quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Leitura Bíblica Anual em 2009

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"Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" (Sl.119.97)

Assim como tenho feito todos os anos, estarei iniciando em 2009 uma leitura bíblica anual, de Gênesis a Apocalipse. Convido todos os leitores deste blog a empreenderem essa emocionante jornada junto comigo. Lendo apenas 3 capítulos nos dias da semana e 4 capítulos aos sábados e domingos é possível terminar a leitura em um ano. Assuma esse compromisso consigo mesmo, comentando esta postagem.

A soberania de Deus sobre os ímpios, segundo Calvino

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Quando não entendemos como Deus quer que se faça aquilo que proíbe fazer, lembremo-nos de nossa fraqueza e, ao mesmo tempo, consideremos que não é em vão que a luz em que habita é chamada de inacessível, pois está oculta nas trevas [I Tm.6.16]. Portanto, com facilidade concordarão com a sentenção de Agostinho todos os homens devotos e moderados: algumas vezes o homem, com boa vontade, quer algo que Deus não quis, como quando o bom filho quer o pai vivo e Deus o quer morto. Ao contrário, pode acontecer que o homem queira com vontade má o mesmo que Deus quis com vontade boa, como quando o mau filho quer o pai morto e Deus também o quer. Seguramente o primeiro filho quis algo que Deus não quis, e o outro verdadeiramente quis aquilo que Deus quis. Entretanto, a piedade daquele está mais em harmonia com a vontade boa de Deus, mesmo ao querer outra coisa, do que a impiedade deste, ao querer o mesmo. O que importa, para haver aprovação ou desaprovação, é o que concorda com Deus e o que quer o homem, segundo o fim para o qual a vontade de cada qual é dirigida. Assim, o bem que Deus quis, executou-o pela vontade má do homem mau. Aliás, um pouco antes, Agostinho dissera que, com suas revoltas, os anjos apóstatas e todos os réprobos, no que diz respeito a eles, fizeram o que Deus não queria, mas quanto à onipotência de Deus, de modo algum poderiam fazê-lo, pois que obrando contra a vontade de Deus, não puderam impedir a vontade de Deus referente a eles. Por isso se exclama: "Grandes são as obras do Senhor; consideradas por todos os que nelas têm prazer" [Sl.111.2], e de modo admirável é inexplicável o mesmo que se faz contra a sua vontade, não se faz sem seu consentimento; porque não seria feito se Ele não o permitisse, nem Ele permite sem o querer, mas querendo. Nem Ele, bom, permitiria que fosse feito o mal, se o Onipotente também não pudesse fazer do mal um bem [...]

Se não me engano, expliquei claramente de que modo, na mesma obra, tanto manifeste o crime do homem como brilhe a justiça de Deus. Para as inteligências comedidas, sempre bastará a resposta de Agostinho: "Se o Pai tenha entregue o Filho, e Cristo seu corpo, e Judas seu Senhor, por que nessa entrega o coração de Deus é justo e o homem é réu, senão porque fizeram um mesmo ato, mas a causa pela qual fizeram não é a mesma?" [Epístola a Vicêncio]. Mas, se a alguns constrange o que agora dizemos, que nenhum consenso existente entre o homem e Deus, quando Este, com justo impulso, daquele faz aquilo que não é permitido para si, que se socorram do que o mesmo Agostinho adverte em outro lugar: "Quem não teme estes juízos com que Deus age, mesmo no coração dos maus, sempre que quer, concedendo-lhes contudo segundo seus méritos?" [Sobre a graça e o livre-arbítrio]. E certamente, na traição de Judas, atribuir a culpa pelo crime a Deus, porque Ele quis que fosse entregue o seu Filho e o entregou à morte, em nada será mais lícito do que transferir para Judas a glória da redenção. E assim, em outra passagem, o mesmo escritor adverte: "neste exame Deus não pergunta o que os homens tenham podido, ou o que tenham feito, mas o que tenham querido fazer", para que sejam julgadas a deliberação e a vontade.

Bibliografia: A Instituição da Religião Cristã, João Calvino, livro I, capítulo XVIII, Editora Unesp

sábado, 20 de dezembro de 2008

Pescadores de homens

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Este texto foi escrito por mim pouco tempo após minha conversão, em 2001.

"Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens." (Mateus 4.19)

Existem pescadores de todos os tipos. Existem aqueles que pescam peixes. Outros preferem ir atrás de siris. Outros, ainda, atrás de lulas. Mas diferentemente de qualquer um desses pescadores, existem ainda outros, que não pescam animais marinhos, mas seres humanos!

Jesus, quando foi chamar Seus apóstolos para o trabalho, disse uma coisa que parece estranha a muita gente: "vos farei pescadores de homens". Como alguém pode pescar homens? Jesus disse isso simbolicamente. Só os cristãos podem pescar homens e isso não com varas de pescar, mas com o evangelho de Jesus Cristo. Não com o objetivo de levá-los para casa, para servirem de alimento como os peixes, mas com o objetivo de levá-los para a eternidade com Cristo.

Isso não é um pedido, mas uma ordem! Jesus não disse isso dando aos cristãos a livre escolha para dizerem "não", mas esperando obrigatoriamente um "sim"! Esse chamado não se limita apenas a um grupo de indivíduos em particular, mas se estende a todos os filhos de Deus que "nasceram de novo", sendo agora servos fiéis ao Altíssimo.

Por isso, não fique esperando que alguém pesque almas em seu lugar, mas vá você mesmo e seja um pescador de homens! Pegue sua vara de pescar (a Bíblia) e vá para esse grande mar (o mundo) em busca de pesca (os seres humanos), a fim de levá-la junto com você para sua casa (a Jerusalém Celeste).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Minha Jornada ao Calvinismo

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Assim como fez o irmão Clóvis, do Cinco Solas, no artigo Como "me reformei", decidi também contar como se deu minha jornada ao calvinismo.

Eu nasci em lar evangélico e frequentei desde pequeno a Igreja do Evangelho Quadrangular do Jardim dos Oliveiras, em Campinas-SP. No entanto, minha conversão só ocorreu em fevereiro/março de 2001, quando eu tinha quatorze anos de idade. Fui batizado alguns meses depois, dia 15 de novembro de 2001, e participei da Ceia do Senhor pela primeira vez no mesmo ano, dia 2 de dezembro.

Desde quando me converti passei a ler e estudar a Bíblia diariamente. Iniciei uma leitura completa da Bíblia em abril de 2001, terminando em janeiro de 2002. Passei a ler vários livros evangélicos do meu pai e comecei a ler estudos bíblicos na internet, em sua maioria neopentecostais e dispensacionalistas, sendo muito influenciado inicialmente por essas teologias.

Meu primeiro contato com a teologia reformada aconteceu pouco tempo após minha conversão, depois de um fato curioso. Certo dia, em 2001, um amigo católico me disse que o fundador do movimento protestante, chamado Martinho Lutero, ensinava que os cristãos poderiam viver da forma como quisessem, pois a salvação não dependia das boas obras. Achei isso bastante estranho e comecei a pesquisar a respeito, pois ainda não conhecia Lutero. Encontrei dois sites, Momentos com Jesus e Textos da Reforma, onde havia vários artigos que contavam a história da Reforma Protestante e dos reformadores. Passei a estudar o assunto e comecei a entender a salvação pela graça e a justificação pela fé. Apesar de meu entendimento sobre esses assuntos ser bem limitado na época, já era suficiente para perceber que a afirmação do meu amigo católico sobre Lutero era bastante distorcida e preconceituosa.

Ainda em 2001 conheci um fórum de discussão evangélico na internet, chamado Fórum Evangelho, do qual me tornei membro e que foi um dos grandes responsáveis pelo meu crescimento espiritual. Nesse fórum havia pessoas de todos os tipos: evangélicos das mais diversas linhas teológicas e denominações, membros de seitas e até ateus. Nesse ambiente eu pude conhecer muitas visões e opiniões a respeito de Deus e Sua Palavra, inclusive o arminianismo e o calvinismo.

