quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Pausa nas aulas de escatologia

Comente Aqui

Quero dar uma satisfação sobre minha pausa no preparo das lições da apostila A Segunda Vinda de Cristo e As Últimas Coisas. Devido a alguns problemas alheios à minha vontade, tive que parar com as aulas escatológicas na I.E.Q. Jardim Von Zubem. Como estou ministrando outros estudos para meus alunos agora (Enchimento com o Espírito Santo, Justificação pela Fé, Reforma Protestante, etc), está difícil arrumar um tempo de preparar duas lições semanais, a que irei ministrar na igreja e a lição para a apostila de escatologia. Porém, é minha intenção continuar escrevendo a apostila, e estou com a lição 4 quase pronta. Farei o possível para escrever todas as lições com regularidade semanal, como estava fazendo.


Agradeço a compreensão e o incentivo de muitos para que eu continuasse a escrever essa apostila. Na verdade, a aceitação da apostila superou minhas expectativas. Deus fez muito além do que eu podia pedir ou pensar, de tal forma que irmãos e pastores de algumas denominações estão utilizando a apostila em suas igrejas. Isso é gratificante para mim, mas a Deus seja toda a glória!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

490º Aniversário da Reforma Protestante

2 comentários

“Aviva a Tua obra, ó SENHOR!” (Hc.3:2)

O que foi a Reforma Protestante?

A Reforma Protestante foi o maior avivamento ocorrido na história da igreja. No dia 31 de outubro de 1517, num tempo de grande apostasia, Martinho Lutero, um homem levantado por Deus, elaborou 95 teses contra a venda de indulgências (perdão de pecados) pela igreja da Idade Média. Essa data marcou o início das igrejas evangélicas e de um avivamento sem precedentes na história: a Bíblia foi traduzida para diversas línguas e colocada nas mãos do povo; doutrinas fundamentais, como a justificação pela fé, foram recuperadas; a verdadeira adoração bíblica foi resgatada; o evangelho passou a ser pregado em diversas partes do mundo, etc.

Alguns anos depois, em 1529, certas pessoas queriam proibir os evangélicos de pregar em determinados territórios da Alemanha. Como eles protestaram contra essa proibição, ficaram conhecidos como “protestantes”. Por isso, esse grande avivamento passou a ser chamado de “Reforma Protestante”.

Precisamos de um avivamento hoje?

Hoje, 490 anos depois do início da Reforma, muitas igrejas chamadas evangélicas têm sofrido de males semelhantes ou piores aos da igreja da Idade Média: pessoas que se dizem cristãs continuam vivendo no pecado e líderes famosos estão ensinando doutrinas que não se encontram na Bíblia. Diante de tal apostasia e pecado, temos certeza de que precisamos de um avivamento hoje em nossas vidas e igrejas, um mover soberano e sobrenatural de Deus, derramando sobre nós do Seu Espírito e levando-nos de volta às verdades abandonadas da Palavra de Deus.

O que fazer para que o avivamento aconteça?

Deus é soberano e Seu Espírito sopra onde quer (João 3:8). Logo, nenhum cristão pode produzir avivamento, porque isso é obra de Deus. Porém, é responsabilidade do crente estar buscando um avivamento de todo o seu coração. Para isso, há duas coisas principais a se fazer:

1. Conhecer a Bíblia: Busque conhecer a Palavra de Deus profundamente e rejeite toda doutrina que não se encontra nela: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6:3);

2. Orar por um avivamento: Clame a Deus, com orações e jejum, por um avivamento em tua vida e na igreja atual: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (Atos 4:31).

Portanto, não fique parado! Conheça ao Senhor e clame com todo o teu coração: “Aviva a Tua obra, ó Senhor!”

domingo, 7 de outubro de 2007

Diferentes Interpretações do Livro de Apocalipse

11 comentários

O Apocalipse é um dos livros bíblicos mais difíceis de serem interpretados. Caracteriza-se pelo emprego freqüente de símbolos e figuras. Seus intérpretes discordam a respeito do modo e do tempo em que as visões dos capítulos 6 a 19 são cumpridas.

Identificamos quatro métodos de interpretação do livro de Apocalipse, a saber, o método preterista, o historicista, o futurista e o idealista. Há, ainda, intérpretes que defendem uma combinação desses métodos. O objetivo deste estudo é fazer uma abordagem sucinta de cada um desses métodos interpretativos, sem defender um ou outro.

1. O Preterismo
Essa corrente busca interpretar o Apocalipse com base no seu contexto histórico. O simbolismo desse livro se relaciona predominantemente (ou exclusivamente) com os eventos contemporâneos a João (o autor) e às sete igrejas asiáticas (os destinatários). O seu cumprimento teria ocorrido na destruição de Jerusalém (no ano 70 d.C.) ou do Império Romano.

Segundo essa interpretação, o Apocalipse teria sido escrito com o propósito de confortar e encorajar a igreja do seu tempo, em meio às terríveis perseguições que estavam sofrendo. A vinda do Senhor significa a intervenção divina a fim de destruir os governos perversos e estabelecer o seu reino (do Senhor). A besta simboliza o Império Romano; o falso profeta, a classe sacerdotal asiática que promovia o culto ao imperador. A grande meretriz do capítulo 17 seria a cidade de Roma no século I, ou, para alguns intérpretes, a Jerusalém apóstata. Segundo o método preterista, o Apocalipse não é um livro escatológico.

