inclusive os apóstolos ordenavam que não se mantivessem contatos com quem não pregava o evangelho conforme à sã doutrina. A questão toda não é a divisão no corpo, mas, sim, o que se está pregando. A Bíblia nunca fala que devemos ter unidade a qualquer custo. Alguém que prega que Deus falhou na criação do mundo; que diz que só a vontade do homem pode frustar a vontade de Deus; que diz que o homem pode se voltar a Deus por ele mesmo, contrariando o ensinamento bíblico; que faz evangelismo apelando às sensações, ao dinheiro, à "felicidade" a qualquer custo... pode ser considerado cristão? Por qual padrão? Por que temos que consentir com esses erros terríveis que têm destruído a igreja institucional no Brasil? O "amor" é mais importante do que a doutrina? Mas, o que é amor, segundo a Bíblia? Por que Paulo ordena em uma de suas cartas a um de seus púpilos que fosse irrepreensivel na doutrina e fizesse calar a boca dos que falavam heresias? Se a doutrina não é importantem, então por que não nos justamos aos católicos, TS... Eles também dizem estar falando sobre Jesus. Mas por que não nos juntamos a eles? Porque eles cometem erros doutrinários graves, demonstrando que neles não habia o Espírito da Verdade. Atéonde depende de nós, devemos, sim, manter a paz, mas, tolerar blasfêmias contra o nosso Deus já é demais! Só pensamos em nós, não na Glória do nosso Deus.

Sonia Vasconcelos disse...
2 de abril de 2009 16:20

Andre,
A Graça e a paz,

Que você esteja bem na sua nova casa, concordo com seu pensamento
devemos estar onde a fé que cremos está.
sonia vasconcelos

Isaias Lobao disse...
2 de abril de 2009 16:33

Olá André. Parabenizo a sua decvisão. Ela demonstra maturidade e firmeza doutrinária. Espero que você cresça espituralmente e possa desenvolver seu ministério com sabedoria. Eu também tive problemas em minha antiga denominação pentecostal (igreja batista independente). Certa vez, ouvi do presidente de nossa regional o seguinte a respeito de meu posicionamento por seu reformado: "Caro pastor Isaias, você pode crer no que quiser, mas não pode pregar isso no púlpito". O que isso quer dizer? Cale-se!
Eu preferi sair da denominação. No meu caso não foi tão pacífico como o seu, mas entendi ser o melhor.

Estou procurando uma congregação reformada para servir e adorar o Senhor. Estou frequentando uma igreja da IPB perto aqui de casa. Minha família tem sido edificada e estamos nos adaptando. Existem algumas questões doutrinárias que preciso resvolver, especialmente a doutrina sacramental que a IPB defende. Afinal fui batista (he he he)

O irmão Jorge Fernandes fez referência a reformar a sua antiga denominação. Eu acredito na força da mensagem, mas não acredito que se possa mudar um sistema arraigado. Eles tem o direito de serem arminianos (argh). No entanto, o melhor caminho é estar junto dos que confiam nas Doutrinas da Graça. Somos pecadores e cometemos erros, mas o que nos une é maior do que o nos separa.

Um abraço.

Ivo Prado disse...
2 de abril de 2009 20:30

André, quero só ver a hora que você descobrir que os batistas não vieram dos reformados e sim dos anabatistas. Que Calvino, Zuinglo e Lutero perseguiram os nossos antepassados de forma terrível, com torturas, fogueiras, etc. Anabatista é um nome, por assim dizer, genérico, mas sempre houve grupos que nunca concordaram com os desvios provocados pela intervenção principalmente do imperador Constantino, adorador do deus mitra ou sol, donde as outras herezias, mariolatrias e idolatrias tiveram o espaço tão esperado pelo inimigo. Diversos grupos surgiram durante esse tempo e toda a idade negra ou média. Quando surgiram os reformados, estes queriam que esses grupos se submetessem às suas leis. Depois disso foram perseguidos pela ICAR e pelos reformados. Também os batistas creem no livre arbítreo, crendo que o Senhor sendo Onisciente, Onipresente e Onipotente, desde a eternidade, onde não há passado, presente ou futuro, sabe de antemão das nossas decisões de aceitar o senhorio de Cristo Jesus em suas vidas. Por isso somos responsáveis pelo levar o amor de Cristo aos não alcançados, pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. E sem fé é impossível agradar a Deus.