Desde então reflexões sobre a predestinação e o livre-arbítrio se tornaram muito comuns em minha mente. Durante todo o ano de 2002 eu refleti sobre o assunto tentando resolver o conflito entre as duas correntes teológicas. Isso pode ser percebido através de um excerto do meu diário na época, dia 29/10/2002: "Em relação à Bíblia, me envolvi num grande problema teológico. Refiro-me à predestinação e ao livre-arbítrio, aos cinco pontos do calvinismo e aos cinco pontos do arminianismo. Achei na Bíblia fundamento para as duas linhas de pensamento contraditórias entre si. Isso não significa que a Bíblia seja contraditória, mas que eu não soube interpretar essa doutrina corretamente". Eu tentava resolver esse conflito apelando para a presciência divina, afirmando que Deus predestinava aqueles que Ele previa que O escolheriam. Mas eu não estava satisfeito com essa posição.

O ano de 2003 foi um ano de mudanças teológicas. Depois de muitos estudos abandonei o dispensacionalismo e o neopentecostalismo que exerciam forte influência sobre mim desde a minha conversão. Mas a principal mudança relacionava-se com a salvação e foi bem mais lenta e gradual. No início do ano eu havia lido alguns livros de uma seita chamada New Life Mission, cujo fundador ensinava que o cristão, após ser perdoado e justificado, não devia mais pedir perdão a Deus pelos seus pecados diários. Por causa disso, eu comecei a estudar mais sobre a salvação pela graça e a justificação pela fé, principalmente na visão dos reformadores, para entender melhor o assunto. Com esses estudos eu passei a crer na justificação da mesma forma que os reformadores, como a justiça de Cristo imputada aos pecadores, recebida mediante a fé n'Ele. Essa visão mais clara da justificação me levou a aceitar a perseverança dos santos, segundo a qual aqueles que foram salvos não podem mais perder a salvação. Foi nessa época, em junho, que eu escrevi um artigo chamado A Ira do Senhor, para o Jornal O Caminho, do qual eu era editor, onde eu deixei implícito que a salvação é eterna e não pode ser perdida. Com isso eu dava o primeiro passo em direção ao calvinismo.

Ainda em 2003 aconteceu um debate no Fórum Evangelho chamado Livre-arbítrio: quem defende, quem ataca, iniciado pelo irmão Clóvis. Nesse debate o Clóvis defendia que o homem é de tal modo depravado devido ao pecado original que não pode ser livre para escolher a Deus. Seus argumentos eram tão bíblicos que eu comecei a achar, pela primeira vez na vida, que os calvinistas poderiam estar certos e eu errado. Por esse motivo eu costumo dizer que esse irmão querido é meu pai na fé reformada, pois foi o primeiro que me apresentou o calvinismo de uma forma bastante bíblica e convincente.

Ainda que eu não tivesse reconhecido de pronto que o homem era desprovido de livre-arbítrio, aceitei a depravação total do homem, tentando conciliá-la, não sei de que modo, com o livre-arbítrio. Mas isso não continuou por muito tempo. Logo eu comecei a perceber que, se de fato o homem era tão depravado que não poderia livrar-se do pecado sozinho, não era possível que existisse um livre-arbítrio no homem. Fui tomado por um raciocínio que me perturbava constantemente, registrado no meu diário, dia 17/11/2003:

"O ser humano natural não pode livrar-se por si próprio do pecado. Só Deus pode livrá-lo. A incredulidade é um pecado. Logo, um ser humano natural não pode deixar de ser incrédulo por si próprio. Se não pode deixar de ser incrédulo, também não pode ter fé por si próprio, visto que a fé é o oposto da incredulidade, e para haver fé é necessário que não haja incredulidade. Sendo assim, para que alguém tenha fé, é necessário, antes, que Deus tire o pecado da incredulidade e Ele mesmo conceda fé a essa pessoa. Concluo, assim, que a fé não é uma característica inata do homem, mas um dom de Deus. O problema vem agora: se Deus é quem opera a fé no coração de uma pessoa, haverá, então, um livre-arbítrio para o bem? Pode alguém escolher ou desejar a Deus por si próprio? Eu acreditava que sim. Acreditava que a pessoa que deseja a salvação, escolhe a Deus e, então, Ele concede o dom da fé, para que a pessoa creia e seja salva. Mas esse pensamento é absurdo! Como alguém pode desejar algo em que não crê? Como pode escolher aquilo em que não acredita? Pois, se o livre-arbítrio para as coisas de Deus é exercido antes da fé, deve, então, ser exercido na incredulidade. Por outro lado, se admitirmos que só podemos escolher algo em que cremos (o que é bem mais racional) teremos que admitir que o livre-arbítrio só pode ser exercido se houver fé. Assim, a escolha por Deus só pode acontecer depois da fé ou simultânea a ela. Conclusão lógica: a salvação é fruto do livre-arbítrio de Deus e não do homem, pois o homem natural, incrédulo, não pode escolher a Deus, nem desejá-lo".