2. O Historicismo
O método historicista entende que o livro de Apocalipse é uma predição da história geral e eclesiástica. Esse método é extremamente amplo, podendo levar a diversas interpretações acerca dos símbolos e dos cumprimentos proféticos. O livro poderia fazer alusão a muitos acontecimentos, como as invasões bárbaras, o surgimento e a expansão do Islã, as pestes que ocorreram na Europa medieval, a Reforma Protestante, a Revolução Francesa e até as Grandes Guerras do século XX.

Uma linha de interpretação historicista que se tornou muito comum é a que identifica, na besta, o papado e, no falso profeta, a Igreja Romana. Por muito tempo o método historicista foi o predominante no meio protestante.

3. O Futurismo
O método futurista relaciona os símbolos e as profecias do Apocalipse com os acontecimentos do fim dos tempos, as últimas coisas. Tudo se encontraria no contexto da crise final que antecede a segunda vinda de Cristo. A besta seria um líder político que instauraria um governo mundial, exigindo a adesão de todos os povos. O falso profeta seria uma religião ou um movimento ecumênico que daria suporte espiritual ao governo do Anticristo.

Dentro dessa linha interpretação surgiu e destacou-se o dispensacionalismo. Este sugere que as sete igrejas asiáticas mencionadas no livro simbolizam sete períodos da história eclesiástica. Crê num arrebatamento secreto da igreja, ao que se segue um período de grande tribulação que duraria sete anos, no qual o povo judeu sofreria feroz perseguição, até que se convertesse a Cristo. Ao final desses sete anos, Cristo voltaria para destruir a besta, prender Satanás e estabelecer um reino de mil anos na terra.

4. O Idealismo
Esse método interpretativo não busca um cumprimento exato dos símbolos e profecias apocalípticas. O conteúdo do livro consistiria numa representação do conflito espiritual entre o reino de Deus e os poderes diabólicos. De modo que do Apocalipse se extrairiam princípios para guiar a igreja em sua batalha espiritual, qualquer que fosse a época.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Entendendo a Justificação pela Fé

4 comentários

Este é um esboço de uma aula sobre justificação pela fé ministrada por mim na IEQ Jardim Von Zuben, nos dias 6, 13 e 20 de agosto de 2006.

"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo..." (Rm.5:1)

A Lei, o Pecado e a Justiça de Deus

- A Lei de Deus está revelada na Bíblia e representa a vontade de Deus para todos os homens. Está resumida nos Dez Mandamentos (Ex.20:1-17), que por sua vez se resumem no Grande Mandamento de Cristo (Mt. 22:34-40);

- A Lei exige do homem completa obediência (Js.1:7; Tg.2:10);

- A obediência à Lei traz vida (Lv.18:5), mas sua desobediência traz morte (Gl.3:10; Rm.6:23);

- O pecado é a transgressão da Lei (I Jo.3:4);

- Adão pecou e como era representante de toda raça humana, o pecado foi imputado a todos os seus descendentes (Rm.5:12);

- Todos os seres humanos nascem com o pecado original, incapazes de obedecerem à Lei de Deus (Rm.3:9-12), por isso não podem alcançar a vida pela obediência à Lei (Gl.2:16) e estão condenados à morte;

- Deus é justo e Sua justiça exige que o pecado seja punido. Ele não pode inocentar o culpado (Na.1:3).

A Obediência e Morte de Cristo

- Deus amou ao mundo espontaneamente e decidiu enviar Seu Filho para salvar os pecadores de sua lamentável situação (Jo.3:16);

- Cristo obedeceu perfeitamente a Lei de Deus (Hb.4:15) em nosso lugar, sendo totalmente justo, mas apesar disso foi morto como um pecador, levando na cruz os nossos pecados (I Pe.2:24) e morrendo a morte que nós merecíamos.

A Justificação

- É o ato legal de Deus nos declarar justos baseado na justiça de Cristo (Rm.5:21);

- É um ato instantâneo e acontece no momento da conversão (Rm.4:3);

- Ela compreende dois processos: Deus nos perdoa de todos os nossos pecados e imputa a nós a justiça de Cristo, considerando a obediência e morte de Cristo como se fossem nossas (Rm.5:19);

- É pela graça, não por méritos pessoais (Rm.3:23-24; Ef.2:8-9);

- É obtida mediante a fé (Rm.3:28);

- A prova da fé verdadeira são as boas obras (Mt.12:33; Tg.2:17);

- A justificação não é a regeneração e a santificação;

- A justificação sempre foi mediante a fé, baseada na justiça de Cristo, mesmo no Velho Testamento; ela nunca foi pela obediência à Lei (Gn.15:6; Hc.2:4).

Bênçãos Decorrentes da Justificação

- Paz com Deus (Rm.5:1);

- Adoção e certeza da salvação (Rm.8:15-17);

- Vida eterna (Jo.5:24; 10:27-29).
 

Teologia e Vida © Revolution Two Church theme by Brian Gardner
Converted into Blogger Template by Bloganol and modified by Filipe Melo