02/04/2009 20:27:00

Ivo Prado disse...
2 de abril de 2009 20:39

André, você está seguindo os mesmos passos do Dalton, infelizmente. Não que seja um grande admirador da sua ex-igreja, mas porque com essas ideias você está se mostrando estar mais para presbiteriano tradicional do que para batista.

Paz e graça,

Ivo Prado.

André Aloísio disse...
2 de abril de 2009 22:29

Olá Ivo Prado, graça e paz!

Eu já conheço essa teoria defendida por você, de que existe uma sucessão ininterrupta de "igrejas batistas" desde os tempos apostólicos. Essa teoria se popularizou com o livro Rastro de Sangue, de J. M. Carroll. No entanto, ela é muito mais fruto de um denominacionalismo extremado do que de uma fidelidade à história eclesiástica. Com essa teoria os batistas que a aceitam se assemelham à Igreja Católica Apostólica Romana, crendo que a Igreja que Cristo fundou é uma organização humana, e não um Organismo Espiritual, do qual Ele é a Cabeça.

Historicamente, ao contrário do que você crê, os batistas surgiram na Inglaterra, no século XVII, dentro do movimento puritano. De fato, algumas das primeiras igrejas batistas eram defensoras do livre-arbítrio, os chamados "batistas gerais", por também crerem na expiação universal. No entanto, as igrejas batistas mais influentes e importantes, responsáveis pela elaboração de duas importantes confissões batistas (a de 1644 e 1689, em Londres), eram igrejas reformadas.

Portanto, antes de ficar defendendo com tanta convicção essa teoria destituída de base histórica, procure estudar melhor a história dos batistas, sem preconceitos. Sugiro o site da Comunhão Reformada Batista no Brasil. Lá você poderá encontrar bastante material sobre os batistas reformados.

Como você observa em outro comentário, eu realmente tenho muito em comum com os irmãos presbiterianos, diferindo apenas na Eclesiologia (governo da igreja e batismo). Entendo que essas são questões menores que não devem nos impedir de manter comunhão uns com os outros. Mesmo assim, eu sou batista, nos moldes da Confissão de Fé Batista de Londres de 1689.

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Davi Luan disse...
3 de abril de 2009 11:35

po André, ainda não li seu post mas logo leio, mas cara tira essa foto ridicula daí plx plx plx

nao acreditei quando vi q bug

André Aloísio disse...
3 de abril de 2009 13:35

Querido irmão Davi,

Você me ama né? Adora ficar zoando as minhas fotos. Ainda não percebeu que este pobre irmão reformado não tem nenhuma foto melhor, e que nem o maior fotógrafo do mundo poderia resolver meu problema? rsrs

Um ósculo santo pra você ;-)

André Aloísio
Feio, mas feliz em Cristo

Davi Luan disse...
3 de abril de 2009 14:21

hahaha, André!
Faz um curso de Photoshop que dá pra melhorar =D
huauhahuauha
olha só quem tá falando né huauhauha, dxa eu ficar queto vai auhuhauhaauh

Sempre tem q ter alguém pra tumultuar e dar uma zuada... e esse alguém é quase sempre eu kkk

É nóis =D

luciane Carreira disse...
4 de abril de 2009 01:16

Pôxa, porque vc não veio para I.P.B. kkkkkkkkkkkkkkkkk, ia ser bem recebido, parabéns pela postura em sua decisão.

Que a graça do Bom Deus seja repleta em sua vida.

Luciane.

Tania disse...
4 de abril de 2009 20:34

Oi André!
Sabe que admiro muito sua dedicação às coisas que se referem a Deus, estudo da Palavra, testemunho de vida e outros detalhes de sua vida, sem falar como o amigo que você é.
Embora não concorde com algumas de suas convicções, você já deve saber disso, não por ter estudado como você, mas pelo que tenho vivido nesses 33 anos de conversão, quero deixar aqui o desejo do meu coração: que Ele esteja sempre te iluminando e te colocando no centro de Sua vontade onde quer que você esteja.

Agora aqui entre nós, André - ainda bem que aqueles que nos anunciaram as Boas Novas, na IEQ (Pentecostal) não nos disseram que só os eleitos poderiam ser salvos, de repente poderíamos achar que não éramos....não é verdade? Foi bom que nos ensinaram que a escolha era a nossa, pessoal e livre, senão provavelmente não estaríamos agora falando sobre isso.
Para você não haveria com o que comparar e para mim, observando suas comparações, me convenço ainda mais de tudo que aprendi numa igreja pentecostal.

No amor de Cristo.