A verdade da depravação total estava me levando à doutrina da graça irresistível e, consequentemente, à eleição incondicional, como pode ser percebido no raciocínio acima. Eu tentei de várias formas refutar minha própria argumentação, mas não consegui, pois ela contava com o próprio testemunho bíblico a seu favor. Apresentei esses argumentos para alguns arminianos, mas eles não puderam me ajudar, com sua doutrina da graça preveniente.

Finalmente, em dezembro de 2003, eu entrei para uma lista de e-mails chamada Cristãos Reformados. Nessa lista apresentei meu raciocínio e fui definitivamente convencido da graça irresistível e da eleição incondicional por aqueles irmãos reformados. Logo depois recebi a expiação limitada sem muitas dificuldades, pois para mim ela era uma consequência lógica da eleição incondicional que eu já havia aceitado. Além do mais, assim como todos os demais pontos, ela era solidamente ensinada nas Escrituras. Assim, tornei-me um calvinista oficialmente em janeiro de 2004, aceitando integralmente os chamados Cinco Pontos do Calvinismo.

Após tornar-me um calvinista fiquei por um bom tempo guardando a fé reformada para mim, apenas lendo e estudando o assunto, principalmente no Monergismo, sem fazer nenhum tipo de divulgação. A primeira vez que falei publicamente sobre o assunto foi numa aula para jovens no final de 2004, intitulada "Quem é o Senhor do Destino?", onde falei superficialmente sobre predestinação e livre-arbítrio. Mas eu só passei a ser reconhecido como calvinista após um fato ocorrido no final de 2005. Fui convidado para dar uma aula aos professores e líderes da I.E.Q. Jardim dos Oliveiras, aproveitando a oportunidade para falar sobre depravação total e graça irresistível. Incrivelmente quase todos os irmãos concordaram com minha exposição! No final da aula um dos líderes presentes me questionou se eu era calvinista, o que confessei. Depois desse fato passei a falar abertamente sobre calvinismo e decidi criar um blog para divulgar a fé reformada, principalmente no meio pentecostal. Assim surgiu o blog Teologia e Vida, dia 16 de março de 2006.


Veja também:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Antes de partir

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À convite do meu querido pai na fé reformada Clóvis, do Cinco Solas, descrevo abaixo as oito coisas que gostaria de fazer antes de partir desta para melhor:

1) Ler todos os livros que já foram escritos. Como isso é impossível, serei mais modesto na expressão do meu desejo: quero ler todos os livros de filósofos como Platão, Aristóteles, Descartes, Kierkegaard, etc; de poetas como Homero, Hesíodo, Virgílio, etc; de historiadores antigos como Heródoto, Flávio Josefo, etc; de pais da igreja como Irineu, Tertuliano, Cipriano, Atanásio, Ambrósio, Crisóstomo, Agostinho, Leão Magno, Gregório Magno, etc; de escolásticos como Anselmo, Tomás de Aquino, etc; de reformadores como Lutero, Calvino, John Knox, etc; de puritanos como John Owen, Francis Turretin, John Bunyan, etc; de avivalistas como George Whitefield, Jonathan Edwards, etc; de pregadores como Charles Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones, John Piper, etc; todas as teologias sistemáticas reformadas existentes; os livros sagrados de todas as principais religiões; todos os livros de Shakespeare, Dostoievski, Júlio Verne, Mark Twain, Conan Doyle, Agatha Cristie, Monteiro Lobato, C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien e outras obras de ficção.

2) Aprender hebraico e grego para ler toda a Bíblia nos idiomas originais, pelo menos uma vez na vida.

3) Fazer um bacharelado em teologia em algum seminário reformado, de preferência no JMC, e uma pós-graduação na área, para dar aulas de teologia.

