segunda-feira, 20 de maio de 2013

Seminário Teológico do Nordeste: um lugar onde Teologia e Vida se encontram

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Será possível encontrar uma escola de teologia onde o estudo teológico não seja divorciado da vida devocional? Onde os professores não sejam meros acadêmicos, mas pastores piedosos? Onde os alunos sejam estimulados não apenas a memorizar todos os paradigmas da 3ª declinação do grego coinê, mas também a se dedicar à adoração particular, doméstica e pública? Sim, essa instituição de ensino teológico existe, e o seu nome é Seminário Teológico do Nordeste (STNe).

De fato, o Seminário Teológico do Nordeste é um lugar onde Teologia e Vida se encontram. Na verdade, Teologia e Vida estão no próprio lema do STNe, que é "Pieta et Scientia" (Piedade e Conhecimento). Para que os leitores deste blog, especialmente os da região Norte e Nordeste, conheçam um pouco mais sobre o STNe, coloquei abaixo algumas informações do Seminário retiradas do próprio site. Muitas outras informações poderão ser encontradas no site, que pode ser acessado clicando aqui.

O Seminário Teológico do Nordeste é uma das instituições de ensino teológico da Igreja Presbiteriana do Brasil. Surgiu graças ao espírito empreendedor da Igreja Presbiteriana da Coreia, que enviou para Teresina o Rev. Sung Il Kang. 
Inaugurado em 1992, como Instituto Bíblico do Nordeste, tornou-se Seminário Teológico do Nordeste em 1995 , sendo formalmente recebido pela IPB em 2002, por decisão da reunião ordinária do Supremo Concílio, evento ocorrido no Rio de Janeiro sob a presidência do Rev. Roberto Brasileiro Silva. O Seminário, desde então, encontra-se sob a jurisdição da JURET N/Ne, que naquela data era presidida pelo presb. Uziel Furtado Gueiros Filho. A referida JURET designou os Revs. Maely Ferreira Vilela e Moisés Cavalcante Bezerril como diretor e capelão, respectivamente. Atualmente a direção é composta, desde janeiro de 2013, pelo Rev. José Alex Barreto Costa Barbosa (diretor) e pelo Rev. Jefté Laves de Assis (capelão).
O STNe se propõe a combinar três grandes objetivos, indispensáveis à formação pastoral, a saber: erudição, fidelidade doutrinária e piedade. Para tanto, dispõe de um colegiado de professores qualificados, atendendo aos padrões de titulação exigidos pela JET, que tem contribuído para que os seus discentes obtenham excelentes resultados em todas as edições do Exame Nacional de Formandos – o provão. 
O Seminário enfatiza a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento teológico, reafirmando sua fidelidade às Escrituras Sagradas, como única regra de fé prática, sua lealdade à Confissão de Fé de Westminster e seus Catecismos, sua obediência à Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil e sua permanente vigilância pela manutenção de um clima organizacional que valorize a espiritualidade, o companheirismo, a experiência pastoral e o ardor missionário. 
O patrimônio físico do STNe conta com uma chácara aprazível em um dos bairros residenciais de Teresina, onde se encontra um conjunto arquitetônico que compreende salas de aula, biblioteca, alojamentos para alunos solteiros e casados, residências de professores, capela e área de lazer com campo e quadra poliesportiva. Conheça, ore e ajude o STNe, uma casa de Profetas de Portas abertas para acolher e treinar vocacionados.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Exposição de 1 Coríntios 14.6-12: Falar em línguas sem interpretação não é proveitoso para a igreja

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 12/05/2013.

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Pregação Autêntica

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Texto escrito pelo irmão Davi Luan Carneiro, no dia 6 de janeiro de 2013.

Em Mateus 3.7-12, vemos a conversa de João Batista com os fariseus e saduceus. Como precursor do Messias, João Batista foi um modelo de pregador. Que tal observarmos o seu diálogo, a fim de aprendermos sobre como é a pregação autêntica?

