domingo, 10 de fevereiro de 2008

As Duas Naturezas de Cristo

4 comentários


Este é um esboço de uma aula sobre as duas naturezas de Cristo ministrada por André Aloísio na I.E.Q. Jardim Von Zubem, no dia 10 de fevereiro de 2008.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14).

+ Introdução
  • A Bíblia ensina que Jesus é tanto verdadeiro homem quanto verdadeiro Deus, duas naturezas em uma única pessoa;

+ A Natureza Humana de Cristo

  • Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo em Maria (Mt.1:18; Lc.1:35);
  • Jesus possuía um corpo, mente e emoções humanas (Lc.2:40; Mt.4:2; Lc.23:46; Mc.13:32; Jo.11:35; Jo.13:21);
  • Jesus não possuía o pecado original, nunca pecou e, sendo verdadeiro Deus também, não era sujeito a pecar (Hb.4:15; 7:26; I Pe.1:16; 2:22; I Jo.3:5);
  • Jesus precisava ser verdadeiro homem para: a) obedecer a lei em nosso lugar (Rm.5:18-19); b) se oferecer como sacrifício por nós (Hb.2:16-17); c) compadecer-se como sumo sacerdote (Hb.2:18);
  • Jesus será um homem para sempre (Jo.20:25-27; At.1:11; 7:56);
  • Heresia: Gnosticismo: Ensina que Jesus não possuía um corpo humano real;

+ A Natureza Divina de Cristo

  • Jesus é chamado diretamente de Deus na Bíblia (Is.9:6; Jo.1:1; 20:28; Rm.9:5; Tt.2:13; Hb.1:8; II Pe.1:1);
  • Jesus possuía atributos divinos (Jo.5:58; Ap.22:13; Jo.21:17; Mt.18:21; 28:20);
  • Jesus recebe adoração (Fp.2:9-11; Hb.1:6; Ap.5:12-13);
  • Jesus precisava ser verdadeiro Deus: a) para arcar com toda a pena de todos os pecados dos que crêem; b) porque, como a salvação vem do Senhor (Jn.2:9), só Deus poderia salvar o homem; c) porque só alguém que fosse verdadeiro Deus e verdadeiro homem poderia ser mediador entre Deus e os homens (I Tm.2:5);
  • Heresias: a) Arianismo: Ensina que Jesus não era o verdadeiro Deus, mas um deus menor que o Pai; b) Kenoticismo: Ensina que Jesus abriu mão de atributos divinos quando se tornou homem e deixou de ser plenamente Deus;

+ A Encarnação: União das Duas Naturezas na Pessoa Única de Cristo

  • Heresias: a) Apolinarismo: Ensina que Jesus possuía apenas um corpo humano, mas não um espírito humano, pois o lugar do espírito foi ocupado pela natureza divina de Cristo; b) Nestorianismo: Ensina que havia duas pessoas em Cristo, uma pessoa humana e outra divina; c) Monofisismo: Ensina que Cristo possuía uma só natureza, originada de uma mistura das naturezas divina e humana;
  • Ensino bíblico: Jesus assumiu uma natureza humana em sua encarnação, e desde então possui uma perfeita humanidade (corpo e alma) e uma perfeita divindade, duas naturezas completas que, apesar de unidas, preservam suas propriedades, formando uma única pessoa, Jesus Cristo (cf. Definição de Calcedônia). Desta forma: a) Uma natureza faz coisas que a outra não faz (Jo.16:28; Mt.28:20); b) Tudo o que uma das naturezas faz, a pessoa de Cristo faz (I Co.15:3); c) Títulos que nos lembram de uma natureza podem ser empregados em referência à pessoa, mesmo quando a ação é realizada pela outra natureza (Lc.1:43; I Co.2:8).

