segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A Segunda Vinda de Cristo e as Últimas Coisas: Lição 2

3 comentários

Sumário

Introdução
Lição 1: Uma Introdução à Doutrina da Segunda Vinda
Lição 2: Linhas Escatológicas
Lição 3: Como Será a Segunda Vinda
Lição 4: Sinais da Segunda Vinda
Lição 5: As Setenta Semanas de Daniel
Lição 6: A Grande Tribulação
Lição 7: O Anticristo
Lição 8: A Ressurreição e o Estado Intermediário
Lição 9: O Arrebatamento
Lição 10: O Milênio
Lição 11: O Juízo Final
Lição 12: Novos Céus e Nova Terra
Lição 13: Visão Panorâmica de Apocalipse
Bibliografia

Lição 2
Linhas Escatológicas

"Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos"
(Apocalipse 20:6).

Introdução

A palavra "escatologia" vem da combinação das palavras gregas "escathos", que significa "último", e "logia", que significa "estudo". Logo, a escatologia é o estudo das últimas coisas.

A escatologia é a área de estudo mais complexa e polêmica da teologia sistemática. As diferentes interpretações ocorrem quanto ao significado do milênio e sua relação temporal com a segunda vinda de Cristo. A palavra "milênio" significa "mil anos" e o termo vem do capítulo 20 de Apocalipse, onde é mencionado um reino de mil anos, como no texto chave desta lição. 

Há quatro linhas escatológicas principais entre os cristãos, todas tomando como base o tempo e significado do milênio, e sua relação com a segunda vinda de Cristo: pré-milenismo histórico, pré-milenismo dispensacionalista (ou pré-tribulacional), pós-milenismo e amilenismo. Nesta lição, cada uma dessas linhas de interpretação serão apresentadas com detalhes.

I. Pré-milenismo Histórico

O pré-milenismo histórico é uma interpretação encontrada em alguns pais da igreja, nos três primeiros séculos do Cristianismo, e em alguns protestantes durante a história, mas pouco comum atualmente. O prefixo "pré" significa "antes" e o pré-milenismo histórico ensina que a volta de Cristo ocorrerá antes do milênio.

Para esta visão escatológica, pouco antes da volta de Cristo haverá uma grande tribulação com duração indefinida, da qual a igreja participará. O chamado anticristo aparecerá neste período. Após a grande tribulação Cristo voltará de forma visível e gloriosa, ocorrerá a ressurreição dos crentes mortos, transformação dos crentes vivos e arrebatamento da Igreja para encontrar-se com Cristo em Seu retorno. Muitos dos incrédulos que estiverem vivos durante a segunda vinda se converterão, mas não todos.

Com a volta de Cristo a este mundo, Satanás será preso e Cristo inaugurará um reinado de mil anos sobre a terra, junto com os crentes ressurretos. Há divergência de opinião quanto à duração desse reinado ser de mil anos literais ou não. O milênio será um período de paz e grande progresso, onde o pecado estará controlado, mas não aniquilado, pois ainda haverá incrédulos vivendo sobre a terra.

Ao final do milênio, Satanás será solto e reunirá os incrédulos que se submeteram externamente ao reinado de Cristo, mas que nunca se converteram de fato, e os levará a batalhar contra Cristo e Seus santos. Porém, esses rebeldes serão derrotados definitivamente. Satanás será lançado no inferno, Cristo ressuscitará todos os incrédulos que já viveram neste mundo e se iniciará o juízo final, do qual participarão crentes, incrédulos e os anjos. Após o juízo final, os incrédulos serão lançados no inferno e os crentes entrarão no estado eterno, nos novos céus e na nova terra.

II. Pré-milenismo Dispensacionalista

O pré-milenismo dispensacionalista é uma nova variedade do pré-milenismo e surgiu no século XIX. Conquistou ampla popularidade em círculos fundamentalistas e é atualmente a visão escatológica mais conhecida entre os cristãos protestantes. Esta linha de interpretação também acredita que a volta de Cristo ocorrerá antes do milênio, como o pré-milenismo histórico. Porém, acrescenta-se mais uma vinda de Cristo antes da grande tribulação, que será um retorno secreto para tirar a Igreja deste mundo, e por isso esta visão é também chamada de pré-milenismo pré-tribulacional.