Em primeiro lugar, a pregação autêntica confronta o pecado. No verso 7, João Batista não hesitou em dirigir-se aos seus ouvintes com termos fortes e inconfundíveis: "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?". A pregação cristã não é auto-ajuda, nem consiste em discurso motivacional. Nosso objetivo não é acariciar o ego dos nossos ouvintes, nem dizermos palavras bonitas e inspiradoras. Precisamos, com sinceridade e amor, confrontar o pecado. É necessário mostrar o que é o pecado e a grande culpa que os pecadores carregam. Se não formos claros a respeito da natureza, engano e consequências do pecado, nossos ouvintes não poderão ser salvos. Eles nunca apreciarão a graça salvadora de Jesus Cristo, enquanto não conhecerem a miséria devastadora de seus próprios corações.

Além disso, a pregação autêntica convoca ao arrependimento. No verso 8, lemos a convocação de João Batista: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento". Em outras palavras, eles deveriam arrepender-se e mostrar obras comprovadoras do arrependimento. Esse tipo de mensagem é essencial no Evangelho de Cristo. Apesar de todas as pessoas serem pecadoras, Deus está disposto a perdoar e salvar todos aqueles que, em arrependimento, aproximam-se de Cristo pela fé. Somente Jesus salva, mas não existe salvação sem arrependimento. Os pregadores do Evangelho precisam entender que não podem deixar seus ouvintes confortáveis em suas vidas pecaminosas, mas devem incomodá-los com a mensagem do arrependimento.

João Batista continua, mostrando-nos que a pregação autêntica denuncia a falsa segurança. No verso 9, o profeta orienta seus ouvintes a não serem presunçosos, pensando que estão seguros simplesmente por serem descendentes de Abraão. Hoje em dia, há muitos que têm uma falsa segurança de salvação. Alguns sentem-se seguros por acharem que são boas pessoas. Outros, por sua vez, pensam que tudo está bem pelo fato de serem membros de uma igreja. Que cada um de nós tome cuidado! A verdadeira segurança de salvação é obra do Espírito Santo, que fala ao nosso coração por meio da Palavra de Deus, nos mostrando que fomos salvos pela maravilhosa graça do Senhor Jesus Cristo, que padeceu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. A pregação autêntica ensina isso. Ela denuncia a falsa segurança, a fim de que os ouvintes possam, pela graça, gozar da verdadeira segurança.

Em quarto lugar, a pregação autêntica adverte sobre o juízo final. No verso 10, João Batista fala com toda a ousadia: "E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo". A humanidade caminha segundo o seu próprio coração, vivendo conforme os seus desejos e desprezando o Seu Criador. As pessoas ignoram que, um dia, terão de comparecer perante Deus e serão julgadas por Ele. Esse juízo certamente virá. Será inescapável, exaustivo, definitivo. O Deus que vê tudo, inclusive as profundezas de cada coração, há de julgar a Sua criação. A pregação autêntica adverte sobre isso. Ela não deixa os pecadores continuarem vivendo como se nunca tivessem de prestar contas ao Senhor do universo.

O relato bíblico prossegue, ensinando-nos que a pregação autêntica anuncia o Senhor Jesus. No verso 11, João Batista aponta para o Messias, dizendo: "Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de carregar". O supremo assunto da pregação cristã é o Senhor Jesus Cristo. Ele é o Rei do universo e toda a criação deve adorá-Lo. Ele é o Criador, que formou o mundo com Seu grande poder. Ele é o Sustentador, que mantém todas as coisas pela Sua Palavra. Ele é Aquele que se fez homem e viveu no meio de nós, vencendo o mundo, triunfando sobre as tentações e derrotando o diabo. Na cruz, movido por um grande e incompreensível amor, Jesus suportou a culpa dos pecados de Seu povo, para que pudesse libertá-lo para sempre. Além disso, ao terceiro dia Ele ressuscitou dentre os mortos e está vivo, assentado à direita do trono de Deus. Um dia, o Cristo ressuscitado voltará com grande poder, destruindo definitivamente todo o mal que há no mundo e trazendo toda a Sua Igreja para Si. Que maravilhoso é o Senhor Jesus Cristo! Quem é como Ele? Seu caráter é glorioso, Suas obras são poderosas! O pregador do Evangelho é sempre cristocêntrico. Seu grande assunto é a Pessoa e obra de Cristo. Toda a pregação gira em torno do Senhor Jesus e é, acima de tudo, realizada para a glória do Seu nome.