Tânia Castro - IEQ Jd. Oliveiras
Regente - Grupo Selah.

André Aloísio disse...
4 de abril de 2009 23:18

Olá Tânia, a paz!

Obrigado pelas palavras! Eu também te admiro muito.

Sobre o que você disse a respeito da eleição, obviamente eu tenho que discordar. Charles Spurgeon, talvez o maior pregador da história, pregava o evangelho aos pecadores, falando da eleição abertamente, e isso não impedia que dezenas e centenas se convertessem através da vida dele. Se tivessem pregado a nós que só os eleitos são salvos, como você supôs, nós seríamos salvos da mesma forma, pois somos eleitos ;-)

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

André Aloísio disse...
4 de abril de 2009 23:30

Quero agradecer a todos os irmãos pelas palavras de apoio e incentivo, especialmente àqueles que eu não respondi particularmente: José Junior, Ricardo Morais, Thinking Christian, Sonia Vasconcelos, Isaías Lobão e Luciane Carreira.

Que Deus abençoe a todos vocês!

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Anônimo disse...
6 de abril de 2009 13:39

Parabéns! Decisão madura! Mas não fique preso e alucinado como uns e outros com predestinação x livre-arbitrio. Isto não leva a nada. Fale de Jesus Cristo. A Doutrina da Salvação em Jesus Cristo através de arrependimento do pecado e fé nele é que leva o homem a Deus. As "doutrinas" periféricas da Doutrina da Salvação como predestinação e livre arbitrio, fica para o academicismo.

Seja Bem vindo irmão! Há muitos salvos em muitas igrejas evangélicas e muitas mentes brilhantes e honestas.

Que o Senhor lhe encha de bençãos!

Teóphilo Noturno disse...
6 de abril de 2009 22:50

Pela visão plena que o Senhor está lhe proporcionando, parabéns!
Continue de olhos abertos!

SILZEMAR disse...
17 de abril de 2009 01:03

Paz André! Creio que ficou claro o motivo da sua saída para todos que leram esse artigo! Gostária de te agredecer, pois aprendi muito com você no decorrer desses anos na caminhada da fé! Muitos falam do que não entendem, mas DEUS despertou em nós o desejo do seu conhecimento. Que Deus continui te abençõando sempre, que você continui crescendo na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo! Saudades de um VERDADEIRO AMIGO e de um gRANDE IRMÃO na fé. Saudades não somente de um irmão na fé, mas de um irmão de sangue! Forte Abraço!

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...
6 de maio de 2009 09:06

Meu irmão André, nesta manhã eu estava dando uma olhada em alguns blogs e me deparaei com o seu e com a sua postura em relação a sua mudança de denominação por princípios teológicos. Primeiramente quero lhe dar os parabéns pela honestidade que você teve com a sua liderança, em não ficar nesta denominação entrando em choque com os seus princípios teológicos. Segunda coisa, eu também sou reformado e por causa disso tive muitas dificuldades na minha outra igreja também. Terceira coisa que eu gostaria de te dizer, eu sou reforamado, mas creio piamente nos dons espirituais, falamos sobre dons espirituais, buscamos o renovo de Espirito Santo em nossas vidas e não temos dificuldade nenhuma em relação a isso. Eu falo em línguas, e Deus, por sua misericórdia tem nos usado com outros dons bíblicos também. Outra coisa, o Léo do Púlpito Cristão é reformado e assembleiano, muitos pentecostais estão abrindo os olhos para essa benção. Mas uma vez parabéns pela sua postura, que Deus continue lhe abençoando abundantemente, mas reflita sobre essa questão dos dons do Espírito Santo para os dias atuais.
Fique na Paz!
Pr Silas Figueira

André Aloísio disse...
6 de maio de 2009 09:21

Olá Pr. Silas Figueira, graça e paz!

Obrigado pelo comentário!

Quanto aos dons espirituais, o fato de eu não ser pentecostal não significa que eu não acredite neles. Meu problema é com o batismo com o Espírito Santo posterior à conversão e evidenciado pelo falar em línguas, e com o uso incorreto dos dons, como falar em línguas sem interpretação num culto público. Mas eu acredito que os dons espirituais ainda estão disponíveis aos cristãos nos dias atuais.

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Pr Carlos disse...
6 de maio de 2009 22:20

Graça e Paz estejam sobre a tua vida meu irmão.

Eu nem sei como estou recebendo e-mails sobre o teu blog, mas tenho passado de vez em qdo e lido os artigos.

