quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Pessoa e a Obra de Cristo

2 comentários

Sem dúvida alguma, a melhor definição da Pessoa e Obra de Cristo, depois da Bíblia, se encontra na Confissão de Fé de Westminster (1649), a mais conhecida confissão de fé reformada. Por tal motivo, decidi publicar o capítulo VIII da referida confissão, que trata de Cristo, o Mediador.


I. Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado. Ref.: Is.42:1; I Pd.1:19-20; I Tm. 2:5; Jo.3:16; Dt.18:15; At.3:20-22; Hb.5:5-6; Is.9:6-7; Lc.1:33; Hb.1:2; Ef.5:23; At.17:31; II Co.5:10; Jo.17:6; Ef.1:4; I Tm.2:56; I Co.1:30; Rm.8:30.

II. O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria e da substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem. Ref.: Jo.1:1,14; I Jo.5:20; Fl.2:6; Gl.4:4; Hb.2:14,17 e 4:15; Lc.1:27,31,35; Mt.16:16; Cl.2:9; Rm.9:5; Rm.1:3-4; I Tm.2:5.

III. O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida à divina, foi santificado e sem medida ungido com o Espírito Santo tendo em si todos os tesouros de sabedoria e ciência. Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a plenitude, a fim de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofício de Mediador e Fiador. Este ofício ele não tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai, que lhe pôs nas mãos todo o poder e todo o juízo e lhe ordenou que os exercesse. Ref.: Sl.45:5; Jo.3:34; Hb.1:8-9; Cl.2:3, e 1:9; Hb.7:26; Jo.1:14; At.10:38; Hb.12:24, e 5:4-5; Jo.5:22,27; Mt.28:18.

IV. Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente. Para que pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à lei, que ele cumpriu perfeitamente; padeceu imediatamente em sua alma os mais cruéis tormentos e em seu corpo os mais penosos sofrimentos; foi crucificado e morreu; foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a corrupção; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos com o mesmo corpo com que tinha padecido; com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à destra do Pai, fazendo intercessão; de lá voltará no fim do mundo para julgar os homens e os anjos. Ref.: Sl.40:7-8; Hb.10:5-6; Jo.4:34: Fl.2-8; Gl.4:4; Mt.3:15 e 5:17; Mt.26:37-38; Lc.22:24; Mt.27.46; Fl.2:8; At.2:24,27 e 13:37; I Co.15:4; Jo.20:25-27; Lc.24:50-51; II Pe.3:22; Rm.8:34; Hb.7:25; Rm.14:10: At.1:11; Jo.5:28-29; Mt.13:40-42.

V. O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai, e para todos aqueles que o Pai lhe deu adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança perdurável no Reino dos Céus. Ref.: Rm.5:19 e 25-26; Hb.10:14; Ef.1:11,14; Cl.1:20; II Co.5:18,20; Jo.17:2; Hb.9:12,15.

VI. Ainda que a obra da redenção não foi realmente cumprida por Cristo senão depois da sua encarnação; contudo a virtude, a eficácia e os benefícios dela, em todas as épocas sucessivamente desde o princípio do mundo, foram comunicados aos eleitos naquelas promessas, tipos e sacrifícios, pelos quais ele foi revelado e significado como a semente da mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, como o cordeiro morto desde o princípio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre. Ref.: Gl.4:45; Gn.3:15; Hb.13:8.

VII. Cristo, na obra da mediação, age de conformidade com as suas duas naturezas, fazendo cada natureza o que lhe é próprio; contudo, em razão da unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é às vezes, na Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza. Ref.: Jo.10:17-l8; I Pe.3:18; Hb.9:14; At.20:28; Jo.3:13.

VIII. Cristo, com toda a certeza e eficazmente aplica e comunica a salvação a todos aqueles para os quais ele a adquiriu. Isto ele consegue, fazendo intercessão por eles e revelando-lhes na palavra e pela palavra os mistérios da salvação, persuadindo-os eficazmente pelo seu Espírito a crer e a obedecer, dirigindo os corações deles pela sua palavra e pelo seu onipotente poder e sabedoria, da maneira e pelos meios mais conformes com a sua admirável e inescrutável dispensação. Ref.: Jo.6:37,39 e 10:15-16; I Jo.2:1; Jo.15:15; Ef.1:9; Jo.17:6; II Co.4:13; Rm.8:9,14 e 15:18-19; Jo.17:17; Sl.90:1; I Co.15:25-26; Cl.2:15; Lc.10:19.

Para ler toda a Confissão de Fé de Westminster, clique aqui.

Comentários

2 comentários em "A Pessoa e a Obra de Cristo"

Viviane disse...
22 de setembro de 2008 12:56

André gostei muito do Post! Consciência da obra e natureza de Cristo deve ser algo que os cristão mantenham sempre em mente.

E eu já te elogiei sobre o blog? Todo o conteúdo dele é muito bom, e muito importante na divulgação da fé reformada e de acordo com as escrituras...

Seu trabalho aqui é muito importante, e é um prazer ler seu blog.

Um grande abraço da sua irmã Vivi.

André Aloísio disse...
23 de setembro de 2008 23:29

Oi Vivi, graça e paz!

De fato, compreender a pessoa e a obra de Cristo é essencial para todo cristão.

Obrigado pelo comentário!

Beijos do seu irmão,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

 

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