Segundo o dispensacionalismo (o sistema teológico onde o pré-milenismo dispensacionalista está incluído), a história da humanidade pode ser dividida em sete dispensações ou períodos, na qual Deus trata com o homem, especialmente com a nação de Israel, que é o centro do propósito de Deus. A Igreja do Novo Testamento seria um povo diferente de Israel do Antigo, e a atual era da Igreja, apenas um parênteses no plano divino para com os judeus.

No final da nossa era, chamada de dispensação da graça ou da Igreja, haverá um retorno secreto de Cristo antes da grande tribulação. Este retorno será invisível ao mundo e com ele haverá a ressurreição dos crentes mortos, transformação dos crentes vivos e o arrebatamento de ambos para encontrar-se com Cristo nos ares, ser julgados no chamado "tribunal de Cristo" e celebrar no céu as "bodas do Cordeiro". Este retorno secreto é conhecido como a primeira fase da segunda vinda.

Com o arrebatamento da Igreja se iniciará um período de grande tribulação no mundo, com duração de sete anos, pois segundo o dispensacionalismo este período será a última semana de anos de Daniel 9:24-27 (as setenta semanas de Daniel serão estudadas em detalhes na lição 5). Neste período, o anticristo terá um governo mundial em todo o mundo e perseguirá o povo judeu, que aceitará a Cristo como o Messias. No final da grande tribulação, Cristo retornará visivelmente ao mundo com a Igreja, no Monte das Oliveiras, e restaurará a nação de Israel. As nações serão julgadas e algumas delas deixadas para viver no milênio com Cristo. O anticristo e o falso profeta serão lançados no inferno, Satanás será preso, os crentes mortos durante a grande tribulação serão ressuscitados e se iniciará o milênio. Esta vinda visível de Cristo no final da grande tribulação é conhecida como a segunda fase da segunda vinda.

No milênio, haverá dois povos de Deus: Israel e Igreja, sendo a nação de Israel o principal povo do milênio. Haverá outros povos no milênio que foram julgados e tiveram sua participação permitida nesse reino. Porém, muitos dentre eles ainda serão incrédulos. Devido a isso, no final do milênio, Satanás será solto e levará os rebeldes a guerrearem contra Cristo e Seu povo, sendo destruídos por fim. Haverá, então, a ressurreição dos incrédulos e o juízo final, onde apenas os incrédulos serão julgados e lançados no inferno. Após o juízo final surgem os novos céus e a nova terra, onde os crentes habitarão eternamente com Deus. Alguns dispensacionalistas crêem que na eternidade ainda haverá uma diferença entre Israel e Igreja, enquanto outros crêem que os dois serão unidos num único povo.

III. Pós-milenismo

O pós-milenismo surgiu no século XVIII e é mais comum entre os protestantes de tradição reformada, apesar de atualmente alguns neopentecostais estarem adotando esse posicionamento. O prefixo "pós" significa "depois" e o pós-milenismo ensina que a vinda de Cristo acontecerá após o milênio.

Segundo esta interpretação, o milênio é simbólico e se refere ao reinado de Cristo na terra através da Igreja, que se iniciou com a Sua primeira vinda, mas que terá sua plenitude no futuro. Com a pregação do evangelho em todo o mundo, a Igreja aumentará em número, a ponto de quase todos se tornarem cristãos. Quando isso acontecer haverá um período de paz, prosperidade e grande avivamento em todo o mundo, de maneira sem precedentes na história. Esse período em particular é considerado como a plena manifestação do milênio e terá uma duração bastante longa, mas não necessariamente de mil anos. 

Para o pós-milenismo, não haverá um anticristo futuro, uma grande tribulação ou uma grande apostasia antes da volta de Cristo. As passagens que falam desses assuntos são normalmente interpretadas como já tendo se cumprido, através de uma linha de interpretação das profecias chamada preterismo, que será estudada na lição treze, sobre o Apocalipse. Outro distintivo do pós-milenismo é ensinar que o número de salvos será maior que o número de perdidos, tamanho será o número de conversões durante o milênio.