Fiquei extremamente feliz com essa carta tua, oxalá todos os cristãos agissem como vc agiu, orando e esperando no Senhor para tomar uma decisão como essa, aliás, foi uma atitude extremamente conivente com a Fé Reformada, a qual eu tbm tenho profundo amor e respeito.
Se todos agissem assim, a Igreja seria um lugar muito melhor e teríamos menos escandalos e inimizades.
Gostei tbm do fato de vc colocar os motivos pelos quais vc saiu, pois a Palavra de Deus claramente nos exorta para evitar toda a aparência do mal (1Ts 5:22), assim sendo, vc não somente fez bem para evitar que alguém peque falando o que não deve, mas demonstrou amor e respeito por aqueles que vc esteve ao por tantos anos.
Que continue a abençoar ricamente a tua vida.

Pr Carlos disse...
6 de maio de 2009 22:44

Hehehe, mas uma vez, digo que vc escreve com coerência. Tbm cresci no meio de uma Igreja Pentecostal, a Assembleia de Deus e IEQ, porém, me converti em uma Igreja Batista, de cunho arminiano

Mas vc disse com muito propriedade, a Igreja Batista de doutrina Reformada é a maioria no mundo e é derivada dos Puritanos. Aliás, um dos Pregadores mais famosos do mundo e respeitado por todas as denominações de doutrina Reformada e não Reformada, é C. H. Spurgeon, Pastor Batista e de Doutrina Reformada.

Hoje não estou mais na Igreja Batista, pois Deus me trouxe para o Canadá e aqui colaborar de algum modo com a Igreja Reformada, o que tenho feito com alegria. Vim para esta Igreja sem crer na doutrina Reformada, mas por obediência a Deus.

Aqui, com a Graça de Deus, pude refletir sobre minha própria doutrina e analizei com mais cuidado a Bíblia em busca da verdade, pois estava em uma Igreja que cria diferentemente do que eu cria. Aqui aprendi a amar a Teologia Reformada, pois a tenho como a mais Bíblica que conheço.

Creio que enquanto estivermos neste corpo, não é possível uma Igreja perfeita, pois a Igreja é cheia de pessoas imperfeitas e pecadores como eu, porém, devemo buscar com deligência a verdade.

Eu gosto muito do que W. H. Griffith Thomas fala sobre a importância de Romanos 12-16 :
"Depois da doutrina vem o dever, depois a revelação, responsabilidade; depois princípios, prática e depois do crer vem o comportamento; depois do crer vem a conduta. O pensamento correto nos leva a um viver corretamente. Se a boa Teologia é o fundamento da vida Cristã, então os verdadeiros cristãos só podem viver uma vida santa se tiverem um fundamento sólido"....

Pr Carlos disse...
6 de maio de 2009 22:50

Jamais é suficiente conhecer a verdade, a certo ponto nós temos que começar a viver a verdade. Nós não podemos tão somente viver abraçados a verdade, mas a verdade que nós cremos precisa nos envolver.

Comentando esta seção de Romanos, e que irei pregar neste domingo, John Stott nos lembra que:

“em relação a nossa nova caminha em Cristo... santidade não é automática nem inevitável”. e o Rev. John Hall coloca desta maneira:

Doutrina sem exortação faz do homem somente mente, sem coração; exortação sem doutrina enche o coração, mas deixa o cérebro vazio. Os dois juntos faz o homem completo, uma faz o homem Sábio e a outra faz o bom ser humano... O ser humano não pode praticar a menos que saiba e ele sabe em vão a menos que coloque em prática.

Portanto, não podemos absolutamente viver um Evangelho baseado em emoções e experiência, mas é preciso apresentarmos um culto racional ao Senhor, pois isso é bom e agradável a Ele (Rm 12).

Creio tbm que é impossível uma unidade entre os cristãos de hoje, pois a muito interesse envolvido, além domais, enquanto ouvir cristãos que queiram se governar por crenças pessoas, não tem como dialogar, pois para nós Reformados, A Bíblia, e tão somente a Bíblia é nossa regra de fé e vida. Só podemos ter união se a Bíblia for o centro e alvo do diálogo.

Deus abençoe ricamente a todos.

Deus abençoe a todos.

André Aloísio disse...
7 de maio de 2009 08:15

Olá Anônimo, graça e paz!

Obrigado pelo comentário! Mas eu não creio que temas como predestinação e livre-arbítrio sejam periféricos, nem que devam ficar restritos aos acadêmicos. Na verdade, a nossa própria concepção de graça pode ser incorreta se não entendermos corretamente a predestinação.