4) Casar com uma mulher envolvida na obra de Deus e ter dois filhos.

5) Visitar os principais pontos turísticos do Brasil e do mundo, o Oriente Médio, a Ásia Menor e outros locais bíblicos.

6) Plantar igrejas reformadas caseiras em pequenas cidades do Brasil que ainda não conhecem o evangelho da graça de Deus.

7) Fazer o possível para diminuir a injustiça social e os desastres ecológicos no Brasil e no mundo.

8) Assistir o final do seriado Lost ;-)

Esta brincadeira tem algumas regras:

- Escrever uma lista com oito coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui; 
- Passar o meme para oito pessoas; 
- Comentar no blog de quem lhe passou o meme;
- Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação"; 
- Mencionar as regras

Meus oito amigos convidados são: 

Andre Scordamaglio, do Descomplicando o Não-Complicável
Charles Grimm, do Deus Pro Nobis
Davi Luan Carneiro, outro colaborador deste blog
Felipe Sabino, do Monergismo
Helder Nozima, do Reforma e Carisma
Juan de Paula, do Café com Deus

Calvinismo na Bíblia (V): Perseverança dos Santos

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Parte: [1] [2] [3] [4] [5]

Perseverança dos Santos


A perseverança dos santos é o quinto e último dos Cinco Pontos do Calvinismo. Essa doutrina afirma que aqueles que foram eleitos e chamados por Deus não podem decair do estado de graça e perder a salvação; pelo contrário, eles estão eternamente salvos e perseverarão firmes até o fim. A perseverança deles não depende do seu próprio livre-arbítrio, mas da imutável eleição divina, da expiação realizada por Cristo que pagou todos os seus pecados, da atual intercessão de Cristo ao lado do Pai e da permanência do Espírito Santo neles, que é o selo e penhor da sua herança. Ainda que os eleitos não percam a salvação, eles podem cair em graves pecados, desagradando a Deus, entristecendo o Espírito Santo, escandalizando os outros e atraindo sobre si juízos temporais. Têm sua comunhão com Deus restaurada através do arrependimento e confissão.

A Bíblia é bastante clara ao afirmar a perseverança dos santos:

Salmos 37.28: "Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada."

Jeremias 31.3: "Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí."

Jeremias 32.40: "E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim."

Ezequiel 11.19-20: "E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus."

Mateus 18.12-14: "Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca."

Lucas 22.32: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos."

João 3.36: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece."

João 5.24: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida."

João 6.35-39: "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia."

João 10.26-29: "Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai."

João 17.6,11-15: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra [...] E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal."

Romanos 5.6-10: "Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida."

Romanos 5.17: "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo."

Romanos 8.1: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito."

Romanos 8.28-39: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

I Coríntios 1.7-9: "De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor."

I Coríntios 11.32: "Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo."

II Coríntios 1.22: "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações."

Efésios 1.3-5,13-14: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade [...] Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória."

Efésios 4.30: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção."

Filipenses 1.6: "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo."

Filipenses 3.13-16,20-21: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo [...] Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas."

I Tessalonicenses 5.23-24: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará."

II Tessalonicenses 2.13-14: "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; para o que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo."

II Tessalonicenses 3.3: "Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno."

II Timóteo 1.12: "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia."

II Timóteo 4.18: "E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém."

Hebreus 7.25: "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles."

Hebreus 9.12: "Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção."

Hebreus 10.14: "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados."

Hebreus 12.5-13: "E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado."

I Pedro 1.3-5: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo."

I João 1.8-10: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós."

I João 2.19: "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós."

I João 3.9: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

I João 5.4,11-13,20: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé [...] E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus [...] E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna."

Judas 1.1: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo."

Judas 1.24-25: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém."

Obs: Todas as referências bíblicas são da versão Almeida Corrigida e Fiel.

Punição versus Disciplina

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 PuniçãoDisciplina
FonteIra de DeusAmor de Deus
PropósitoVingança por um erroCorreção de um erro
Resultado socialAfastamentoReconciliação
Resultado pessoalCulpaComportamento justo
DestinatárioIncrédulosFilhos de Deus

Bibliografia: Teologia Sistemática de Franklin Ferreira e Allan Myatt, Editora Vida Nova
 

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