Após o milênio, Cristo voltará de forma visível, os mortos crentes e incrédulos ressuscitarão, os crentes vivos serão transformados, haverá o arrebatamento da Igreja, o juízo final para crentes, incrédulos e os anjos, e finalmente os novos céus e a nova terra.

IV. Amilenismo

O amilenismo foi a linha escatológica mais aceita entre os cristãos desde o século IV até o século XIX. Foi desenvolvido por Agostinho no século IV e V, mas é anterior a ele. Atualmente é a posição mais comum entre os cristãos reformados.

O nome dado a esta interpretação é inadequado, pois parece significar que para esta posição não há milênio algum, o que não é verdade. Para o amilenismo, o milênio é simbólico e não se refere a um reino físico de Cristo na terra por mil anos, mas ao seu reino celestial, com os santos que morreram e estão no céu, durante toda a era da Igreja. O número 1000 não é literal, mas simbólico, sendo derivado do número 10 (10 x 10 x 10 = 1000), que na Bíblia significa plenitude.

Com a primeira vinda de Cristo e o início do Novo Testamento, Satanás foi preso num sentido espiritual, e sua influência sobre as nações foi reduzida de forma que é possível a pregação do evangelho por todo o mundo. No final da era da Igreja, Satanás será solto, o anticristo surgirá e terá início a grande tribulação, pela qual a Igreja também passará. Após a grande tribulação, Cristo voltará de forma visível para todo o mundo, ressuscitará os crentes mortos, transformará os crentes vivos e os arrebatará até Sua presença. Ao mesmo tempo, os demais mortos também serão ressuscitados e se iniciará o juízo final, do qual todos participarão, crentes, incrédulos e os anjos. Após o juízo final o destino eterno de todos será proclamado: nos novos céus e nova terra com Deus ou no inferno com o diabo. Após o juízo final surgirão os novos céus e a nova terra, onde os salvos habitarão com Deus por toda a eternidade.

Conclusão

Nesta lição foram estudadas as principais linhas escatológicas, mas sem uma análise profunda das passagens bíblicas que cada uma delas utiliza para apoiar sua visão, devido ao tempo e propósito deste curso. A intenção não é estudar cada visão escatológica em particular, com todas seus argumentos e implicações, mas estudar o que a Bíblia ensina sobre a segunda vinda de Cristo, utilizando para isso a visão amilenista especificamente. Cabe aqui, porém, alguns comentários sobre os erros das diferentes interpretações estudadas nesta lição.

O principal erro do pré-milenismo histórico e dispensacionalista é interpretar o milênio literalmente, como sendo um reino físico e material de Cristo neste mundo, desprezando o simbolismo de Apocalipse em torno dos números e figuras. Outro erro é a crença em duas ou mais ressurreições, algumas antes do milênio para crentes e uma depois do milênio para os incrédulos. O dispensacionalismo em particular falha ao entender Israel e Igreja como dois povos diferentes, ao inventar uma vinda secreta de Cristo antes da grande tribulação apenas para crentes e ao separar os momentos de julgamento. O pós-milenismo é muito semelhante ao amilenismo, mas falha também por entender o milênio como um reino a ser implantando neste mundo e por sua visão otimista do futuro, distorcendo as passagens bíblicas que falam sobre uma grande tribulação e apostasia finais.

O amilenismo é a visão mais simples, natural e bíblica de todas, como se perceberá no decorrer deste curso. Como foi dito no início desta lição, a base para as divisões escatológicas existentes é o milênio e não a segunda vinda de Cristo propriamente dita. Isso é muito triste, pois a Bíblia não dá tal ênfase ao milênio, que só aparece uma única vez na Bíblia, em Apocalipse 20. A ênfase bíblica é sobre a segunda vinda de Cristo, que era a esperança da igreja primitiva. É perigoso montar todo um sistema teológico em cima de uma única passagem, de um livro simbólico como Apocalipse, e assim tentar acomodar toda a Bíblia segundo essa visão. Ao contrário, o milênio e todo o Apocalipse devem ser acomodados dentro do ensino geral das Escrituras sobre a volta de Cristo. O Apocalipse deve ser interpretado à luz da Bíblia, e não a Bíblia à luz do Apocalipse. E o amilenismo é a linha escatológica que cumpre essa tarefa com mais perfeição, colocando o milênio em seu devido lugar e enfatizando a grande doutrina da segunda vinda de Cristo, como faz o Novo Testamento.