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

André Aloísio disse...
7 de maio de 2009 08:17

Olá Teóphilo, graça e paz!

Obrigado pelas palavras! Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

André Aloísio disse...
7 de maio de 2009 08:20

E aí Silzemar "Branquelo", graça e paz!

Cara, fico feliz por ter contribuído de alguma forma com o seu conhecimento espiritual. Também sentirei saudades. Mas a gente vai continuar se encontrando por aí, com certeza.

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

André Aloísio disse...
7 de maio de 2009 08:22

Olá Pr. Carlos, graça e paz!

Obrigado pelas palavras! Muito interessante sua história de vida.

Que Deus continue te abençoando!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Jobson Gomes disse...
17 de maio de 2009 22:26

Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Pr Carlos disse...
17 de maio de 2009 23:51

Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Jobson Gomes disse...
18 de maio de 2009 07:17

Este comentário foi removido por um administrador do blog.
André Aloísio disse...
18 de maio de 2009 09:45

Olá irmão Jobson, a paz seja contigo!

Eu removi os seus comentários por dois motivos:

1º- O recurso de comentar do blog não serve para publicação de artigos inteiros, apenas para comentários, como o próprio nome diz. Se você deseja publicar um artigo seu a respeito de algum assunto, sugiro que faça um blog pessoal;

2º- Em todos os seus comentários, mas especialmente no último, em resposta aos comentários do Pr. Carlos, você demonstrou uma falta de respeito desnecessária, questionando com um linguajar irônico o pastorado e ministério do referido pastor.

Pelo artigo publicado percebe-se que o irmão tem um conhecimento bem limitado da teologia reformada. Por isso, recomendo que você leia todos os artigos da seção Calvinismo e Soteriologia deste blog, antes de tentar escrever uma refutação às doutrinas da graça.

Pr. Carlos, graça e paz!

Agradeço pelos comentários, mas também tive que removê-los, já que seus comentários eram uma resposta aos comentários do irmão Jobson, que não existem mais. Espero que compreenda.

Que Deus vos abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Pr Carlos disse...
18 de maio de 2009 10:12

Paz meu amado.

Não vejo nenhum problema qto a isso, muito pelo contrário, creio que foi uma decisão sábia.


Deus abençoe ricamente a tua vida.

O Divulgador Fundamentalista Bíblico disse...
14 de junho de 2010 09:43

Parabéns pela sua decisão de deixar o Pentecostalismo e o Neopentecostalismo (é sabido que a IEQ é tradicionalmente pentecostal e atualmente neopentecostal, e que ambas as posições contrariam a Palavra de Deus). Você demonstrou obediência à Palavra de Deus, à Doutrina da Separação Bíblica. A Bíblia ensina que, quando somos maioria, devemos purgar a incredulidade e o ensino errôneo; porém, quando somos minoria, precisamos no separar da incredulidade e do ensino errôneo. Espero que, com o tempo, o Espírito Santo, à luz das Escrituras, faça-o compreender (e espero que já esteja começando a compreender) que os dons de sinais apostólicos cessaram, ao final da Era Apostólica. - Josias Macedo Baraúna Jr.

Netto disse...
14 de junho de 2010 23:51

Parabéns, é uma atitude sábia e corajosa e nem sempre agrada todos, mas o alvo principal é Cristo.
Críticas sempre surgirão mas com essa sabedoria que Deus lhe concedeu e com a ajuda do Espírito Santo você saberá suportar e rebater cada uma delas. Quisera eu ter uma atitude dessa, pois com mais de 40 anos de AD, há anos que estou adiando essa decisão.

Notícias de hoje disse...
30 de julho de 2010 22:02

Cá entre nós...
Nobre a sua atitude!
1º pela lealdade aos princípios da sua ex-igreja.
2º por abraçar uma teologia de acordo com suas convicções, já amadurecida!

Agora, por eu fazer parte da estrutura denominacional batista,sei que sua decisão levou em consideração,as nossas deficiências como denominação histórica no sentido de CBB.

Bem vindo à denominação Batista, nem tanto, à CBB!

Jason
aluno do STBSB

lellison disse...
4 de abril de 2011 05:38

Este comentário foi removido pelo autor.
Fellyp Cranudo disse...
5 de junho de 2011 16:04

Graça e Paz, André,

Muito maneira tua explicação e de uma sinceridade ímpar.

 

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