Por fim, a pregação autêntica celebra as riquezas da graça. Nos versos 11 e 12, João Batista fala sobre o dom do Espírito Santo e sobre o trigo sendo recolhido no celeiro. Acredito que um dos principais motivos pelo qual o povo cristão está perdendo o vigor espiritual é que os pregadores não têm ensinado a respeito das abundantes riquezas da graça de Deus. A Bíblia usa palavras elevadíssimas a respeito do que Deus fez, tem feito e fará em favor de Seus filhos, e a pregação autêntica precisa afirmá-las com toda a profundidade possível. Veja só o que encontramos, por exemplo, na carta de Paulo aos Efésios. Lá é dito que fomos eleitos antes da fundação do mundo (1.4), selados com o Espírito Santo da promessa (1.13), alvos da sobre-excelente grandeza do poder de Deus (1.19), ressuscitados juntamente com Cristo (2.5), colocados nas regiões celestiais em Cristo (2.6), presenteados com as abundantes riquezas de Sua graça (2.7-8) e amados com um amor que excede toda a compreensão humana (3.19). A lista poderia continuar indefinidamente, em Efésios e nos demais livros da Bíblia. A pregação autêntica celebra as riquezas da graça de Deus, que encontram-se abundantemente no Senhor Jesus Cristo.

Caso você seja um pregador, atente para o modelo de João Batista e pratique-o. E que todos nós possamos orar ao Senhor, clamando para que Ele desperte pregadores autênticos, que glorificarão o nome de Jesus e serão instrumentos de salvação e edificação para o mundo.

Com amor,
Davi.

sábado, 11 de maio de 2013

Soneto da Exegese

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Poema escrito pelo irmão Davi Luan Carneiro.

A exegese é tarefa da mente
É preciso usar a inteligência
Pensar com muito afinco
Raciocinar com coerência

A exegese é tarefa do coração
É preciso usar a sensibilidade
Deixar-se ser transformado
Alegrar-se com a verdade

Regue sua exegese com adoração
Celebrando o Autor da revelação
E compreenda os tesouros do Seu amor

Ao interpretar, seja interpretado
Pelo vislumbre da glória, transformado
E aproxime-se mais do Seu Senhor!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Exposição de 1 Coríntios 14.1-5: A profecia é superior ao falar em línguas sem interpretação

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 05/05/2013.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Exposição de 1 Coríntios 13.8-13: Os dons espirituais são passageiros diante da eternidade do amor

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 28/04/2013.

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Errata: O verbo traduzido como “conhecerei” no v.12, de fato, tem a forma da voz média no grego, mas como é um verbo depoente, o seu significado é da voz ativa. Assim, ele não tem um significado reflexivo (“me conhecerei”) como eu disse no sermão equivocadamente, mas ativo (“conhecerei”), como aparece em todas as traduções. Assim, a tradução mais literal do v.12, parte b, seria: “agora conheço em parte, mas então conhecerei exatamente como também fui conhecido”. Isso, porém, não afeta o argumento do sermão de que Paulo está falando sobre o conhecimento de si mesmo, como pode ser percebido pelo final do versículo (“como também fui conhecido”) e pela própria ilustração do espelho, onde ele se vê no espelho de forma obscura, e depois face a face.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Exposição de 1 Coríntios 13.4-7: A essência do amor é a busca pelo bem do próximo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 21/04/2013.

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Exegese de Atos 2.41-47

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O grande objetivo de Lucas nesta passagem é mostrar que a perseverança daqueles que são acrescentados à Igreja por meio da Palavra e do batismo resulta no acréscimo de outros pelo Senhor Jesus Cristo.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Exposição de 1 Coríntios 13.1-3: Amor é o que torna válido o exercício dos dons espirituais

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 14/04/2013.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Exposição de 1 Coríntios 12.27-31: Os dons espirituais são dados a cada membro do Corpo de Cristo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 07/04/2013.

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Exposição de 1 Coríntios 12.21-26: A variedade no Corpo de Cristo mostra a importância dos outros como membros desse Corpo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 31/03/2013.

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Exposição de 1 Coríntios 12.14-20: A variedade no Corpo de Cristo mostra a nossa importância como membros desse Corpo

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 24/03/2013.

