quinta-feira, 18 de maio de 2006

Boas novas aos indignos e pecadores

4 comentários

“Então, lhes ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5:29-32)

Na época de Jesus, havia muitos que se consideravam justos. Não admitiam ser pecadores, e se orgulhavam de suas boas obras, considerando que estavam satisfazendo ao coração de Deus e que mereciam a vida eterna. Grande engano!

A Bíblia diz que todos os homens são pecadores, sem exceção. Não há quem seja justo, nem sequer um. Até mesmo as nossas justiças, como disse o profeta Isaías, são como trapos imundos. O nosso coração é, por natureza, pervertido, somos inclinados a praticar o mal, sendo escravos do pecado e do diabo. O homem odeia a Deus, e ama ao pecado. A não ser que você tenha se convertido, tal é a sua situação.

Muitos, no entanto, não compreendem isso. Vestem-se de um manto de justiça própria que é detestável aos olhos de Deus. Você, que confia nas suas próprias “boas” obras, saiba que elas chegam a Deus como cheiro desagradável, como que de esgoto. Você não pode salvar a si mesmo. O seu pecado é terrível demais para ser compensado com obras aparentemente boas. Não seja tão cego, a ponto de não enxergar as suas próprias iniqüidades, e a sua incapacidade em agradar a Deus e limpar os seus pecados.

Os que se tem por justos estão automaticamente declarando que não precisam de Cristo. Jesus veio para salvar pecadores, e não pessoas “boas”. Justos não precisam ser perdoados, muito menos receber um novo coração. Eles estão em plena saúde espiritual, e não necessitam do remédio de Deus para o pecado. Entenda de uma vez por todas: só pecadores precisam de Cristo.

A salvação é pela graça de Deus. Graça significa favor imerecido. É o amor de Deus para com aquele que merece a Sua ira. Como todos os homens são pecadores e merecem esta ira, todos os que querem a salvação precisam da graça, como revelada em Cristo Jesus. É como disse o apóstolo Paulo, “se é pela graça já não é pelas obras, de outra maneira, a graça já não é graça”. A graça elimina todo mérito humano, de modo que só o Senhor é glorificado.

“Justos”, eu sei que estou lhes trazendo uma notícia desagradável. Fere o seu orgulho saber que as suas justiças não tem nenhum valor diante de Deus, não é mesmo? Enquanto vocês não descerem ao vale da humilhação, enquanto não rasgarem os seus corações em profunda convicção de pecado, nunca serão salvos. Enquanto não compreenderem o terrível estado de suas almas, a sua grande necessidade e total incapacidade, jamais poderão receber a vida eterna. Abram os olhos, hipócritas! Vocês, que justificam a si mesmos, tomem cuidado, para não serem condenados por Deus.

Agora, quero me dirigir aos indignos e pecadores. Se você, meu querido amigo, tem reconhecido o seu estado de miséria e pecado, eu me alegro muito. Isso significa que o Espírito de Deus está operando no seu coração. Você se sente incapaz de realizar a vontade de Deus? O peso do pecado tem pesado sobre os seus ombros? O sentimento de culpa tem tirado a sua alegria? Você se sente o pior dos pecadores? Ah, leitor, é para pessoas como você que Cristo veio ao mundo. Creia que Cristo padeceu pelos seus pecados, carregando todos eles sobre a cruz, e ressuscitou ao terceiro dia, para que você possa ser completamente perdoado. Arrependa-se, e creia nas boas novas do Reino de Deus. Creia que Jesus Cristo é suficiente para salvá-lo eternamente. Abandone todas as suas maldades, e submeta-se ao Senhorio de Jesus.

As obras não são causa da salvação, porém conseqüência dela, brotando de vidas que têm sido transformadas pelo Espírito Santo. Só é possível realizar obras agradáveis a Deus após ter sido convertido, após ter encontrado a verdadeira vida.

Há quem justifica a si mesmo; porém, há aqueles que são justificados pelo próprio Deus. É melhor ser bendito pelo Senhor do que ser bendito por si mesmo, ou pelos homens. Glória a Deus, por tamanha graça!

“Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado, mas o que se humilha será exaltado.” (Lucas 18:9-14)

Comentários

4 comentários em "Boas novas aos indignos e pecadores"

Anônimo disse...
21 de novembro de 2008 08:45

No item que vc fala sobre as boas obras de um impio, que chegam as narinas do Senhor como esgoto, gostaria de comentar:
1. Ao evangelizar pessoas que fazem boas obras, devemos dizer a elas que o que elas fazem são detestáveis?
2. Deve-se levar em consideração o que um anjo do Senhor disse para Cornélio em Atos 10.4 "As tuas orações e as tua esmolas subiram pra memória diante de Deus".
3. Deus coloca as pessoas com seus corações prontos para ouvir;
4. Nós, assim como Pedro: (At. 10.34ss) Devemos anunciar o perdão de Deus por meio de Jesus e não condenar as "boas obras" dos impios, devemos condenar sim as "más obras" que são os pecados.
5. O fato de eles fazerem boas obras para herdar o reino de Deus é feita por ignorância e não por provocação.
6. Devemos ensiná-los que a salvação precede as boas obras, assim como Cornélio.
Deus te abençoe.

ramon disse...
17 de abril de 2009 14:31

gostei da argumentação e é realmente isto que as pessoas fazem.

mas veja que não somente as obras dos impios são detestáveis diante de Deus para a salvação, omo também as obras daqueles que se dizem cristão e tentam se mostrarem melhores diante de Deus por causa de suas obras.

as nossas obras, mesmo depois de salvos, se não tiverem o intuito de glorificar a Deus, serão consideradas com trapos de imundicias, ou seja, pano sujo de mestruação, iante de Deus.

André Aloísio disse...
20 de junho de 2009 17:18

Olá Anônimo,

Apesar de eu não ser o autor deste artigo, gostaria de responder suas perguntas:

"1. Ao evangelizar pessoas que fazem boas obras, devemos dizer a elas que o que elas fazem são detestáveis?"

Sim, devemos, porque a Bíblia deixa bem claro que "Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer." (Rm.3.10-12). Mesmo as "boas obras" dos ímpios, aos olhos de Deus, são detestáveis, porque "tudo o que não provém de fé é pecado" (Rm.14.23). Além do mais, tais obras não tem o objetivo de glorificar a Deus (I Co.10.31), o que também faz delas uma abominação diante dEle.

"2. Deve-se levar em consideração o que um anjo do Senhor disse para Cornélio em Atos 10.4 'As tuas orações e as tua esmolas subiram pra memória diante de Deus'."

Cornélio não era um ímpio, ele era um gentio que cria no Deus de Israel e, obviamente, cria no Messias que viria. Ele estava na mesma situação dos crentes do Antigo Testamento. Portanto, o caso de Cornélio não se aplica à presente discussão.

"3. Deus coloca as pessoas com seus corações prontos para ouvir;"

Sem dúvida alguma, mas Ele não faz isso com todas as pessoas, apenas com Seus eleitos (At.16.14).

"4. Nós, assim como Pedro: (At. 10.34ss) Devemos anunciar o perdão de Deus por meio de Jesus e não condenar as "boas obras" dos impios, devemos condenar sim as "más obras" que são os pecados."

Nós devemos condenar todas as obras dos ímpios, porque todas elas são más aos olhos de Deus e são pecado, como eu mostrei acima. Só podemos anunciar o perdão de Deus por meio de Jesus após ter anunciado a Lei e seu juízo de tal modo que os pecadores sejam convencidos dos seus pecados pelo Espírito Santo. Só alguém que está convicto de seu pecado pode estar aberto para ouvir o evangelho e recebê-lo, arrependendo-se e crendo.

"5. O fato de eles fazerem boas obras para herdar o reino de Deus é feita por ignorância e não por provocação."

Mesmo que seja feito por ignorância, ainda assim é pecado. Deus considera pecado mesmo aquilo que é feito por ignorância: "Se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do SENHOR aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada e levará a sua iniqüidade" (Lv.5.17).

"6. Devemos ensiná-los que a salvação precede as boas obras, assim como Cornélio.
Deus te abençoe."


Exatamente. Mas isso não anula nossa responsabilidade de anunciar que todas as obras dos ímpios são más, mesmo aquelas que aos olhos humanos parecem boas.

Espero que tenha ficado claro.

Que Deus te abençoe!

Abraços,

André Aloísio
O principal dos pecadores (I Tm.1.15)

Daniel B. Schütz disse...
22 de outubro de 2009 20:55

Muito bons estes textos!!
Estive por estes dias pensando em fazer alguns folhetos que proclamem a justiça de Deus, pois os folhetos que encontro em minha cidade ditos "evangelísticos" não são bons, sentia falta de algo mais consistente!!O irmão poderia permitir a publicação de alguns deste textos para distribuição?

 

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