domingo, 1 de março de 2009

O Cristão e a Cruz de Cristo - Parte 1

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"O Cristão e a Cruz de Cristo" foi uma mensagem pregada por mim em 15/11/2008, no culto de jovens da Igreja do Nazareno do Jd. Nova Europa, Campinas, SP. Ele será publicada em quatro partes, semanalmente, durante este mês. Que Deus o abençoe tremendamente!

A Igreja do Nazareno em que esta mensagem foi pregada está localizada na av. Baden Powel, nº 550, no Jd. Nova Europa. Faça uma visita!

Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14a)

Paulo, o apóstolo que escreveu estas palavras, era um homem que, antes de sua conversão, se gloriava em muitas coisas. Ele mesmo diz que se orgulhava em ser “da linhagem de Israel”, “fariseu”, “perseguidor da igreja” (Fp 3:4-6). Ele tinha a si mesmo em alta estima e se gloriava de toda a sua posição diante dos homens.

Mas um dia, montado em seu cavalo em direção à Damasco para afligir a Igreja, uma luz do céu brilhou sobre ele, e quão sublime e resplandescente era tal luz! Era o próprio Senhor Jesus aparecendo diante de Paulo e mudando para sempre a sua história. A partir daquele dia, aquele homem que se gloriava em tantas coisas passou a considerá-las como “esterco” (Fp 3:8), porque ele havia conhecido ao Salvador e Ele é mais precioso do que tudo. Todas as coisas de que Paulo se orgulhava foram substituídas pela cruz de Cristo, a qual foi gravada em seu coração pelo Espírito. Agora, ele podia dizer: Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14a). Ele foi mais além, dizendo: “Já estou crucificado com Cristo” (Gl 2:20), porque ele havia descoberto que a palavra da cruz é o “o poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Co 1:24).

Entender o evento da crucificação é a maior necessidade todos os homens. Foi justamente ali, no monte do calvário, que o Deus Eterno estava realizando o Seu maior projeto: garantir perdão, justificação e vida eterna a inúmeras pessoas de todas as épocas, idades e nacionalidades, para a Sua própria glória. Na cruz, Jesus carregou todos os pecados de todas as Suas ovelhas, satisfez a justiça de Deus e se tornou o Perfeito Salvador de todos os que se achegam a Ele pela fé. As chagas de Jesus no calvário resolveram o problema que somente Deus poderia resolver: reconciliar o homem Consigo mesmo e declará-Lo justo apesar de toda a sua impiedade. Ali estava sendo posto em prática todo o glorioso plano da salvação, para glória de Deus e eterna felicidade do homem.

Muitas coisas de grande preciosidade poderiam ser ditas a respeito do evento glorioso da crucificação, porém quero me concentrar em apenas algumas delas, que dizem respeito à relação entre o cristão e a cruz. Somos chamados a imitar Jesus em tudo, inclusive em carregarmos a cruz e sermos crucificados juntamente com Ele. É justamente isso que o Senhor disse aos seus discípulos, após anunciar que seria crucificado: “Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” (Mt 16:24). É como se Jesus estivesse dizendo: “Se eu vou ao calvário ser crucificado, vá também, e seja crucificado comigo! Vocês têm que me imitar em tudo, precisam se unir a Mim em tudo!”. Dessa forma, o que significa para o cristão “tomar a sua cruz”? Quais são as implicações práticas de se estar “crucificado com Cristo”? Quero considerar apenas quatro delas:

Primeiramente, a cruz de Cristo implica em que eu estou renunciando toda a minha justiça própria. Estou abrindo mão de confiar em mim mesmo; estou reconhecendo que por mim mesmo sou totalmente incapaz, inútil e desprezível em todos os meus pensamentos, sentimentos e ações. Eu olho para a justiça de Deus, e olho para o meu pecado, e vejo que a distância é enorme, maior do que a mente humana pode calcular, imaginar ou projetar. Eu aceito, totalmente humilhado, o veredicto da Escritura a meu respeito: “(...) todos estão debaixo do pecado; como está escrito: não há um justo, nem um sequer, não quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, e à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:9-9-12).

Na cruz de Cristo, vemos Jesus morrendo por causa dos nossos pecados. Vemos o quanto o Justo precisou sofrer por todas as nossas injustiças, a fim de nos tornar justos perante Deus. A cruz demonstra com todas as letras a nossa incapacidade e miséria: não fomos capazes de cumprir a Lei para termos vida; foi necessária a vinda de um “Segundo Adão” para viver uma vida de plena justiça e santidade, cumprindo minuciosamente cada um dos mandamentos de Deus, e morrer como nosso Substituto, de forma que, assim como os nossos pecados estiveram sobre Ele no calvário, a Sua justiça seja imputada a nós, pela fé! O apóstolo Paulo entendeu muito bem isso, a ponto de dizer: “e ser achado Nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fp 3:9).

Deus, o Santíssimo, deu o Seu próprio Filho a nós, pecadores! Ele nos amou a despeito de todo o nosso ódio; nos chamou quando estávamos na lama do pecado; nos deu vida, quando éramos defuntos espirituais sem forças nos levantarmos; conquistou nosso coração, quando ele era mais duro que as grandes rochas. O Espírito Santo invadiu a nossa vida e, com a Lei de Deus, nos mostrou a nossa pecaminosidade e nos quebrantou poderosamente. Porém, ao nos mostrar a nossa própria miséria, Ele não nos deixou desesperados e sem esperança; pelo contrário, Ele apontou o caminho da vida; nos tomou pela mão, e nos levou Aquele que é o Manancial de águas vivas e saciou a nossa sede para sempre!

Meus irmãos, a cruz de Cristo foi o ponto máximo da graça de Deus, e “pela graça sois salvos, mediante a fé” (Ef 2:8). Ah, que graça maravilhosa, que me deixa desconcertado, que me constrange, que me deixa admirado e encantado! A nossa salvação, do começo ao fim, deve ser totalmente atribuída à graça de Deus! Minha alma, tomada de alegria e gratidão, canta:


"Nada trago em minhas mãos,
Simplesmente me apego à Tua cruz;
Venho nu a Ti, para vestir-me;
Indefeso, busco a graça em Ti!
Sujo, eu corro até a Tua fonte;
Lava-me, Salvador, ou morro!"

Comentários

1 comentário em "O Cristão e a Cruz de Cristo - Parte 1"

PR. CLEBER BARROS disse...
6 de março de 2009 23:42

Parabéns a vocês pelo Blog! Gostei muito do conteúdo. O Sermão sobre a Cruz é muito edificante e desde já espero os complementos do mesmo.

Visite o meu blog:

www.iset-teologia.blogspot.com

 

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