Na próxima lição e na lição dez veremos como será a segunda vinda de Cristo e o milênio de acordo com a visão amilenista, desta vez analisando o que a própria Bíblia diz a respeito. E nas demais lições, cada um dos eventos mencionados nesta aula, relacionados com a segunda vinda de Cristo, serão estudados com detalhes.

Comentários

3 comentários em "A Segunda Vinda de Cristo e as Últimas Coisas: Lição 2"

Rodrigo disse...
21 de setembro de 2007 14:37

Muito boa lição André.
Parabéns.

André Scordamaglio disse...
19 de setembro de 2008 10:42

Olá André,

Gostaria só de esclarecer algumas coisas. Vou colocar o que você escreveu e contra-argumentar.

"O pós-milenismo surgiu no século XVIII"

Na verdade, o pós-milenismo surgiu com os pais da igreja. Ele foi sistematizado por Daniel Whitby (1700) mas Thomas Brightman (1562) já tinha muitas noções pós-milenistas.

Além do mais, quando você diz "O amilenismo foi a linha escatológica mais aceita entre os cristãos desde o século IV até o século XIX. Foi desenvolvido por Agostinho no século IV e V, mas é anterior a ele.", infelizmente você desconsidera que Agostinho se encaixa muito mais na visão pós-milenista do que amilenista. E isso com vários pais da igreja, como Orígenes, Eusébio e Atanásio. Segue comentário de Agostinho:

[Sobre Naum 1:8 e 2:1] "Além disso, nós já vemos as coisas desoladas e derretendo-se, isto é, os ídolos dos falsos deuses, exterminados pelo (ou através do) evangelho, e dados ao esquecimento até a sepultura, e nós sabemos que essa profecia está se cumprindo desta exata maneira" (City of God 18:31). Isso sem citar outras passagens.

Para você ter uma idéia, vou citar alguns historiadores e pesquisadores que consideram Agostinho pós-milenista: LaSor, Bebbington, von Harnack, Thomas Finger, Gary North, Boettner, e Walvoord.

Você também diz: "O pós-milenismo é muito semelhante ao amilenismo, mas falha também por entender o milênio como um reino a ser implantando neste mundo e por sua visão otimista do futuro, distorcendo as passagens bíblicas que falam sobre uma grande tribulação e apostasia finais."

Gostaria de saber exeticamente as passagens "distorcidas" e até quais autores pós-milenistas você já leu para refutar com tanta convicção assim o pós-milenismo.

Você também diz que "O amilenismo é a visão mais simples, natural e bíblica de todas, como se perceberá no decorrer deste curso."

Vamos esperar o final então para verificar isso. :)

Abraços Reformados

André Aloísio disse...
13 de outubro de 2008 21:14

Olá irmão André Scordamaglio, graça e paz!

Peço perdão pela demora em responder. Como eu havia te dito por e-mail, estava nas semanas de provas da faculdade.

Sobre a origem do pós-milenismo, tal assunto é bastante complexo. Posso dizer o mesmo sobre a origem do amilenismo. Isso se deve ao fato das duas visões escatológicas serem muito semelhantes no que se refere aos eventos finais da história. A única diferença se encontra em que o pós-milenismo é mais otimista quanto ao futuro do que o amilenismo.

Por tal semelhança, fica difícil dizer com certeza quem era amilenista e quem era pós-milenista antes do século XVIII, com as sistematizações de Daniel Whitby. Você citou vários autores que consideram Agostinho um pós-milenista. Mas você sabe que existem outros, como Ronald Hanko, que o consideram um amilenista. Em Agostinho podemos encontrar tendências em ambas as direções.