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Exposição de 1 Coríntios 12.12,13: O batismo com o Espírito Santo forma o Corpo de Cristo como uma unidade

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 17/03/2013.

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terça-feira, 19 de março de 2013

7 anos de Teologia e Vida

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Dia 16 de março, o blog Teologia e Vida completou seu 7º aniversário. Quero aproveitar a ocasião para reafirmar o propósito deste blog e compartilhar como tenho buscado aplicá-lo em minha vida cristã.

O blog Teologia e Vida foi criado para mostrar que teologia e vida, doutrina e prática, conhecimento e piedade, são dois aspectos da fé cristã que não podem ser separados. Paulo diz em Colossenses 1.9,10:

“Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus”.

Observe como Paulo une teologia e vida de forma inseparável: ele deseja que os colossenses transbordem de pleno conhecimento da vontade de Deus (teologia), para que eles possam viver de modo digno do Senhor (vida), e viver de modo digno do Senhor significa não apenas frutificar em toda boa obra, mas também crescer no pleno conhecimento de Deus (teologia novamente). Paulo não separou essas duas realidades e nem nós devemos separá-las.

Porém, frequentemente nós as separamos. É muito comum que um cristão que começa a se aprofundar no estudo do Ser de Deus e de Suas obras se esqueça de que o objetivo desse aumento de conhecimento é um proporcional aumento de piedade. Esse erro é especialmente comum entre alguns irmãos reformados, que são especialmente afeitos ao estudo das Sagradas Escrituras. Da mesma forma, é bastante comum que um crente no Senhor Jesus esteja tão preocupado com a parte prática da religião que menospreze a importância do conhecimento de Deus. Muitos querem praticar a vontade de Deus antes mesmo de conhecê-la, o que é impossível. Nesse extremo encontram-se muitos irmãos pentecostais, absolutamente apaixonados por experiências e por um Cristianismo prático. Esses dois extremos – o abandono da vida em detrimento da teologia, e da teologia em detrimento da vida – estão errados.

Eu mesmo experimentei essa dicotomia entre teologia e vida. Eu era como um pêndulo, ora do lado da teologia, ora do lado da vida, sem nunca alcançar um equilíbrio. Assim, criei o blog Teologia e Vida, para lutar contra essa dicotomia, não apenas na vida dos outros, mas em minha própria. Certamente eu ainda luto para alcançar esse equilíbrio, assim como todo cristão que aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Mas posso dizer que tenho sido muito auxiliado nessa tarefa desde que encontrei alguns modelos desse equilíbrio, ainda que imperfeitos: os puritanos dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Além do próprio Senhor Jesus e dos heróis da fé bíblicos, não encontrei na história da Igreja melhores modelos de união entre teologia e vida do que os puritanos. Em seus escritos, eles entrelaçam de tal forma a doutrina e a prática que é impossível separá-las. A doutrina deles era profundamente prática, e a sua prática, essencialmente doutrinária. A melhor cristalização da visão puritana se encontra nos documentos da Assembleia de Westminster, especialmente a Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve. E no Breve Catecismo de Westminter podemos ver a inseparabilidade da teologia e da vida:

Pergunta 3: Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam? Resposta: A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer acerca de Deus (teologia), e o dever que Deus requer do homem (vida).

Desejo que vocês, leitores deste blog, busquem sempre o equilíbrio entre teologia e vida. E quero motivá-los a aprender esse equilíbrio com esses nossos irmãos do passado, os puritanos, que conseguiriam relacionar tão bem esses dois lados da mesma moeda. Muitos livros deles têm sido publicados em português pelas editoras Cultura Cristã, Fiel, Os Puritanos, PES, entre outras.

Que Deus nos ajude a alcançar esse entrelaçamento de teologia e vida em nós mesmos, a fim de que possamos glorificá-lO e gozá-lO para sempre! Amém.

terça-feira, 12 de março de 2013

Exposição de 1 Coríntios 12.7-11: Os dons espirituais são dados soberanamente pelo Espírito para serem úteis

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Sermão pregado por mim na Congregação Presbiteriana em José de Freitas-PI, no Dia do Senhor de 10/03/2013.

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