Bibliografia:

Jesus Cristo: Verdadeiro Homem, Verdadeiro Deus, Revista, CPAD
Wayne Grudem, Teologia Sistemática, Vida Nova, capítulo 26

Comentários

4 comentários em "As Duas Naturezas de Cristo"

Anônimo disse...
24 de março de 2008 10:17

Interessante o estudo!
Estamos estando este trimestre na Igreja em que congrego temas relacionandos a Jesus e um desses temas, versa sobre as duas naturezas de Cristo.
Não concordo, com a afiramtiva, em que diz que Ele (Jesus), não podia pecar devido a Sua natureza divina.
O textos usados como base, falam sobre santificação e sobre as qualidade de Cristo como Sumo Sacerdote, mas não afirmam, que Ele não podia pecar.
Se Jesus, não fosse perfeito em sua humanidade (inclusive com a capacidade de pecar, embora não tenha pecado), o Seu sacrifício, seria inválido. Seu ministério, seria uma fraude, mas com toda certeza, não foi e a isso, dizemos glória!!!
Sola Scriptura!

valkir disse...
30 de setembro de 2009 13:22

gostaria de perguntar: se jesus era plenamente humano e plenamente Deus, como explicar que ele não sabia o dia e hora da sua vinda. se ele como humano estava 100% Deus que é onisciente, é dificil explicar, vc teria uma resposta???

André Aloísio disse...
30 de setembro de 2009 21:16

Olá Anônimo,

Os textos que você disse que eu usei para defender que não era possível que Jesus pecasse não foram utilizados por mim com tal propósito, mas para defender que Jesus nasceu livre do pecado original e que não cometeu nenhum pecado em toda a sua vida. Não existe um versículo bíblico que diga diretamente que Jesus não poderia ter pecado, mas essa verdade pode ser deduzida do fato de que Jesus é Deus. Sendo Deus, Jesus possui o atributo da santidade e da imutabilidade, o que o torna impecável, pois se Ele pudesse pecar, Sua natureza divina poderia ser mudada (Ml.4.6). Lembre-se que Deus não pode pecar.

Você disse que para Jesus ser perfeito em humanidade Ele precisaria ser capaz de pecar. No entanto, essa afirmação não se encontra em nenhum lugar das Escrituras. Na eternidade nós seremos perfeitos em humanidade, e no entanto não poderemos mais pecar. A possibilidade de pecar não é algo próprio da natureza humana.

Você também disse que se Jesus não fosse capaz de pecar, Seu sacrifício seria inválido e Seu ministério uma fraude. Mas essa é outra afirmação que eu não posso encontrar na Bíblia. Muito pelo contrário, se Jesus pudesse pecar, Seu sacrifício poderia ser inválido, pois se Ele tivesse pecado Ele não seria um substituto adequado para levar os nossos pecados sobre a cruz.

Estude melhor o assunto e creio que esse tema ficará mais claro.

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

André Aloísio disse...
30 de setembro de 2009 21:28

Olá Valkir, graça e paz!

Como eu digo no estudo, Jesus é uma única pessoa que, desde a encarnação, possui duas naturezas: a divina e a humana. Essas naturezas permanecem unidas na pessoa única de Cristo, mas não se misturam. Ou seja, Jesus é, ao mesmo tempo, 100% Deus e 100% homem.

Sobre a passagem de Mt.24.36, onde Jesus diz que o Filho não sabe o dia da Sua volta, precisamos interpretá-la levando em conta todo o ensino das Escrituras sobre Cristo. Como Deus é onisciente, e Jesus é Deus, nessa passagem Ele não poderia estar falando segundo Sua natureza divina. Em Sua natureza divina Jesus sabe o dia da Sua volta, do contrário Ele não seria onisciente e não seria Deus. Portanto, devemos entender que Jesus estava falando segundo Sua natureza humana. Como homem, Jesus não possui apenas um corpo, mas também uma mente humana que é tão limitada quanto a nossa. Com essa mente humana Ele não sabia o dia da Sua volta.

Espero que tenha ficado claro. Qualquer dúvida é só perguntar.

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

 

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