O que podemos dizer com certeza a respeito da visão escatológica dos cristãos anteriores ao século XVIII é que havia aqueles que interpretavam o milênio literalmente, como um reinado pessoal de Cristo na terra por mil anos, e aqueles que o interpretavam simbolicamente, e isso desde o século II. Entre os que entendiam o milênio de forma simbólica fica difícil separar amilenistas de pós-milenistas.

Em certo trecho você escreve: "Gostaria de saber exeticamente (sic) as passagens 'distorcidas' e até quais autores pós-milenistas você já leu para refutar com tanta convicção assim o pós-milenismo."

Primeiramente, eu não refuto o pós-milenismo com tanta convicção assim. Lembre-se que minhas lições escatológicas publicadas no blog eram originalmente lições de uma apostila de Escola Bíblica Dominical, escrita por mim. Minha intenção não era apresentar as visões escatológicas com profundidade, apenas estudar escatologia bíblica numa visão amilenista. Por tal razão, minha análise das outras visões escatológicas foi bastante simplista e genérica. Mas eu não sou tão contrário ao pós-milenismo como pode parecer. A visão escatológica problemática para mim é o pré-milenismo, principalmente o dispensacionalista.

Sobre os autores pós-milenistas que eu já li, desde junho de 2007 li todo o material sobre escatologia disponível no Monergismo, até agosto de 2007. Isso inclui autores como David Chilton, Gary North, Greg L. Bahnsen, Hermes C. Fernandes, Jay Rogers, Jack Van Deventer, Kenneth Gentry, Loraine Boettner, R. J. Rushdoony, etc. Inclusive eu quase me tornei um pós-milenista preterista na época. Desde que conheci o preterismo achei-o um sistema escatológico extremamente interessante e aparentemente consistente. O que me impediu de tornar-me um pós-milenista preterista foi justamente tais passagens "distorcidas" mencionadas por mim.

Uma dessas passagens é o sermão do monte das Oliveiras, em Mateus 24 e 25. Neste sermão, no capítulo 24, Jesus fala sobre apostasias, anticristos, falsos profetas e a grande tribulação antecedendo Sua vinda. O preterismo, que é o que dá consistência ao pós-milenismo, interpreta todos esses eventos como tendo se cumprido no primeiro século, e interpreta a vinda de Cristo nas nuvens de forma simbólica, como sendo o juízo de Deus contra Jerusalém, em 70 d.C. Porém, em Mateus 25, onde Jesus fala sobre Sua vinda e o juízo final, o preterismo entende literalmente, interpretando como a segunda vinda de Cristo no final da história. Portanto, a vinda de Mateus 24 é entendida como sendo diferente da vinda de Mateus 25. Isso me incomodou muito, uma vez que o texto não faz essa diferenciação.

Como se não bastasse, o preterismo transportou essa diferenciação entre vindas de Cristo por todo o Novo Testamento, entendendo todas as passagens que se referem a uma vinda de Cristo próxima como sendo o juízo de Deus na destruição de Jerusalém, e as demais como a segunda vinda de Cristo no fim. Essa divisão é bastante artificial e não pode ser percebida numa leitura natural do Novo Testamento.

Estou falando sobre o preterismo porque apenas com ele o pós-milenismo faz sentido. Sem o auxílio do preterismo fica difícil para o pós-milenismo conciliar as passagens "pessimistas" do Novo Testamento com sua visão otimista do futuro.

Para terminar, gostaria de dizer que esse não é um assunto que me interessa debater no momento. Não seria muito proveitoso para mim, já que eu pude conhecer bem o pós-milenismo com meus estudos no ano passado. Mas é bom reforçar que eu não tenho muitos problemas com o pós-milenismo e não tenho certeza absoluta de que eu nunca irei adotá-lo no futuro, com mais estudo bíblico.

Obrigado pelo comentário! Que Deus te abençoe grandemente!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

 

Teologia e Vida © Revolution Two Church theme by Brian Gardner
Converted into Blogger Template by Bloganol and modified by Filipe Melo